Miligrama de verso XII Não fiquem penalizados com a imagem real da minha face, pois não tenho o menor pudor de me reinventar e de me imaginar princesas.
Frases de Eleni Mariana de Menezes
175 frases
A Apedrejada Meu nome é Asho Tenho treze anos e vou morrer
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A Apedrejada Meu nome é Asho Tenho treze anos e vou morrer Por apedrejamento. Ao relento Dos corações endurecidos. Fui condenada por prevaricação. Num tribunal paralelo. Meu crime? Fui violentada, Estuprada. Rasgada na minha inocência Eu só tenho treze anos Acudam-me. Quem pode salvar-me? A primeira pedra feriu a minha cabeça. Pulei dentro do buraco, Cheio de pedras Tentando fugir. Eles vieram atrás 50 homens, Fortes e raivosos. Acossaram-me. Socorram-me. Agora me apedrejam sem parar. A dor é aguda e atroz Vomitei. Gritei. Urinei. Defequei. Inúmeras vezes de dor. Agonizei. Cadê a Anistia Internacional? Onde está a voz dos Direitos Humanos? Estou agonizante Só tenho treze anos. Não quero morrer. Muito menos agora, Por lapidação. Abriram vários buracos na minha cabeça. Esfacelaram-me. Estou sofrendo dores Do tamanho da maldade deles. Enfim, vou morrer Após duas horas dolorosas. Com a vergonhosa aquiescência do mundo Eleni Mariana de Menezes
1 - Poema para Chico Mendes Fala baixo Chico. Não grites.
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1 - Poema para Chico Mendes Fala baixo Chico. Não grites. As seringueiras irão chorar lágrimas brancas. Lágrimas grossas de saudade de Francisco. O Mendes. Aquele que as rasgavam com tanta mansidão E poesia para retirar-lhes a seiva Que mais parecia um rasgo de elogio. Um rasgo de amor. Uma carícia de irmão agradecido pelo sustento Que viria dali. Fica Chico. Senão o seringal não vai chorar apenas, Irá uivar o uivo doloroso do adeus ao amigo E companheiro. Irá gritar para o céu da Amazônia que a esperança morreu. Que o apelo do ativista parou. Tua boca calou para sempre. E seus olhos dormiram o sono do nunca mais. Ah, Francisco, Fala baixo para os gananciosos não o ouvirem. Eles não perdoam. Depois como vais peregrinar pela selva Com o coração de guerreiro? Nunca mais Chico, Andarás com essa alma de gigante Por entre os altos arbustos amazônicos E a floresta vai morrer um pouco. Elas sentirão falta do seu abraço protegido. Daqueles que distribuías para defendê-las Com teu corpo nos empates. Fica em silêncio Chico que teu hino De amor está ferindo interesses de alguns. Eles não têm piedade e vão determinar tua partida. Eterna. Sem retorno do Mendes. Nunca mais ouvirás o canto melodioso da cotovia. E o inhambu vai piar sem teus ouvidos para escutá-lo. Ouve Francisco, Deixa de bobagem e dorme mais um pouco. Não te levantes cedo demais para ires ao sindicato Bradar ao mundo que eles matam a mata. Eles irão te perseguir e a pontaria deles é tão certeira! Não erram. Vão disparar até que caias sem chance de levantar-te Para mais uma vez Penetrares nos caminhos recheados de folhas verdes E musgos. Melhor, não entres jamais no sindicato. Ele não precisa de Francisco. Volta a colher a borracha, Simplesmente, Assim como um seringueiro despretensioso e feliz. O mundo é assim mesmo companheiro. Queres mudá-lo para quê? Nem conseguirás ser eleito para o preito que pretendes. Tivesses sido talvez fosse outra a tua história. Seria? O cargo político te daria amparo? Se desse Chico seria interessante o povo eleger-te. Bem que mereceste! Levantaste a voz bem alta ao ponto de ferir ouvidos. Inquietar consciências. Incomodar pessoas. E quantas!... Espera Francisco, mais um pouco na cama, Hoje ainda são vinte e dois, Falta pouco para o Natal. Não queres ver mais uma vez o menino Que nasce da tua fala de valente? Depois os sapatinhos das crianças ficarão vazios, E sem os teus abraços, também os corações. Janeiro chegará com Lótus Se abrindo em adoração Divina. Estamos Francisco em 1988, Vem por aí a virada do milênio, O céu ficará cheio de rastros dourados E com tantas promessas de vitória que até acreditaremos. Então esquece um pouco esse seu caso de amor Com a natureza e sossega menino. Teu menino ficará sem o colo amigo do paizão querido. E a menina entrará sozinha pela igreja Ao som da Ave Maria. Cadê teu braço para apoiá-la companheiro? A mulher vai lamentar derramando água dos olhos tristes, O amor que lhe foi tudo, E a solidão será do tamanho da Amazônia. Não. Não abras a porta agora. Volta para a cama. Descobre que tens dor, qualquer uma. Permaneça quieto. Lá fora está tão sombrio e perigoso! Teu banho pode esperar. Tua vida pode prosseguir valente guerreiro. Só não saias agora pela porta. Talvez ele desista, vá embora e deixa para depois. Aí podes pegar a mulher e as crianças e fugires. Para onde? Depois que o mundo é tão pequeno! Que pena Chico! Então adeus meu camarada. Vai com Deus.
1 - Poema para Chico Mendes Fala baixo Chico. Não grites.
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1 - Poema para Chico Mendes Fala baixo Chico. Não grites. As seringueiras irão chorar lágrimas brancas. Lágrimas grossas de saudade de Francisco. O Mendes. Aquele que as rasgavam com tanta mansidão E poesia para retirar-lhes a seiva Que mais parecia um rasgo de elogio. Um rasgo de amor. Uma carícia de irmão agradecido pelo sustento Que viria dali. Fica Chico. Senão o seringal não vai chorar apenas, Irá uivar o uivo doloroso do adeus ao amigo E companheiro. Irá gritar para o céu da Amazônia que a esperança morreu. Que o apelo do ativista parou. Tua boca calou para sempre. E seus olhos dormiram o sono do nunca mais. Ah, Francisco, Fala baixo para os gananciosos não o ouvirem. Eles não perdoam. Depois como vais peregrinar pela selva Com o coração de guerreiro? Nunca mais Chico, Andarás com essa alma de gigante Por entre os altos arbustos amazônicos E a floresta vai morrer um pouco. Elas sentirão falta do seu abraço protegido. Daqueles que distribuías para defendê-las Com teu corpo nos empates. Fica em silêncio Chico que teu hino De amor está ferindo interesses de alguns. Eles não têm piedade e vão determinar tua partida. Eterna. Sem retorno do Mendes. Nunca mais ouvirás o canto melodioso da cotovia. E o inhambu vai piar sem teus ouvidos para escutá-lo. Ouve Francisco, Deixa de bobagem e dorme mais um pouco. Não te levantes cedo demais para ires ao sindicato Bradar ao mundo que eles matam a mata. Eles irão te perseguir e a pontaria deles é tão certeira! Não erram. Vão disparar até que caias sem chance de levantar-te Para mais uma vez Penetrares nos caminhos recheados de folhas verdes E musgos. Melhor, não entres jamais no sindicato. Ele não precisa de Francisco. Volta a colher a borracha, Simplesmente, Assim como um seringueiro despretensioso e feliz. O mundo é assim mesmo companheiro. Queres mudá-lo para quê? Nem conseguirás ser eleito para o preito que pretendes. Tivesses sido talvez fosse outra a tua história. Seria? O cargo político te daria amparo? Se desse Chico seria interessante o povo eleger-te. Bem que mereceste! Levantaste a voz bem alta ao ponto de ferir ouvidos. Inquietar consciências. Incomodar pessoas. E quantas!... Espera Francisco, mais um pouco na cama, Hoje ainda são vinte e dois, Falta pouco para o Natal. Não queres ver mais uma vez o menino Que nasce da tua fala de valente? Depois os sapatinhos das crianças ficarão vazios, E sem os teus abraços, também os corações. Janeiro chegará com Lótus Se abrindo em adoração Divina. Estamos Francisco em 1988, Vem por aí a virada do milênio, O céu ficará cheio de rastros dourados E com tantas promessas de vitória que até acreditaremos. Então esquece um pouco esse seu caso de amor Com a natureza e sossega menino. Teu menino ficará sem o colo amigo do paizão querido. E a menina entrará sozinha pela igreja Ao som da Ave Maria. Cadê teu braço para apoiá-la companheiro? A mulher vai lamentar derramando água dos olhos tristes, O amor que lhe foi tudo, E a solidão será do tamanho da Amazônia. Não. Não abras a porta agora. Volta para a cama. Descobre que tens dor, qualquer uma. Permaneça quieto. Lá fora está tão sombrio e perigoso! Teu banho pode esperar. Tua vida pode prosseguir valente guerreiro. Só não saias agora pela porta. Talvez ele desista, vá embora e deixa para depois. Aí podes pegar a mulher e as crianças e fugires. Para onde? Depois que o mundo é tão pequeno! Que pena Chico! Então adeus meu camarada. Vai com Deus.
Coração traidor As paredes do meu coração Ainda têm os rabiscos ardentes
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Coração traidor As paredes do meu coração Ainda têm os rabiscos ardentes Quentes, ferventes Que imprimistes quando Eras pequeno na arte de amar E nem tiveste zelo De não derramares todas as tintas Que ficaram espremidas e exprimidas Em borrões de variadas cores E temores e dissabores. Não decifrados pela Minha indecisão de entrar ou não na tua história E captar toda a fragrância Dos teus desenhos na memória E reter pra mim toda a essência Dos teus gestos E manifestos Que eu fiz questão de fingir que não estavam lá escritos No teu olhar E na tua dor De me ver partir Sem ao menos nos permitir Chorar de amor. Choro agora o que não pode mais voltar O que não posso mais vivenciar Por que só nesse momento Lamento Sei que eu te amava lá. Ah! Coração, que só me prega peça Tolo! Traidor da tua dona Por que não atinaste em tempo Que meu amado verdadeiro só podia Ser mesmo o primeiro?
Meu passista Abro as avenidas do meu coração Pra você desfilar com alegria nelas
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Meu passista Abro as avenidas do meu coração Pra você desfilar com alegria nelas Rei absoluto da minha emoção. Venha para as minhas passarelas Você é meu mestre-sala, sou porta-bandeira Vamos desfilar juntos pela vida inteira. Venha logo porque a vida é provisória Que seja então intensa a nossa história Seremos aplaudidos pela nossa evolução Que terá como tema essa nossa canção. Que fala do meu amor sincero para o mundo. Monumental. Amor sincero. Amor profundo. Escancaro as alamedas do meu coração. Pra você sambar segurando a minha mão. E nós dois juntinhos seguirmos pela vida. E nossa união jamais ser interrompida.
A Namorada Eu flutuo em uma imensa calma E minha alma,
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A Namorada Eu flutuo em uma imensa calma E minha alma, Pasmem é namorada do poeta. Pessoa, Melo Neto, Varela. E vários outros que beijo na boca Nas noites insones e insossas. E se eu fosse ave me casaria com um Falcão Ou um Condor, ou mesmo um beija-flor. Seja como for. Meu sobrenome não rima com a dor Que afugenta cada vez mais minha vez de ser feliz. Perdi a vontade de brincar de faz-de-conta Estou tonta e não vejo razão pra mentir. Não ceifei o mal pela raiz. Ele retorna incessantemente Pra me desnudar das minhas esperanças. E não sou mais criança. Apenas um ser obscuro Ainda com medo do escuro.
Miligrama de verso XV Nem mesmo por um segundo estiveste presente na minha vida. Então, por que sou repleta de saudade como se vividos mil anos juntos?
Miligrama de verso XIV Lento é o vento do amor. Devastador
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Miligrama de verso XIV Lento é o vento do amor. Devastador É o tufão da paixão.
Um Ser de Paz Meu tecido é de esperança E os bordados de sonhos
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Um Ser de Paz Meu tecido é de esperança E os bordados de sonhos Nasci dentro de uma risada de um Anjo. Temperada com o suor de meus pais Heróis e semideuses. Que trabalhavam arduamente Pra me dar o sustento. Meu pai homem simples Trabalhador braçal Minha mãe do lar E o amor deles maior que o mar Daí ser eu um Ser de paz.
Para ser poeta Um Anjo me segredou que para ser poeta Tem-se que se embriagar de pores do sol.
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Para ser poeta Um Anjo me segredou que para ser poeta Tem-se que se embriagar de pores do sol. Contemplar estrelas. Possuir um coração leve como plumas. Amar pessoas E não ter vergonha de ser intensa Densa Cheia de sonhos. E saber chorar e rir demasiadamente Com a alma quente E ser capaz morrer de amor De repente Tal qual Fênix Milagrosamente Simplesmente Renascer na magia Da vida
Mundo CÃO O cão lambe o dono. Está faminto.
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Mundo CÃO O cão lambe o dono. Está faminto. O dono engole o choro e procura um pedaço De pão Velho. Na lata de lixo. ‘Êta’ mundo cão!!!
Bem-feito Bem-feito. Queimei a minha língua
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Bem-feito Bem-feito. Queimei a minha língua Fiquei sozinha e à míngua De amor e de carinho. Bem-feito. Agora estou sem jeito De te pedir pra voltar. Fui te mandar embora e te dei um fora Achei que eu poderia Viver sem ti E agora não vejo a hora De acabar minha agonia E novamente te beijar. Bem-feito Tive que engolir o meu orgulho E assim meia sem jeito. Eu mergulho De joelhos nos teus pés. E imploro o teu perdão. Vem viver comigo a emoção. De um amor terno E eterno.
Miligrama de verso IX Sinto já as dores da viuvez. E o medo verdadeiro
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Miligrama de verso IX Sinto já as dores da viuvez. E o medo verdadeiro De perdê-lo. Irás antes de mim, eu o sei. Pois que és meu sonho E já foi dito e é sabido Que "os sonhos morrem primeiro".
A Surpresa. Fecha os olhos e abre a mão. Eu te trago uma surpresa.
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A Surpresa. Fecha os olhos e abre a mão. Eu te trago uma surpresa. Imagina a emoção. De poder ter a certeza. De que cabe dentro dela. Com a mágica leveza Das suaves plumas. Do amor a beleza O frescor das brumas E meu coração extasiado Enamorado Transbordante em sensações De plenitude. Dos sonhos a magnitude. De ser tua gêmea e colocar na tua Palma amada. Minha alma Eis aí, então, meu mundo Meu porvir. Meus sonhos e todo o meu existir. Segura, então minha mão. E me leva pra onde fores. Irei contigo Meu guardião. Meu abrigo.
Miligrama de verso XI Não se iludam com essa minha aparência de cores outonais cheirando a inverno.
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Miligrama de verso XI Não se iludam com essa minha aparência de cores outonais cheirando a inverno. Tenho dentro de mim todas as primaveras.
Miligrama de verso X A escritora que vive em mim tem a idade que ela quiser quando escreve. Por isso, empresto para ela meu coração oco e solitário...
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Miligrama de verso X A escritora que vive em mim tem a idade que ela quiser quando escreve. Por isso, empresto para ela meu coração oco e solitário... Pra que ela o encha de sentimentos e poesias.
Miligrama de verso XIII Para lhes contar as minhas proezas de amor não precisei vivenciá-las. Sei bem inventar estórias.
Você sabe que eu sei Eu sei e sei que você sabe Que eu sei.
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Você sabe que eu sei Eu sei e sei que você sabe Que eu sei. Então, nós dois sabemos que Estou exposta e ‘virulada’ Destemperada. Apaixonada Enamorada. E sei. E você sabe que estou e sabe que eu sei. Então? Por que demoras? Por acaso não tens noção das horas? São passadas, embora lentas, em demasia. E só aumentam minha agonia.
Bêbada de sonhos Bebo as madrugadas orvalhadas E fico bêbada de sonhos.
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Bêbada de sonhos Bebo as madrugadas orvalhadas E fico bêbada de sonhos. Sinto o cheiro do cio da terra repleta De esperanças e extasio-me de amor. Estou passante. Estou amante Estou muda de espanto. Diante do esplendor Da vida. Afino meus ouvidos e ouço O som do coração Do Universo. E sigo adiante tecendo versos Que não rimam, mas que revelam Meus segredos Para o mundo.
Somas e somes Somas e somes Despertas e desapareces.
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Somas e somes Somas e somes Despertas e desapareces. Beijas e blefas. Conquistas e calas. Seduzes e secas. Somas amor no meu coração e some da minha vida Despertas alegria nos meus dias e desapareces do meu radar. Beijas meus olhos minha boca e blefas no jogo da despedida. Conquistas minhas muralhas e calas quando elas caem. Seduzes e me desarma e secas meus oceanos quando vais.
Miligrama de verso VIII Blá... blá... blá...blá Anda. Vem me calar
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Miligrama de verso VIII Blá... blá... blá...blá Anda. Vem me calar Tapa logo a minha boca com a TUA.
Minha escolha Não sofro de solidão 'Experencio' uma liberdade que me faz tão bem pra alma...
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Minha escolha Não sofro de solidão 'Experencio' uma liberdade que me faz tão bem pra alma... Por que você quis ficar só? Alguém me perguntou. Para ser livre. Respondi. Livre pra quê? Para ser Só Mas, ser só por quê? Esse alguém insistiu. Pra poder escolher. Retruquei. Escolher o quê? Ser livre. Conclui.
Muito de Mim Assim não menino. Tão perto de mim com esse cheiro de amor
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Muito de Mim Assim não menino. Tão perto de mim com esse cheiro de amor Provocador que arrebata Minha alma e vôo Para um paraíso onde tenho pouca idade E a beleza de uma deusa Por que fizeste isso? Passar da linha de segurança para ti. Atrevi-me em cheirar os teus cabelos Mais não pude. Seria queimada viva na fogueira Acesa por minha própria consciência. Por ser tão despudorada. Retira, pois, de mim, esse olhar que inflama a minha dor. Senão, eu vou por ti, morrer de amor. O tempo dilatou o meu juízo E cabem nele tantas travessuras Que tenho receio de que sobre para ti Muito de mim.