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Frases de Evan do carmo

1.430 frases

COMO NASCE UM POEMA? De tantas maneiras, que não podemos mensurar com precisão. Cada poeta pode definir isto, mas ao seu próprio modo de escrever poesia, contudo, deve existir uma semelhança assustadora para todos eles, no que tange às formas em que a poesia os obriga a escreve…
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COMO NASCE UM POEMA? De tantas maneiras, que não podemos mensurar com precisão. Cada poeta pode definir isto, mas ao seu próprio modo de escrever poesia, contudo, deve existir uma semelhança assustadora para todos eles, no que tange às formas em que a poesia os obriga a escrever poemas. Então devo falar sobre minha própria maneira e experiência. Entre tantos poemas já escritos, milhares deles, devo confessar que alguns ganharam corpo e espírito com total independência, fugiram, assim, à minha vontade, desejo e modo de os trazer ao mundo. Alguns dos poemas que escrevi foram verdadeiras alucinações passageiras, outros foram surtos psicóticos, aliás, até livros, no meu caso, nasceram desta forma. Já outros poemas são simples em sua maneira, não raro nascem de provocações externas. Provocado, o poeta se põe a escrever, às vezes por uma palavra ouvida, um elogio apropriado, uma injustiça verbal sofrida, por um encantamento desmedido, provocado pela beleza estética de alguém, ou mesmo, e neste caso também creio que seja especial para cada um, provocado pela inteligência emocional de outro ser humano ou mesmo pela crueldade da musa. Muitos poetas caem nesta armadilha tola, a de criar uma musa sem rosto, e um amor desesperadamente platônico, com o fim único e objetivo de produzir e externar seu lirismo. De qualquer forma, a meu ver, não temos consciência plena nem domínio sobre isso, a poesia é autônoma, é ela quem nos conduz, quem nos escolhe. Ninguém aprende a fazer poesia na escola... ´É uma benção ou maldição pessoal...Ser poeta é não ter sossego. Evan do Carmo 02,07,2018

DEVIA SE CHAMAR LUÍZA Devia se chamar Luíza assim, com L maiúsculo
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DEVIA SE CHAMAR LUÍZA Devia se chamar Luíza assim, com L maiúsculo ludicamente embrigada como a musa de Tom Jobim! A musa do pobre não se chama Luíza talvez seja Rute da Penha ou Rita da Rocinha o poeta tem lá seus modos incomuns da pedra bruta faz sua gema rosa, do carvão vulgar seu diamante azul anil, de cintilantes cores. Foi assim que surgiu a musa marginal do poeta urbano, do poeta bêbado, do poeta insano. A musa de olhos negros, grandes, Olhos de Ressaca, surrealistas Machadianos. Devia se chamar Luíza assim, com L maiúsculo ludicamente embrigada como a musa de Tom Jobim! Minha musa não tem nome nem rosto pois se nome tivesse, como saberia? O poeta é quem sonha, quem delira quem canta ao desconhecido enigma que incredulamente e inconstante lhe obriga a escrever o que não poderia. Evan do Carmo ESCRITO EM 27/06/2018

Numa análise mais cuidadosa sobre aquilo que escrevo como simples exercício de cognição, portanto sem nenhuma presunção de ser dono da verdade, acredito que uma criatura de inteligência um pouco acima da média vai perceber aquilo que o silêncio das minhas interrogações não conseg…
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Numa análise mais cuidadosa sobre aquilo que escrevo como simples exercício de cognição, portanto sem nenhuma presunção de ser dono da verdade, acredito que uma criatura de inteligência um pouco acima da média vai perceber aquilo que o silêncio das minhas interrogações não consegue falar... Detesto polêmicas, ideologias de qualquer natureza... Não gosto de futebol nem de política, gosto de samba bem feito, e de poesia, desde que seja a verdade de toda alma e não esforço para parecer grande e inteligente, gosto de tudo que a simplicidade produz. Evan do Carmo

Um viajante que cedo pega a estrada, e segue andando em caminhos que desconhece. Assim fui jogado no mundo, sem eira nem beira, com uma sina a escrever, com meus próprios passos,
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Um viajante que cedo pega a estrada, e segue andando em caminhos que desconhece. Assim fui jogado no mundo, sem eira nem beira, com uma sina a escrever, com meus próprios passos, pensamentos e ações não planejadas. Seguindo fui entrando nos abismos do mundo, nas lacunas deixadas pelo tempo, sobre marcas de outros viajantes. Sob os ternos afetos dos meus pais ganhei coragem, força e destemor, para enfrentar minha própria história de tantos erros e poucos acertos. Como um lavrador que cedo madruga, fui removendo as pedras do caminho, arrancando ervas daninha e semeando possíveis esperanças de amores e amizades desejados! Então veio as chuvas, desaguou sobre a minha intrepidez juvenil terrores e tempestades, a casa muitas vezes se abalou, mas não caiu, pois fora construída sobre uma rocha, bruta, imperfeita, a rocha que com o tempo aprendi a lapidar, meu pensamento, minhas palavras e minhas ações.

PÁSSARO LIVRE Ganhei um pássaro branco para criar me foi dado das alturas celestes
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PÁSSARO LIVRE Ganhei um pássaro branco para criar me foi dado das alturas celestes do mais alto pesamento e boa vontade de Deus para com os homens. Um belo exemplar, mas a princípio parecia igual a todos os outros que vivem entre nós mas este pássaro, com o passar dos dias se revelou diferente, além de branco era iluminado, reluzente e feliz. Meu pássaro branco era livre, vivia solto em minha casa, gaiola sem trancas entendi que ele era livre demais para ser meu não podia pertencer apenas a um lugar nem poderia ter dono, e eu, só alguém escolhido para lhe dedicar cuidados e amor paternal. Meu pássaro branco livre cresceu e ganhou asas asas fortes, capazes de viajar longas distâncias assim ele fez, foi conhecer novos horizontes! Meu pássaro livre também canta e antes de partir cantou sua canção preferida para mim, sua canção de celeste melodia dizia da sua gratidão, revelou seu alto senso de justiça e lealdade, e no final me chamou de pai.

Fui levado a crer que o até amor entre irmãos pais e filhos,
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Fui levado a crer que o até amor entre irmãos pais e filhos, amigos, amantes e afins é mesmo uma ilusão benfazeja. Aliás, tudo na vida é ilusão as coisas mais tangíveis que contemplamos ou que apalpamos são ilusões concretas razão sustentando o caos lógica iludindo os olhos beleza atraindo corações incautos. Somos como abelhas a fazer o mel aranhas a criar armadilhas abismos que no final se tornam prisões emocionais contradições perpétuas

Ensinam-nos, Einstein, Baruch Espinoza e o Cristo, caso não compreendas ainda, por experiência própria, que só a consciência cósmica pode salvar o homem do seu maligno Ego. Então a lei é esta: todo bem ou mal que praticares, fazes especialmente a ti mesmo... Pois não há retorno…
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Ensinam-nos, Einstein, Baruch Espinoza e o Cristo, caso não compreendas ainda, por experiência própria, que só a consciência cósmica pode salvar o homem do seu maligno Ego. Então a lei é esta: todo bem ou mal que praticares, fazes especialmente a ti mesmo... Pois não há retorno inverso, cemente plantada, fruto colhido. Evan do Carmo

FUJAMOS DA VÃ REPETIÇÃO TEXTUAL. Quando escreves, o que denota o teu leitor? Teu ego embriagado, adjetivos pomposos, palavras soltas, balhando sobre as águas turvas de tua contradição presunçosa? Escrevemos apenas um texto em toda a nossa vida, por isso buscamos encaixar a noss…
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FUJAMOS DA VÃ REPETIÇÃO TEXTUAL. Quando escreves, o que denota o teu leitor? Teu ego embriagado, adjetivos pomposos, palavras soltas, balhando sobre as águas turvas de tua contradição presunçosa? Escrevemos apenas um texto em toda a nossa vida, por isso buscamos encaixar a nossa percepção de mundo, e, não raro cometemos enganos, ao pensar que em todos contextos caberá a nossa indignação ou satisfação existencial. Escrever bem seria se desvencilhar do ego que tudo sabe, a priori. Devemos, portanto, sair do lugar-comum que nos é confortável, para ensaiar novos temas, aludir outros contextos, fora da nossa fraca noção do que nos parece direito e justo.

Há um princípio fundamental para se equilibrar os dons da carne com os dons do espírito. Aprendi, com muito sofrimento e vivência, que a arrogância do saber sufoca o que temos de melhor no espírito. Todo talento herdado ou aperfeiçoado com estudo e prática laboriosa, quando sobre…
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Há um princípio fundamental para se equilibrar os dons da carne com os dons do espírito. Aprendi, com muito sofrimento e vivência, que a arrogância do saber sufoca o que temos de melhor no espírito. Todo talento herdado ou aperfeiçoado com estudo e prática laboriosa, quando sobrepõe a modéstia, a humildade e o amor, vira lixo, lixo humano que nada edifica...

Da Presunção Humana A primeira e mais decadente presunção humana é se achar importante, em um universo imponderável, de galaxias e universos ainda ignorados por nossa percepção simiesca e ciência atrasadas. "Ser o único ser pensante, no vasto mundo dos instintos desconhecidos e…
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Da Presunção Humana A primeira e mais decadente presunção humana é se achar importante, em um universo imponderável, de galaxias e universos ainda ignorados por nossa percepção simiesca e ciência atrasadas. "Ser o único ser pensante, no vasto mundo dos instintos desconhecidos e indomáveis," caso seja isto a nossa supremacia entre os animais, o que determina esta superioridade? Somos todos feitos da mesma essência caótica, barro e água, submissos ao destino do acaso. Contudo, temos o dom de limitar as coisas e o espírito nelas, classificando-as como boas e más, de belas e feias. Por necessidade ou expertise emocional, aprendemos a inventar razões e adjetivos para o que não conhecemos.

QUANDO CRIAMOS, SOMOS DEUSES. Quando criamos alguma coisa, não importa sua natureza, nos tornamos como deuses. Devemos, portanto, nos preocupar com que material estamos criando, seja um filho, uma casa ou uma obra de arte, seja música, romance, uma imagem abstrata ou poema concr…
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QUANDO CRIAMOS, SOMOS DEUSES. Quando criamos alguma coisa, não importa sua natureza, nos tornamos como deuses. Devemos, portanto, nos preocupar com que material estamos criando, seja um filho, uma casa ou uma obra de arte, seja música, romance, uma imagem abstrata ou poema concreto. Seguindo o exemplo de Deus, quando criou o homem, primeiro se cria o escopo, a partir de uma ideia. Então rabiscamos, com mãos e mente e com as ferramentas rudimentares que temos à nossa disposição, ferramentas que nunca conseguem captar o real significado que a mente intenciona. Agora com o escopo definido, sopramos em suas narinas o nosso espírito, nosso fôlego de vida, colocamos nele essência, personalidade e caráter. O homem nasce bom, puro instinto e natureza, só essência humana e caráter divino, para desenvolver uma personalidade única, portanto incorruptível, assim queria Deus. Todavia, ao ser posto no paraíso, primeiro sozinho, depois com uma companheira, feita da mesma natureza e essência, de sua costela, desta forma o futuro da humanidade estava garantido. Não havia agente público para os corromper. Não é necessário visitar Rousseau para esta constatação, nascemos bons, são os nossos pais, (Sociedade) que nos destrói, que nos rouba a natureza original, pureza e caráter divino. Voltando ao criador, ao Homem-Artista. O que colocamos em nossas obras é aquilo que temos na mais profunda concepção humana de algo secreto, no mais recôndito da nossa alma, é de lá que retiramos, essência, personalidade e caráter humanos e imperfeitos pra as compor. Havia um agente público, um demônio vagabundo,( Diabo) vagando na ociosidade do paraíso terrestre, contudo, as distrações da mente do homem o levaram para um patamar ilusório, para outro ponto de vista sobre o que era justiça. Esta nova percepção de um ponto de vista externo, de uma lógica que ele até então não fora despertado para seu entendimento, tudo isso fez com que olhasse para o fruto proibido e suas virtuais recompensas. Na criação artística, nós, assim como Deus, temos, apriori um desejo de perfeição e originalidade, mas ambos se perdem pela distração pública, ao absorver ideias paralelas que nos circundam, pela vista ou pela fraqueza de pensamentos alheios em nossa mente alojados.. Evan do Carmo 10/05/2018

COMO EU DESPREZO A ETERNIDADE "Amo e desejo a eternidade." Assim dizem os homens, como débeis amantes platônicos. Amam e desejam o que nunca terão, do mesmo modo como o poeta ama e não deseja possuir, a musa intocável...
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COMO EU DESPREZO A ETERNIDADE "Amo e desejo a eternidade." Assim dizem os homens, como débeis amantes platônicos. Amam e desejam o que nunca terão, do mesmo modo como o poeta ama e não deseja possuir, a musa intocável... Se queremos que a vida tenha algum sentido, devemos procurá-lo em algum ponto central imaginário, entre a realidade decadente e algum desejo impossível!" Evan do Carmo

Ana Ana, você pensa que me engana com este jeito bem sacana
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Ana Ana, você pensa que me engana com este jeito bem sacana de dizer que não me quer. Ana, eu perdi mais de uma semana fui até Copa Cabana no afã de te rever caiu chuva na calçada, uma forte enxurrada nem o vento foi capaz de te trazer. Ana,você foi só uma miragem, uma sombra um por-de-sol, sem abraço sem partida sem conversa, sem café, sem poesia. Ana, eu pensei em mandar flores acabei mandando livros, em vez de romance, ensaios e liturgia de ateu, Dom Quixote e de Rousseau em Busca de um Mundo Perdido, ficou branco e esquecido o capítulo teu e meu.

SOBRE O FASCÍNIO DA BELEZA Pessoas comuns são materialistas, possuem e são possuídas por outros iguais, elas não sabem apreciar o que é belo e bom, sem contudo, ter o desejo ardente de possuir, de absorver com seu ventre insaciável, tudo o que lhes encanta os olhos. O espírito…
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SOBRE O FASCÍNIO DA BELEZA Pessoas comuns são materialistas, possuem e são possuídas por outros iguais, elas não sabem apreciar o que é belo e bom, sem contudo, ter o desejo ardente de possuir, de absorver com seu ventre insaciável, tudo o que lhes encanta os olhos. O espírito livre não domina nem se deixar dominar, no entanto exerce o seu poder de atração sobre a beleza e a virtude, e os conduz, com liberdade suprema para o seu mundo particular, e é lá onde encontra a paz sublime da contemplação superior. Enquanto os outros desejam ter e até matam para conseguir, o homem livre se compraz e se regozija apenas com o vinho doce da admiração dionisíaca Evan do Carmo