Um resto de ilusão De mil maneiras me esconder, Ser gentil quando não quero ser,
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Um resto de ilusão De mil maneiras me esconder, Ser gentil quando não quero ser, Sorrir, quando o desejo é chorar. Tentar, de verdade, relevar, Se a vontade é desistir, é esquecer. Esquecer-me de quem me faz mal, De quem não sabe ver o outro, ser plural. Sair de fininho, sem olhar pra trás, Buscar só o que é bom, o que me traz paz. Abandonar tudo e quase todos: Os olhares tortos, os sorrisos desleais. Esquecer Gênesis, escolher Êxodos. Acreditar que existe além, que existe mais. Ampliar meu singular Universo, Escantear tudo o que é adverso. Parar de tentar agregar, Aceitando que é hora de deixar, de aceitar. Aceitar que o mundo não é linear, Que, às vezes, o mal pode vencer, Que o bem pode arrefecer E que você é só uma peça neste limiar. Mas acreditar, sobremaneira, Que pode bastar a sobra da bondade, Para fazer da vida a hospedeira, Da alegria plena da nossa humanidade.