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Frases de Evan do carmo

1.430 frases

“A poesia será sempre o teu abrigo Uma casa segura, um conforto Preenchendo a tua vida vã, vazia
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“A poesia será sempre o teu abrigo Uma casa segura, um conforto Preenchendo a tua vida vã, vazia Na agonia velada do teu rosto.” ―Evan Do Carmo

Quisera eu saber todos os assuntos da humanidade, e, sobretudo, desconsiderar toda metafísica dos homens justos e dos falsos deuses, contudo, apenas almejei saber os arcanos da poesia. Me satisfaço, como Dante e Rimbaud, por ter entrado e ter saído com vida do inferno e do paraí…
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Quisera eu saber todos os assuntos da humanidade, e, sobretudo, desconsiderar toda metafísica dos homens justos e dos falsos deuses, contudo, apenas almejei saber os arcanos da poesia. Me satisfaço, como Dante e Rimbaud, por ter entrado e ter saído com vida do inferno e do paraíso

Como serpente O poeta, como serpente
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Como serpente O poeta, como serpente sofre metamorfose sazonal de tempo em tempo troca a pele, uma força imensa lhe impele e ressurge do barro criativo do efêmero comum, da vida breve rescreve outro texto outra vida reinventa outro motivo...

Por trás da porta Por trás da porta A rua segue seu curso
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Por trás da porta Por trás da porta A rua segue seu curso Como um rio, Pessoas descem A água é o vento Que as move Passos distintos, Caminhos iguais São moléculas Sem destinos Poeiras outonais. E eu atrás da porta Sem coragem De ir à rua Penso no futuro Mas o passado me espreita Quem dera fosse largar A rua que me espera Mas a porta é estreita.

A Eliot O poeta ressurge das cinzas das horas do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
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A Eliot O poeta ressurge das cinzas das horas do niilismo absurdo, da sombra do mundo, no fim da aurora. Canoa virada, naufrágio profundo do centro do abismo, sem forma ou lirismo, anuncia o futuro. Se pensa desiste, monólogo tão triste enfado e desânimo. Descansa do verso, é um santo professo na prosa frugal recita Homero, arrisca um refrão desprezo fatal. Não bebe mais vinho, não é abstêmio sempre foi boêmio na noite discreta amou sua musa, na lua minguante não foi bom amante, mas foi bom poeta.

Desejo silêncio Silêncio do mundo silêncio dos palcos
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Desejo silêncio Silêncio do mundo silêncio dos palcos silêncio da noite silêncio das ruas silêncio dos bares silêncio do campo silêncio dos mares silêncio profundo. Silêncio ao meio dia silêncio ao amanhecer silêncio da virtude silêncio de escutar silêncio da saúde silêncio pra sonhar silêncio do que canta silêncio pra criar. silêncio pra ouvir o que Deus quer falar. Silêncio para todos silêncio para mim silêncio das flores silêncio do jardim silêncio dos pássaros silêncio dos poetas silêncio dos meninos silêncio dos profetas silêncio das mulheres silêncio da comeia silêncio dos atores silêncio da plateia. Silêncio dos que plantam silêncio dos que colhem silêncio dos que vivem silêncio dos que morrem.

Só oferecemos de real aquilo que temos... a abelha dá o mel, o mar o peixe, a ovelha a lã, a luz o feixe, o cinema a fantasia, o palhaço a alegria, o mágico a ilusão. .. o poeta a poesia. Eis tudo que tenho. Mas só sei quando escrevo, pois antes de vir à luz, parafraseando Gulla…
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Só oferecemos de real aquilo que temos... a abelha dá o mel, o mar o peixe, a ovelha a lã, a luz o feixe, o cinema a fantasia, o palhaço a alegria, o mágico a ilusão. .. o poeta a poesia. Eis tudo que tenho. Mas só sei quando escrevo, pois antes de vir à luz, parafraseando Gullar, poesia é tudo que não sabemos.... que não temos.

Se a minha poesia fosse simbolista, faria versos abstratos com substrato de cimento e de concreto...
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Se a minha poesia fosse simbolista, faria versos abstratos com substrato de cimento e de concreto... Nestes versos cantaria a canção da despedida, chegaria enfim o cansaço dos cafés, das livrarias, das pessoas das relações mornas, das amizades frias... Mas na poesia que faço não há concreto nem cimento, é tudo sentimento, confissão e fuga. ...

Numa manhã fria de maio, em casa do poeta Evan do Carmo, nasceu a poesia.
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Numa manhã fria de maio, em casa do poeta Evan do Carmo, nasceu a poesia. Nasceu à revelia do poeta e da musa Ruiva de cor e de olhos negros deram-lhe o nome de felicidade contudo, poderia se chamar Giovanna ou Beatriz Nasceu com enfado nasceu com preguiça, mas nasceu sorrindo não como outrora a Ninfa nasceu feliz, não nasceu chorando como a poesia de Hamlet, E por que isto se deu? É que a loucura humana em celebre audiência encontrara-se à noite com a lucidez firmaram um acordo solene e tiveram como prova a consciência doravante viria ao mundo apenas filhos saudáveis pois o mundo se rendera tardiamente à carência da cultura e à indigência.

O canto da ironia Onde irei encontrar razão ou motivo, paixão ou dor para fazer poesia?
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O canto da ironia Onde irei encontrar razão ou motivo, paixão ou dor para fazer poesia? Não há mais holocausto nem apartheid... O romantismo perdeu a sua essência o amor das mulheres não tem preço e nas crianças nasce morta a inocência. Nem a guerra se faz mais por causa justa, as nações se uniram pela paz não há grito de socorro nas prisões inocentes somos todos, isto é verás. Onde irei em busca de acalanto se meu canto heroico emudeceu não há luta nos mares nem fronteiras a poesia da vida esmoreceu.

Mater Mãe, eis a causa de tudo não haveria vida nem mundo
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Mater Mãe, eis a causa de tudo não haveria vida nem mundo nem filho nem pai não haveria luz, nem sombra passado ou futuro nem semente a nascer nem um fruto maduro. Mãe, concepção lírica dos poetas para pra se criar o universo poesia e música, fantasia e verso natureza viva, a expressão discreta da ilusão homérica de um mundo concreto... Mãe, quem supor poderia que se não fosse por ti nada mais havia nem amor nem paixão nem sorte nem destino nem velho nem morte nem homem nem menino. Mãe, amor superlativo, tu perdoas sempre qualquer tirania, vences todo ódio com um gesto meigo teu abraço terno aquece o coração

Delinquência social. É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governad…
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Delinquência social. É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governador Joaquim Roriz, um Governo preocupado com os problemas de locomoção dos pobres moradores do Lago Sul. Para construir a ponte em questão, o Governo gastou a bagatela de 170.000,000, 00 que poderia ter sido usados para educar melhor filhos do pobre, para que os mesmos tivessem a oportunidade de cursar uma faculdade do mesmo nível de uma UNB, ou mesmo na própria, quem sabe com a expansão da faculdade para as cidades satélites, a exemplo de Planaltina, Gama e Cinelândia, que já têm sua unidade em funcionamento. Dois jovens de classe alta, filhos da elite de Brasília, ambos haviam ganhado dos seus pais o último modelo do carro dos seus sonhos. Empolgados por terem passado no vestibular, coisa que não merecia tanto mérito assim, por terem estudado durante toda vida no colégio mais caro da cidade. Os jovens queriam comemorar em dose dupla a realização da conquista, suas e dos seus pais. Era comum no início do curso saírem em grupo para beber, e na volta para casa faziam desafios para ver quem vencia a distância da ponte em menos tempo. Várias vezes, durante essas noites de farra, adolescente eram, não raro surpreendidos pela polícia, que não poderia fazer nada além de uma pequena repreensão verbal; no máximo uma ameaça de levá-los para se explicar ao delegado de plantão, que ao saber das suas origens nobres não poderia causar-lhes nenhum constrangimento. Nessa noite em especial; a farra demorou mais do que o de costume. Foram a boates e, depois de muito regalo resolveram pôr em prática o racha. Ainda a caminho da ponte, do local do delito premeditado, já passaram do limite de velocidade permitida pelos pardais, os eternos servidores públicos do DETRAN. Que importa multa para quem pode pagar? Há exemplos de filhos de papai que usam um carro por um ou dois anos, depois dispensam em qualquer lugar, por não compensar o pagamento das multas; ou ainda outro caso que é mais comum, a corrupção de alguns funcionários que aceitam correr o risco de perder seu bom emprego em troca de algum dinheiro fácil, para livrar a cara de ricaços que pagam alto por uma liberação de multas. Já são cinco horas da manhã, pela mesma estrada, trilhando outro caminho, a caminho de casa, vai um homem comum, com a consciência limpa, com a alegria de quem cumprira bem o seu papel, e com uma vontade incontrolável de chegar em casa para um descanso merecido. Não tem em mente nenhuma preocupação, além do desejo de em casa chegar para ver os filhos. Não acredita em perigos de natureza trágica à uma hora dessas, quando toda cidade dorme, só ele e alguns servidores da noite estão voltando para suas famílias. Estes são os garçons, músicos, os motoboys entregadores de pizzas como ele. As pessoas “normais” que têm o direito de escolha ou que tiveram outra oportunidade na vida, não trocariam a noite pelo dia para descansar. A não ser uma minoria alienada que mesmo tendo o privilégio da escolha não dá o devido valor à vida que tem, e vai além, usurpa as migalhas que sobram para esses excluídos do sistema capitalista onde cada um vale o que possui. Os carros acelerados rumam à direção da ponte. São dois carros envenenados com seus motores adulterados, levando seus pilotos que não estão em seu estado normal de consciência. Ambos embriagados; além do cansaço do sono perdido, a adrenalina da competição os cega ainda mais, não percebem o perigo que correm e passam a exigir o máximo que os seus carros podem lhes oferecer, na sua robustez de máquina ilimitada. Não sentem que estão a mais de 200 km por h. Os amigos que lhes acompanham nessa insana diversão, também não percebem nem por um segundo quão fugaz são suas vidas nesse instante. Quando, como que num piscar de olhos se deparam com uma moto voando aos pedaços sobre seus olhos embaçados com o véu da irresponsabilidade e do álcool, um dos carros também capota e se arrasta sobre o parapeito da ponte. Apenas um consegue sobreviver ao desastre incomum. Voltando depois de uma brusca frenagem, os sobreviventes vislumbram um cenário inimaginável: corpos destroçados pela fúria da velocidade e da embriaguez, e muito sangue inocente sobre o asfalto novo que ainda não conhecia o gosto da desilusão existencial; que não fora feito para este fim, receber em seus braços os filhos da ignorância. Morreram na batida além do motoqueiro anônimo, mais três filhos de pais que não pediram a Deus tal sorte para os seus, nem sequer imaginavam o que eles praticavam às escondidas enquanto deviam dormir. Ninguém vai repor as vidas dos mortos, nem tampouco será indenizada a família do cidadão que voltava do seu trabalho honesto...

O fim do mito Em vão tentamos construir com o verbo aflito,
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O fim do mito Em vão tentamos construir com o verbo aflito, um deus, um mito a paz sem conflito. No silêncio do espírito se esconde uma verdade aquilo que intelecto apaga não se escreve mais. Assim se vai a calma quando vem na alma os temporais... se dissolve o mundo e fé no homem tudo vira sombra que se desmorona com a luz do entendimento.

Quem diz saber de tudo. Diz a filosofia por pura ironia e modéstia
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Quem diz saber de tudo. Diz a filosofia por pura ironia e modéstia " ninguém sabe tudo." Diz a poesia, " Quem precisa saber de um tudo que é um nada?" Embriagado com a sua Ante metafísica Nietzsche diz: " Quantas verdades suporta a tua alma? " Há momentos em que a presunção de poetas, de filósofo e de homens de várias formações e ofícios, diz saber de tudo, momento este em que o ser se contenta com o que possui. Pois tem a alma e o ventre cheio de ilusão.