Eu sou a soma dos amores errados que eu insisti em amar certo.
Frases de Emerson Coelho
27 frases
Eu sofro com um medo ridículo de te encontrar por acaso e o coração me entregar antes do olhar. De você me tratar com a leveza de quem já esqueceu tudo — e eu ainda carregando cada detalhe como se fosse ontem. De te ver feliz demais… e perceber que quem te fazia mal era eu.
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo. Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor. E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
É uma solidão tão real que não cabe dentro do peito, que escapa dos olhos, que corta feito lâmina que ninguém vê chegando.
Tu chegava como quem acende as luzes da sala e pergunta se eu quero ficar. Mas a cada resposta minha, desligava uma lâmpada. E eu, tateando no escuro, comecei a achar bonito tropeçar em você.
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Tu chegava como quem acende as luzes da sala e pergunta se eu quero ficar. Mas a cada resposta minha, desligava uma lâmpada. E eu, tateando no escuro, comecei a achar bonito tropeçar em você. Pior: comecei a achar que amar era isso. Tentar caber em alguém que já está cheio de si.
Crescer é perceber que os adultos que tu admirava também estavam perdidos. Apenas sabiam disfarçar melhor.
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua. Ainda me aquece. Mas só machuca.
A dor mora na permanência — em coisas pequenas que não souberam que o amor acabou.
O amor é como um espelho quebrado que você se vê em partes e percebe que tentou colar o impossível. Que amar sozinho é como construir uma casa em areia movediça.
Amar de verdade, às vezes, é saber deixar ir, com a dignidade de quem sentiu tudo, mas não precisa mais provar nada pra ninguém.
Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.” Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros. Ninguém é forte sem suas quedas.
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Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.” Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros. Ninguém é forte sem suas quedas. Ninguém é livre sem primeiro encarar o cárcere da própria mente.
Se um dia o mundo deixar, me espera no lugar onde a gente nunca esteve. Pois eu ainda acredito na ideia boba de que dois corações podem se colar se baterem no mesmo compasso.
Porque tem gente que a gente não supera — a gente aprende a conviver com a ausência. Como quem mora com um fantasma que já virou parte da mobília. Saudade é isso: dançar sozinho com as lembranças. Com o peito apertado e o coração bêbado de passado.
Você diz que vai embora. Eu digo “vai”, mas minha voz treme. Você diz que me odeia.
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Você diz que vai embora. Eu digo “vai”, mas minha voz treme. Você diz que me odeia. E eu rio. Porque sei que no fundo você só não sabe mais amar. Nem eu. A gente se estraga melhor do que se ama. Mas tem alguma coisa nesse caos que parece casa. Alguma coisa doente, instável, mas familiar.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra. Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça…
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A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra. Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
Eu prefiro doer de você do que me curar com qualquer outra mentira.
A cada linha, um suspiro de tristeza pelas coisas que a gente finge que esquece, mas nunca para de lembrar.
Onde o amor vira um tipo de salvação torta, e o respirar depende de alguém que já não sabe mais ficar. É poesia em combustão lenta. Dor com delay. E esperança mesmo quando tudo parece irrecuperável.
É tanta pressa pra ser alguém que eu esqueci como era só ser… eu.
Aqui é onde a desistência encontra redenção, onde a poesia nasce do fracasso e onde ser honesto dói, mas cura.
O romantismo quebrado, a solidão embriagada e uma estética suja e bonita de quem já viu o amor morrer dentro de um quarto de hotel e ainda assim tentou escrever poesia com o corpo todo doendo.
Eu procuro teus gestos em outros corpos, porque cada movimento teu carregava um misto de doçura e ferocidade que eu nunca mais encontrei. Mas no final, só encontro esse vazio meticuloso, que não grita, não explode, apenas se instala — como uma doença silenciosa que vai ocupando…
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Eu procuro teus gestos em outros corpos, porque cada movimento teu carregava um misto de doçura e ferocidade que eu nunca mais encontrei. Mas no final, só encontro esse vazio meticuloso, que não grita, não explode, apenas se instala — como uma doença silenciosa que vai ocupando cada espaço até não sobrar nada de bom pra sentir.
Eu teria paz se não precisasse lembrar que fomos quase. Quase eternos, quase salvos, quase felizes.
Talvez eu parasse de tomar comprimidos se eles viessem com a garantia de que a saudade evapora, em vez de decantar no fundo da garganta.