No batuque do tambor ecoa a memória, de um povo que cruzou o mar com fé e história. Vieram acorrentados, mas livres na alma,
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No batuque do tambor ecoa a memória, de um povo que cruzou o mar com fé e história. Vieram acorrentados, mas livres na alma, trazendo no peito a força que acalma. Candomblé, Umbanda, Jurema, religiões que carregam ancestralidade. Em cada canto, em cada reza entoada, vive uma herança viva, pulsante e encantada. Respeitar é ouvir sem preconceito, é compreender que a diversidade e a liberdade religiosa é direito. É saber que o Brasil não se fez apenas de cruz e espada, mas também de atabaques, folhas e encruzilhada. A fé de matriz africana é raiz é resistência, é cultura, é amor. Fez nascer o samba, o axé, o maracatu, pintou de cores fortes o céu azul do Norte ao Sul. Quem nega essa religião, nega a própria nação, nega o sangue, o suor, a formação. Porque no terreiro também se constrói saber, na gira, na dança, no modo de viver. é cada um cutuar o que acredita com respeito. Seja na igreja, no templo ou no terreiro, Pois o Brasil, em sua real identidade, é negro, é indígena, é fé, é pluralidade. Então que se ouça alto o toque do agogô, que se celebre o que o racismo calou. Pois não há Brasil sem África em sua essência, nem futuro justo sem Respeito e consciência.