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Frases de Evan do carmo

1.430 frases

MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA Assim dizia um poeta, este poeta que não era triste
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MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA Assim dizia um poeta, este poeta que não era triste nem viva sorrindo à toa o poeta não era de muitos amigos, tampouco de muitos amores. Contudo, ao atingir a maturidade, quando se viu saciado de dias falou em uma conversa com Deus, Deus esse que ele pouco incomodava com suas necessidades de homem mortal. Então disse o poeta, sem nenhum traço de melancolia: Eu, de fato posso concluir com bastante satisfação que a vida me foi agradável, até muito mais além daquilo que eu desejava. Usufruiu de quase tudo aquilo que é possível ao homem desfrutar: tive filhos e esposa-amante. Fui contemplado com o dom maior reservado aos deuses entre os homens, música e construção, poesia e espiritualidade, fui pai e avô, usei com equilíbrio tudo que dá prazer a carne e ao espírito. Tive tempo e coragem para declarar meu amor a quem de fato o merecia. Fui bom amigo, marido dedicado e leal. Fiz música e poesia para todos, nunca calei diante da injustiça em bora a tenha cometido em algum momento por confusão mental e falta de critério.. Sempre tive coragem moral para defender minhas convicções para pedir perdão e conceder a quem de mim necessitou, creio que agora estou concluso, no verso e na prosa. Então que a morte seja breve, embora leve não possa ser, mas para mim não será dolorosa. Evan do Carmo 13\12\19

"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam o…
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"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam os poetas geniais.

GAROTA DE COPACABANA Copacabana também tem uma garota Que anda marota até a praia do Leblon
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GAROTA DE COPACABANA Copacabana também tem uma garota Que anda marota até a praia do Leblon Em Ipanema todos ficam encantados Com seu rebolado quando escutam aquele som É a beleza que caminha lado a lado Com a natureza, com o balanço do mar Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando Cá estou, é o balanço da moça faceira Bela feiticeira que me escravizou Copacabana tem uma beleza etérea Uma musa eterna para um compositor Um poeta velho ou um poeta moço Cantam este colosso que ninguém criou Foi Copacabana cantada primeiro Pelo estrangeiro que por lá chegou Só Copacabana ainda é princesa Luz que a natureza nunca apagou Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando Cá estou, é o balanço da moça faceira Bela feiticeira que me escravizou Copacabana todo fim de ano Vem o mundo inteiro para lhe adorar Mas logo em janeiro ela é só minha Quando posso ver gente a caminhar Na calçada larga de uma rua santa Só o que me encanta é o seu andar Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando Cá estou, é o balanço da moça faceira Bela feiticeira que me escravizou

Primeiro Bom Dia de Giovanna. 05/12/2015 Sou poeta, não acredito em anjos nem em outras coisas da mesma seara
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Primeiro Bom Dia de Giovanna. 05/12/2015 Sou poeta, não acredito em anjos nem em outras coisas da mesma seara todavia, fui logrado pela divindade, hoje, especialmente hoje, por se tratar de um dia especial em que acordei com vontade de dançar. Contudo, sabemos nós, os filósofos céticos das virtudes dos homens, e do amor das mulheres que não há expressão maior de felicidade do que a dança voluntária. Então, logo hoje, eu ouvi a voz de um anjo, de um que já estava conosco há algum tempo, mas que só sorria e faziam suas traquinagens, mesmo sem falar nos encantava a cada dia. Pois bem, este belo e incomparável anjo de cabelos ruivos e olhos negros, inebriantes, resolveu hoje me dar uma prova de que a felicidade, as virtudes dos homens, e até o amor das mulheres são possíveis. Ah, como são reais a partir de hoje para mim: Giovanna falou pela primeira vez, recebi sua gravação dizendo, com voz meiga e perturbadora, para mim que tanto a desejei, ela disse sem nenhum embaraço: " Bom dia Vovô"....

Meu pai Herói. Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavr…
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Meu pai Herói. Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavrador, homem que cuida da terra, ele próprio tinha um pequeno pedaço de terra, por onde passava um riacho, terra fértil, onde plantava cana e milho e melancia. É disso que me lembro bem, também plantava bananas. Não sei dizer se meu pai era um homem triste, se tinha crises existenciais, talvez fosse muito feliz, pois tinha uma bela família e uma linda esposa, honesta e trabalhadeira. Lembro-me da sua relação com minha mãe, eram felizes, combinavam em quase tudo, ambos desejavam que seus filhos estudassem para não serem analfabetos como eles eram. Meu pai era alto e moreno, tinha ombros largos como eu, era um homem bonito, mas não me recordo que alimentasse alguma vaidade nem vícios. Trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, grande para os padrões atuais. De domingo a domingo ele sempre repetia sua rotina; acordar cedo e ir ao trabalho, além de suas próprias lavouras, milho e feijão, ele ainda trabalhava de meia ou para outros produtores rurais. Meu pai era homem temente a Deus, pelo menos é essa a impressão que tenho até hoje, pois sempre ia à missa aos domingos de manhã, com toda família, mas ao voltar pra casa, logo depois do almoço, ia ao trabalho, cuidar de um pequeno e produtivo roçado, que ficava perto de casa, meu pai só retornava à noite com um feixe de cana nos ombros. Éramos oito filhos, cinco homens e três mulheres, minha mãe ficou grávida de uma menina quando meu pai faleceu. Foram seis meses longos, a duração da doença fatal de meu pai. Meu pai nunca ficava doente, era como touro, todos os homens o invejavam por seu físico e por sua moral. Mas todo herói fatalmente sucumbe no final da epopeia. Meu pai tinha chagas desde adolescência. Fora picado por um barbeiro, na região onde foi criado esse inseto fez muitas vítimas, e a medicina não tinha os meios para prolongar a vida dos seus pacientes. Meu pai só veio manifestar os sintomas da doença aos quarenta anos, foi avassaladora sua enfermidade, em seis meses apenas ele veio a óbito. Minha mãe foi uma guerreira e fez tudo que pôde e o que não pôde para salvar a vida do seu amado. Lembro-me com muita tristeza, de uma vez que eles voltaram de uma cidade próxima; aonde eles foram, em busca de uma nova forma de tratamento, mas não havia muito que fazer, meu pai estava com o coração muito comprometido, estava rejeitando os remédios, e não havia nenhuma esperança de cura ou de melhora, ele vivia muito cansado, e minha mãe passava longas noites ao seu lado. Nós éramos muito pequenos, mas já compreendíamos que nosso herói estava condenado à morte trágica. Logo se agravou seu quadro, minha mãe teve que o internar no hospital público de nossa cidade, onde foi bem cuidado, mas em poucos dias, ele já demonstrava fraqueza extrema, não se alimentava e as injeções que tomava não causavam mais nenhum efeito paliativo, então meu guerreiro pediu para morrer em casa, pedido que fora atendido pelos médicos dele, minha mãe o levou pra casa, mas meu velho não aguentou a pequena viagem de pouco menos de três quilômetros, faleceu nos braços de minha mãe dentro da ambulância. Essa é mais uma das inúmeras tentativas que faço, para escrever sobre meu pai. Sei que daria um belo e humano romance, todavia nunca serei capaz de levar a cabo esse projeto, é doloroso demais para mim, pois a dor e o trauma da sua ausência em minha infância ainda são deveras penosos para mim.

COISAS QUE UM AMIGO É... Um amigo não é indelicado, intrometido, mas quando
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COISAS QUE UM AMIGO É... Um amigo não é indelicado, intrometido, mas quando percebe o perigo, chama a tua atenção e mostra o buraco em tua frente.. Um amigo nota a tua ausência no banquete e no velório, quando sente a tua falta procura o mais rápido possível saber a razão. Um amigo não te liga para pedir favor antes pergunta: como está? Posso te ajudar em alguma coisa? Um amigo não concorda simplesmente com todos os teus pontos de vista discordando com respeito não magoa o outro amigo. Um amigo não é como um pai, um amigo é pai e mãe, irmão e companheiro em qualquer luta. Um bom amigo se faz presente em todas as horas, se alegra contigo, festeja e chora.

Vácuo No vácuo, na falta de som De luz, de poesia,
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Vácuo No vácuo, na falta de som De luz, de poesia, No caos da antimatéria No infinito querer, jaz a ilusão: Um pensamento morto Uma discussão, a retórica A dialética socrático-aristotélica A coisa em si Kantesca (Kant) Metafísica antipoética de Pessoa A natureza viva de Cabral de Melo O discurso sistemático cartesiano O enfado amoroso kierkegaardiano A impossibilidade da “república” A ineficácia da “política” O fracasso didático de Foucault O erro freudiano, o sonho de Jung O desejo superado de Lacan. No vácuo, onde outrora estava o saber Nada habita, sumiu a consciência Só a falta de ar como indulgência O temor de perceber que tudo, Tudo é vácuo, percepção niilista Representação, angústia Sartreana Depressão, abismo, Schopenhauer. O anarquismo, desgoverno, Proudhon Sem coerção mental, pensamento avulso. Foge-me a organização de Marx “As massas” não se unem Não há revolução… Nem salvação. Morte à metafísica, lógica sem ação.