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Frases de Emmanuelle Santiago Teixeira

14 frases

Segredos do coração Não contes Meus versos
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Segredos do coração Não contes Meus versos São desabafos D’alma amante Não espalhe meus contos de amor Nem penses em sussurrar ao vento meus dizeres São pérolas do oceano de sentimentos Contidos na alma cálida Não contes te peço Os devaneios de amor galante que a ti confessei Das tardes longas que contigo tive... Não dê detalhes da minha fala ofegante em declamar o amor Do meu olhar marejado de lágrimas que denunciavam minha paixão Por favor, não conte! É um grande segredo. È intimo É platônico É pulsante É doloroso Ah, amigo não conte a ninguém Que confessei o meu amor... Não posso vive-lo Não posso dizê-lo Só posso sonhá-lo!

GARABATOS ... Una hoja En blanco
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GARABATOS ... Una hoja En blanco Un pincel limpio Tintas vírgenes Manos ávidas Lista para crear: riesgos garabatos asteriscos alimañas carriles sonrisas indios pistas ... El blanco se convierte color cifras acción Emoción en color El creador se vacía De su creatividad Y sumergirla en la blancura del papel Sin límites para la expresión gratis Pase el tamaño del papel Contaminada.

3. Pés Num velório vi pés Pés vivos
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3. Pés Num velório vi pés Pés vivos Pés mortos Passos rápidos Passos lentos Passos rastejantes Passos desfilantes Passos e mais Passos Sorviam à minha vista De cabeça baixa num velório Vi pés ... Pés de pobre Pés de rico Pés inchados Pés sofridos Pés rachados Pés delicados Pés descalços Pés calçados ... Num velório vi pés Que sustentam corpos Pés que direcionam à caminhos. Pés que correm Pés que tropeçam Pés que caminham devagar Pés de corça Pés que pulam Pés traiçoeiros que dão rasteiras Pés teimosos Pés inquietos Pés de criança Pés de velho Pés de princesa Pés de senhora Pés vi muitos pés Não sabem que um dia toparão com ela? - Passos da morte. Intrusa traiçoeira insiste Em cruzar existências Toldar caminhos Interromper belos ou sofridos Passos. Andem! Corram! Dancem! pensava eu; Num velório de cabeça baixa Eu via pés.

Nossa história... De mãos dadas com a força do amor Seguimos
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Nossa história... De mãos dadas com a força do amor Seguimos Juntos pelo caminho da persistência Em acreditar que o amor pode sobreviver Em meio à tempestades Furacões emocionais De mãos dadas Seguimos. Lado a lado Sem olhar para trás. Olhando para o mesmo alvo À felicidade construída Sólida À dois Corações Em um único ser.

EU DIGO SIM ... Por mais poesia nas músicas brasileiras Por mais poesia na hora de paquerar
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EU DIGO SIM ... Por mais poesia nas músicas brasileiras Por mais poesia na hora de paquerar Por mais poesia sussurrada ao ouvido Por mais poesia na hora de votar Por mais poesia dentro de sala de aula Por mais poesia na mesa do bar Por mais poesia nas igrejas Por mais poesia nas ruas Por mais poesia nas praças Por mais poesias nos jornais Por mais poesias no ar! Por mais poesia inebriante que desintoxica e alivia a alma Por mais poesia libertadora que desalma a ignorância Por mais poesia no olhar de cada cidadão Para tornar mais leve a peregrinação.

(Desilusão) Ser poeta é uma chatice Incompreendido
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(Desilusão) Ser poeta é uma chatice Incompreendido Compreende a tudo em redor Mas não consegue Se compreender Solidão de ideias Quase sempre vê a poesia sozinho Vegeta em meio a utopias internalizadas Caminha de costas Sozinho Na contramão Ninguém quer saber o que senti o poeta Ninguém quer saber de nada Que flua do oceano das ideias Esse papo de ser Sentir E blablablá ... É tão distante Tão obscuro Tão platônico O amor pela poesia.

Biblioteca Um furacão? Um vulcão?
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Biblioteca Um furacão? Um vulcão? Tudo é tormenta no meu interior Turbulência de curiosidade Insaciável sede de conhecer Nesta dimensão de conhecimento Abre-se um universo surreal Em estantes enfileiradas Tem poeira Necrópole de autores Contradição? Não. Pois tem vida! Têm manancial de saber Tem tesouros escondidos no oceano do aprender Quero me perder neste labirinto sapiencial E adormecer com um livro ao peito E sonhar nas narrativas de amor... Seja onde for Na floresta de livros quero me encontrar E na fonte do saber me saciar.

Se eu ficar... Entre dois elos eu estou Um duelo meu e da morte
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Se eu ficar... Entre dois elos eu estou Um duelo meu e da morte A vida em mim clama A morte por mim espera Juro que não quero esquecer Da vida que nem percebi Se eu pudesse resgatá-la E vive-la Intensamente... Impossível? Tenho fé Se eu ficar tudo vai ser diferente Mesmo que carregue a dor dos que se foram Prefiro viver a saudade Do que morrer sem rever à luz Conjugaria todos os verbos do carinho: Abraçaria Beijaria Acalentaria Acariciaria Cantaria cantigas de amor Amor à sagrada vida Detalhes seriam odisséias de esplendor Se eu ficar Sorriria por bobagem Gargalharia à toa Choraria de felicidade Pela brisa que toca o rosto Pelo sol que aquece o coração frio... Se eu não ficar? Quero ficar de qualquer jeito nos corações desesperançados Sondando, pulsando... renascendo

A INFÂNCIA QUE LOBATO SONHOU Subindo na goiabeira Tomando banho no igarapé
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A INFÂNCIA QUE LOBATO SONHOU Subindo na goiabeira Tomando banho no igarapé Disputando corrida na trilha Empinando pipa no céu Brincando de pira-se- esconde Tomando banho de chuva Ouvindo as histórias de Visconde Ao brilho da linda lua Eita que sonhou bonito A infância Seu Lobato, sim senhor! Menino rodava pião Menina brincava no chão Eram tão felizes não conheciam tristeza não! Se hoje Lobato chegasse numa casa na capital Não iria entender, - Cadê as crianças do quintal? Tão dentro de casa seu Lobato No tablet e, no computador Assistindo TV a cabo Brincando no celular - Como assim? Cabo ou taco? - Não, TV a cabo! Desnorteado começa a falar: O meu sonho de infância acabou... Num pesadelo moderno se tornou.

Free Quando o labirinto da existência se fecha Num emaranhado de emoções
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Free Quando o labirinto da existência se fecha Num emaranhado de emoções Que entrelaçam a alma Necessitando de refúgio Necessitando de calma Sedenta, abre um livro Que a transporta para outra dimensão Uma realidade difusa e surreal Que ressuscita o triste coração Como num sonho fantasioso A alma flutua Numa catarse perfeita de prazer Impalpavél... Indescritível... Imensurável... [...] Realidade? A alma flutua dentro das entrelinhas Em meio a voz do autor Que sussurra suas ideias Dentro do universo do leitor E alça voo dentro da narrativa Quebra os grilhões da ignorância E segue numa insaciável busca Com uma sede ínfima Que somente quem voa sabe O sabor do vento da liberdade Conduzindo a alma para níveis infinitos de aprendizado e liberdade Por isso ela não quer Mas fechar o livro Não quer parar de sonhar, flutuar...