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Frases de Emílio Carlos Alves

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MÃE - UM POEMA DE SAUDADE. Não tenho mãe, quem me dera Pudesse ter a ventura
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MÃE - UM POEMA DE SAUDADE. Não tenho mãe, quem me dera Pudesse ter a ventura De numa vida futura, Ter outra vez Dna. Vera. I Eu não queria fazer um poema de saudade, É que saudade é solidão presente, Tampouco relembrar momentos de felicidade, Nem gestos de mágica ternura... Antes, eu queria tê-los novamente, Guardados para sempre aqui comigo... Ah! Que bom abrir os olhos E ter o sorriso que me iluminava nas manhãs, Estender a mão em busca da mão amiga E encontrá-la... Por isso, Eu não queria fazer um poema de saudade... Poema que meus olhos molhados Quase não me deixam escrever, Mas que o meu coração de poeta E filho que ficou, escreve pra você, Como último adeus e homenagem... As horas continuam a se suceder E só o velho relógio de parede as registra... Nada é mais como antes, E eu nunca serei como antes , Sem a presença daquela que amei, amo e amarei... Não importa... II Recordações afloram à minha mente, O lugar no sofá da sala está vazio, O meu coração está vazio... Não ouço mais a mesma voz que me repreendia Pelas coisas erradas que fazia, Nem aquela voz que carinhosamente Me despertava com um “Bom dia!”... Minh’alma morreu um pouco... Eu morri um pouco! A ausência de você é chaga que tortura... Nem o Sol, embora claro o dia, Consegue iluminar o negror Da minha noite escura... Hoje, eu vou conseguir, Não obstante as lágrimas que teimam em se fazer presentes e a tristeza que agora me acompanha, fazer o poema que sempre quis pra você, Nem que seja, ainda que tarde, Um poema de saudade... EMILIO CARLOS ALVES Enviado por EMILIO CARLOS ALVES em 14/01/2008 Reeditado em 14/01/2008 Código do texto: T817319