SONETO Deixa que eu te ame como um ideal, Como aquele que a tempestade arrastou
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SONETO Deixa que eu te ame como um ideal, Como aquele que a tempestade arrastou Mas que na verdade do corpo é puro e leal, E no gozo físico transcendente se encontrou Deixa que eu te ame sem pensar naquele, Que ao mundo se entregou sem compreender, Ingenuamente solto, sem alma e pele Sem saber quão vulnerável é se perder Deixa que eu te ame com a imaginação, Com a insegurança e com desespero Com silêncio dos gestos, só com o coração. Deixa que eu te ame até o fim, sem medo Dessa ilusão que só nos faz sofrer, Pois não há outro modo de amar, nem de viver Por Evan do Carmo