No limiar da meia-noite No meu sono acordado Fiz nascer esta poesia,
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No limiar da meia-noite No meu sono acordado Fiz nascer esta poesia, No limiar da meia-noite e No ocaso de um longo dia... Pensamentos afloraram de montão, Fase final da realização, ou não!... Na correnteza da imaginação, Indaguei-me primeiro, o coração... Fim de uma jornada, De uma era em disparada, De um tempo que passou, De quem fui e quem sou!... No limar da meia-noite, à meia-luz, É a gratidão ou é o remorso que me conduz?! Quantas bondades plantei no jardim do dia, Quanta indiferença carreguei de covardia!? Quando a semente é semeada pelas mãos do amor, Na alegria do semeador ou nos calos da dor, O fruto colhido terá sabor, e, De estonteante beleza nascerá a flor... Quando mal semeada a caridade, Quando ficar distraída a amizade, Quando não mais existir a lealdade, Será o fim de um povo, de uma era e de uma sociedade... No limiar da meia-noite, reflito, A Deus, agradeço e faço um pedido. Que na aurora do novo dia, Encha cada coração de amor e alegria... No limiar da meia-noite, reflexão! No limiar da meia-noite, perdão! No limiar da meia-noite, gratidão! No limiar da meia-noite, Deus no coração!... Élcio José Martins