Frase de Elcio Jose Martins
NA PENUMBRA DA NOITE Na penumbra da costumeira noite calma, Há um coração que sofre e um gole que acalma. Com passos esbeltos desfila a Dama da Noite, Luzes vermelhas clareiam a intrigante boite... Assanoite estava bela a jovem donzela, No bar, um abiscoitado sofre por ela. Joãozinho, esperto e na moita, Pensando nela, fazia uso constante do afrodisíaco alcagoita... Na devassidão dos homens ásperos, começara um quiproquó, Socos e pontapés, uma anarquia só! No meio da briga, João do pó, cambaleava que dava dó, Juca do Abedão, no canto, só espiava o borogodó... Preparou o seu cavalo baio e ficou de prontidão, Aguardou, disfarçadamente, o desaforado valentão. Sua arma na cintura brilhava na escuridão, Protegeu aquela donzela, como fizera em outra ocasião... Homem mau e respeitado na região, Fazia de sua arma seu escudo e proteção. Rígido e sistemático na sua profissão, Seu açougue era afamado e fiado não tinha não... Élcio José Martins
No pensador.ai desde