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Frases de Elisa Salles

500 frases

UM FIO APENAS... Há um fino fio a segurar o amor de minha vida... Tão tênue quanto o amanhã _ Anseia e apavora
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UM FIO APENAS... Há um fino fio a segurar o amor de minha vida... Tão tênue quanto o amanhã _ Anseia e apavora Nada ampara. Nada jura. É emaranhar de dúvida E meu Deus, este "talvez" consome e devora! E apesar desta perplexidade, vive,fiel a si mesmo Alheio à indiferença constante, má e impiedosa Num acalento de doçuras, ao vento e a esmo... Sentimento que sangra ao espinho.Cuida a rosa. É insubmisso. Acalenta, só, toda a larga devoção Enquanto voam gaivotas sobre um mar de sonhos Tortura a alma. Desejos da voz, do toque_ Canção! E os dias, voam loucos de encontro à cousa alguma Tempestades de saudades arrastam todos os risos Um fio de seda à sustentar,só, um mundo de ternura. Elisa Salles ( Direitos autorais reservados)

CONSTATAÇÃO Nas noites frias sinto tua falta
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CONSTATAÇÃO Nas noites frias sinto tua falta já nem é mais saudade é desespero mesmo! A ausência da tua pele quente tocando a minha com intimidade, da sua voz grave, sussurrando desejos, o toque úmido dos teus beijos. Meu Deus! Quanto desalento! São nessas noites sombrias Que chego à triste constatação de como sou sozinha...

SUA FALTA Hoje o poema não veio Veio a tristeza
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SUA FALTA Hoje o poema não veio Veio a tristeza Veio a solidão Veio a saudade e a vontade de escrever... ... Mas não veio você, e como você não veio o verso se enclausurou num cúbiculo escuro e úmido. Se falta você no meu dia voa a poesia, e meu poema fica triste de morrer!

Eu brisa fria na tua pele macia ao entardecer...
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Eu brisa fria na tua pele macia ao entardecer... Eu, pôr de sol, morno no arrebol; acalanto à te enternecer. Eu, amor eterno marcando tua alma à ferro, sem poder jamais esquecer. Eu, a rima dos teus versos, desbravando os mundos e universos de todo o teu bem querer. Eu, motivação dos teus sorrisos, embalo doce, gentil, terno e preciso no teu acalanto... Tua vida, minha razão de viver! Elisa Salles (Direitos autorais reservados)

SEM VOCÊ Sem você, meu amor Sou flor sem jardim
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SEM VOCÊ Sem você, meu amor Sou flor sem jardim Jardim sem luar Luar sem amantes...! Sem você, Sou um rosto na multidão Perdida na esperança de um " Nunca" Sou mar sem sol e sem barquinho Uma pintura sem viso e sem moldura Largada num canto de uma sala escura! Sem você, meu amor. sou dor sem analgesia Drummond sem poesia Poesia sem verso ou rima... ...Ou universo! Bailarina sem sapatilhas Música sem som Beijo sem paixão... Sem você, meu amor, sou o que não sou Aquarela sem cor... Sou só desamor!

DIALÉTICA Qual minha linha poética? Linha poética?
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DIALÉTICA Qual minha linha poética? Linha poética? Não a tenho... tenho a alma poética. Serve? Em mim a poesia nunca se conclui Estou sempre me transfigurando Hoje crisálida amanhã perversão... ...Amor revolta ilusão Sonho Melancolia Raiva Utopia Borboleta? Quem poderá saber? Sou tantas no poema, meu bem... E o poema é tudo em mim! Ele me liberta de todo Pré( conceito) Não o escrevo para agradar à ninguém Não o escrevo nem mesmo para me agradar É uma necessidade. Entende...? Varro as madrugadas em busca constante do poema Sou dependente do poema Das suas leituras de mim Perdoem-me por eu ser assim... Intensa demais Loucura demais Dor demais Afeto demais Amor, ah, se soubesses... Quanto amor Demais! Mas não sabes E nem poderás, jamais saber... Mas não importa Não muda nada A poesia em mim é tudo o que sou O que fui um dia e o que talvez nunca venha a ser! Razão de ser... No mais nada mais a dizer... Elisa Salles

Primavera de ilusões Desce o sol sobre o solstício da mãe primavera Um anjo palhaço voa, à anunciar novos sonhos
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Primavera de ilusões Desce o sol sobre o solstício da mãe primavera Um anjo palhaço voa, à anunciar novos sonhos Ilusões para empurrar, no mar o barco à vela. Utopias e devaneios de poetas tristonhos... Terras do sem fim, ai de mim que as conheço! Ai do meu poema que viu, e ouviu as verdades... A dor que ignoraram, as senti e sinto__ Padeço! Quando a ventania usurpou-me, má, as vontades E de todas as incertezas desta vida. Sã loucura... Das solidões que invadem as almas nas madrugadas A minha é aquela que para a qual não houve cura. Mas danço ainda o bolero dos que fingem alegria E fingindo permito que a noite abra suas asas... E a noite não tem luar. Eu, nem amor ou poesia.

A vida não é um mar de rosas. Aliás, geralmente está mais para uma mar tumultusoso e bravio do que para um campo de papoulas.
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A vida não é um mar de rosas. Aliás, geralmente está mais para uma mar tumultusoso e bravio do que para um campo de papoulas. Isso porque precisamos evoluir, e somente alcançamos um patamar espiritual mais elevado em meio à dor e as dificuldades. Não que estar feliz seja mal ou errado. Mas em meio às festas raramente paramos para pensar naquilo que verdadeiramente é essencial à espiritualidade. Mas na hora do sofrimento não... Quanto a tormenta bate às portas nada nos resta senão enxergar que somos incapazes para, sozinhos resolvermos nossos problemas. É quando buscamos num poder superior à nós mesmos, a manivela para sairmos do fundo do poço. Então evoluímos. Que Deus nos abençoe. Gratidão.

REENCONTRO... Esta tarde, quando te vi O tempo voou ao contrário
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REENCONTRO... Esta tarde, quando te vi O tempo voou ao contrário Tantos anos voltaram atrás num único segundo de um olhar entre nós... Olhei tua boca E senti o gosto dos teus beijos... Ah, que multidão de desejos! ...E naquele aperto de mão um turbilhão de sentimentos, intensos, retornaram, lembranças de carícias tuas... Que vontade de me atirar no teu pescoço! De te namorar a noite inteira Sorver uma taça de vinho Beber mais um pouco de ti... Ah, meu velho namorado de ontem Eterno amor de sempre Amigo, hoje... Tão de repente.

ENTREGA Toma, amor São teus
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ENTREGA Toma, amor São teus Todos os meus ... Pensamentos do dia Toda a minha ternura Toda a minha loucura Toda a minha timidez e a minha ousadia. Toma, amor São teus Todos os meus instantes Todos os meus flagrantes Todos os meus rompantes De euforia De agonia De fantasias transbordantes de apegos, de desejos meus, pelo desejo teu. Toma Meus versos Meus complexos Meus reversos Desconexos... São teus. Toma Minha lassidão Minha adoração Toda minha inspiração em entrega no que me doma e me enverga até o chão Toma Meus estorvos Meus renovos Minha apatia e Minha alegria Tudo Todo eu em poesia. Elisa Salles ( Direitos autorais reservados)

As vezes o céu se torna escuro e as tempestades se anunciam com todos os seus trovões e relâmpagos.
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As vezes o céu se torna escuro e as tempestades se anunciam com todos os seus trovões e relâmpagos. Nesta hora precisamos parar, pensar e buscar no nosso interior a fé, que é a condição de crer no impossível e ainda improvável. Desta forrma, em meio ao furacão podemos visualizar dias de sol e campos cheios de flores. Gratidão

PLENITUDE Ouve amor o silêncio O mar aquietou o burburinhos de suas ondas
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PLENITUDE Ouve amor o silêncio O mar aquietou o burburinhos de suas ondas O vento calou-se nas folhas dos coqueirais Todos dormiram mais cedo como se soubessem do grito de amor no nosso peito. Estamos alheios ao futuro Dele nada queremos saber! Basta-nos às nossas loucas bocas, os beijos do presente, as carícias nas carnes quentes Nos avivando... Nos definindo... Nos embalando pela noite adentro. Hoje estamos. Somos... ...plenos em nós mesmos. Isso nos basta O amanhã ainda não existe, e para sermos sinceros, não nos interessa saber. Elisa Salles ( Direitos autorais reservados)

UNICIDADE Quero me misturar à ti... Mesclar nossas essências
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UNICIDADE Quero me misturar à ti... Mesclar nossas essências Confundir nossos átomos Unificar nossas células Amaranhar nossas moléculas. Na doçura, na candura, na descompostura do ato, do fato de fazer amor contigo. Fundir nossos corpos, tesar nossos músculos nervos... Nossos fluídos, incorporados, intrínsecos Um gosto exposto pelo mesmo gosto do gosto teu. Reunir cada pensamento Cada sensação Cada centímetro dos nossos torsos, ventres... ...Tão sós Tão à sós Únicos Unidos no mundo que contém o mundo teu... O nosso mundo, na unicidade de nós... Compartilhar nossos lamentos, dores, medos, conflitos, tormentos... Afogado-os Extirpando-os Extinguindo-os em cada centímetro da pele que não repele nunca a tua pele ... E não há erro Não há incertezas culpas ou dúvidas Dívidas ou cobranças. Só beleza e poesia em arte e harmonia... Teu corpo no meu. Unicidade.

UM POEMA CHEIO DE RAIVA Só de raiva vou escrever Vou escrever a raiva de não alcançar o poema
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UM POEMA CHEIO DE RAIVA Só de raiva vou escrever Vou escrever a raiva de não alcançar o poema De não ter visto poesia alguma no meu dia Por não me deslumbrar ante a vida, hoje Por não enxergar o sol atrás das nuvens escuras Por me deixar intimidar pela ausência do toque Do beijo Do abraço Do carinho Da afeto Pela ausência da tua transparência Pela ausência do teu desejo Pela ausênsia do teu amor Que imenso terror ser poeta de dor! De melancolia De nostalgia De noite fria De cama vazia Até mesmo de boemia Que Azia! Dói-me o estômago até o âmago ... Ser poeta de saudade Ser poeta que escreve o que sente sem fingir o verso que sente em verdade. Somente por raiva escrevi este poema horrível E não vou termina-lo com leveza alguma Hoje não houve levezas Nem ventos nas roupas nos varais Nem o cantar de pardais Nem a panapaná à revoar sobre a margarida Hoje não houve vida ... Juro, não houve Ou não vi ( se houve) Ou não senti ( se houve) Só esta raiva de não ter tido tua presença E esta ausência é a ausência de tudo Porque tu és tudo Alheio à ti, esta raiva, este dia cinzento. Nada mais. Pronto, só de raiva escrevi.

NUNCA ESCONDAS DE MIM TUA NUCA... Na tua nuca desvendo os segredos do universo Na curva sublime do teu pescoço
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NUNCA ESCONDAS DE MIM TUA NUCA... Na tua nuca desvendo os segredos do universo Na curva sublime do teu pescoço Na alvura da pele Nada repele Tudo me impele à toca-la À beija-la com ternura ao mesmo tempo que com paixão Permita-me apenas toca-la E quando o fizer saberás do meu amor sublime Que tudo redime Tudo torna sagrado No teu pescoço meu agravo Minha lassidão Minha doce perdição Nunca esconda de mim tua nuca Nunca...!

NA TUA BOCA, MINHA POESIA... Beijo tua boca, transcrevo o verso Numa carícia doce, envolvente
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NA TUA BOCA, MINHA POESIA... Beijo tua boca, transcrevo o verso Numa carícia doce, envolvente Translado neste toque o universo Numa paixão nossa. Caliente... Um momento apenas o nosso beijo Breve e eterno em minh'alma És toda paz que anseio e desejo Atiça-me e, paradoxal. Me acalma! Quanta agonia há neste mundo, Deus! Mas esqueço todo o desgosto Quando toco os lábios teus... Pois neste toque de carnes sou poesia Componho no paladar da tua saliva Meu poema, teu gosto de ambrosia!,

❃❃ "Nasce o sol Os raios mornos tingem o mar de Itapuã de cores mil Milhares de tons, que vão do amarelo ao laranja, cobre,
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❃❃ "Nasce o sol Os raios mornos tingem o mar de Itapuã de cores mil Milhares de tons, que vão do amarelo ao laranja, cobre, vermelho... Tudo matizando o azul. As ondas vão e vem. Os coqueiros bailam em sintonia com o vento, cantam em notas quais nunca se viram iguais! E só de ver o sol, ouvir a vida orquestrar, louvando os céus nesta manhã gloriosa, faz valer a pena os momentos de dor e sofrimento que as vezes nos sobrevem. Gratidão soberano pai.꧁꧂

AMOR SEM NEGAÇÃO... Suplica-me que eu te esqueça Se tudo o que faço é querer-te
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AMOR SEM NEGAÇÃO... Suplica-me que eu te esqueça Se tudo o que faço é querer-te Nesta terra de desavenças... Como poderia eu esquecer-te? És a sombra dos meus vendavais O calor dos dias de sóis de verão A temperança dos dias outonais Como esquece-lo, amor, então? Pede-me e te trarei a lua em poesia Para enfeitar teu céu de negro véu És meu amor de dor e alegria! Deixa apenas que te ame assim... Silenciosa e mansa; serei feliz Por amar-te mais ainda que à mim. Elisa Salles (Direitos autorais reservados)

AMOR, ETERNO AMOR... Ei de adora-lo em todos os momentos Quando a luz do sol queimar-me o rosto
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AMOR, ETERNO AMOR... Ei de adora-lo em todos os momentos Quando a luz do sol queimar-me o rosto E nas serras altas uivarem os ventos E quando das vindimas extrairem o mosto. Quando os dias forem longos e enfadonhos E não houver o riso para proclamar a vida Ainda assim serás meus sonhos risonhos E a lembrança mais doce e querida... E ainda quando o mar urger em tempestade Roubando dos pescadores seu sustento Até então te aguardarei no fim da tarde. Pois do meu poema és o verso mais lindo Visto que o amo sem dor, medo ou lamento Num tempo chamado nosso. Infindo. Elisa Salles (Direitos autorais reservados)