Andarilha Toco suave seus cabelos... Na imagem transparente do passado.
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Andarilha Toco suave seus cabelos... Na imagem transparente do passado. Tão sutil, mas real foi o desvelo... Em meus sentidos atravessado. Tão suave teus cabelos castanhos... Que hoje não existe mais Teve morada no tempo, hoje estranhos... Num tempo perdido que não volta jamais. Posso então em outra dimensão... A frágil linha que nos liga Fazendo bater forte o coração... Por um amor sincero em cantiga. Passa o tempo que se perde na estrada... E a saudade nela caminha Até onde os olhos podem enxergar... Levando a lembrança à ficar sozinha. Sou andarilha da vida Cada canto neste encanto já vivi Partilhei desse amor e fui querida... Amei intensamente, então parti. O que passou a ser saudade... Sentimento novo descobri. Olhando bem longe adiante... Tão transparente que esqueci. Lá vem então a lembrança... Que da saudade não se assemelha. Parte depressa e deixa a esperança... Do encontro ao rastro de nova centelha. Sou andarilha da vida Sou andarilha do amor Pela longa estrada vivida... Sem deixar rastro de dor!