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Frases de Elcio Jose Martins

184 frases

⁠Vírus Vira Virou Vírus vira virou, Ele é chinês e exagerou.
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⁠Vírus Vira Virou Vírus vira virou, Ele é chinês e exagerou. Vírus vira virou, O mundo inteiro ele contagiou. Vírus vira virou, Teve um dia que a terra parou, O cidadão ainda não acreditou, Quão mau é esse vírus predador. Vírus vira virou, O encontro evaporou, A família se juntou e A alegria dissipou. O medo tomou conta, A fantasia ficou tonta, A alegria paga a conta e A política sempre apronta. A vacina tá demorando e A gente vai aguentando... A verdade está paquerando e A incerteza vai ganhando... Para a eleição foi liberado, Tinha sumido o vírus malvado. Já não sei mais o que pecado, Melhor calar e ficar sem lado. A caneta assina fácil, Está sem linha e sem prefácio. Quando a regra pende de banda, Manda quem pode, obedece quem nada manda. Élcio José Martins

⁠O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO O pensamento é o falar em silêncio, O grito com prudência,
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⁠O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO O pensamento é o falar em silêncio, O grito com prudência, A calma com coerência, É o calar-se mesmo querendo gritar... Já voei bem alto no meu silêncio, Já naveguei mares raivosos com a bússola do meu silêncio. Já fui, por vezes, silenciado no alheio silêncio, Embriaguei-me, por vezes, por não ouvir o meu silêncio... O silêncio do pensamento Pode ser tempo e contratempo, O tormento e lamento, O respeito e crescimento. Já disse tanta coisa no meu silêncio, só, Até meus ouvidos se fecharem de dó. Já cantei em público, a música que sonhei, Já fui Dom Juan, já fui Deus e já fui Rei. No silêncio do pensamento, a alma exorta, O coração conforta. Fecha a tranca por dentro da porta, O discurso é interno. O que vem de fora, não importa... O silêncio eleva e transforma, É meditação e reforma, Tempera e contorna, Protege-nos do que está dentro e está fora. Tem o silêncio do medo, O fugir pra dentro, degredo, Vem do apontar o dedo, a palma da mão, É a bala de hortelã transformando-se em bala de canhão. Há o silêncio da depressão, Que destrói e aniquila a compreensão. É o fechar em copas, sem noção. O amor é o remédio, cura a alma e o coração. O pensar alto tem caminhos inversos, É um poema que falta leveza em seus versos. São contos de dilemas perversos, Verbos rimados em ritmos controversos. O pensamento pode abrir caminhos ou fechar fronteiras, Se for ruim, varre-o com a sujeira, Se for bom, ajeite-o na prateleira. Abuse das virtudes, acalme-se! Faça da Justiça, sua inseparável companheira. O silêncio é virtude, Faça o certo, mesmo que destino mude. Élcio José Martins

⁠CUIDADOS CONTRA O CORONA VÍRUS Põe a máscara, Não tire a máscara,
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⁠CUIDADOS CONTRA O CORONA VÍRUS Põe a máscara, Não tire a máscara, Não espirre perto de ninguém. Atchim!.... Atchim!.... Atchim... Lave as mãos... Não saia de casa, Feche o comércio, Distanciamento total, Siga as regras que você não passa mal... Não abandone o álcool em gel, Use lenço de papel, Lave as mãos com muito sabão, Contra o vírus, essa é a melhor solução. Élcio José Martins

⁠CHAPÉU SURRADO Meu chapéu está surrado, Suado, cansado e maltratado.
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⁠CHAPÉU SURRADO Meu chapéu está surrado, Suado, cansado e maltratado. Foi meu companheiro inseparável, Fez-me companhia, tocando o Carro de bois e o arado. Protegeu-me do sol escaldante, Confortou-me quando eu estava triste, Chorou comigo nas minhas mágoas de amor, Abraçou-me quando minha alma chorava de dor. Ele sabe tudo do meu passado, Das vezes que sofri e das vezes que fui amado. Às vezes ficava meio enciumado, Bebia comigo, quando eu estava apaixonado. Acompanhou-me no plantio e na colheita, Nossa amizade foi justa e perfeita. Foi meu parceiro, meu companheiro e meu sombreiro, Morrerá comigo. Não o disponho, nem por muito dinheiro... Élcio José Martins

⁠A CARGA TÁ PESADA Não é fácil nadar contra a correnteza, bater em ferro frio e andar descalço no pedregulho. Ao contrário, é muito difícil. Nas mãos surgem os calos, nos pés surgem as feridas, mas elas se transformam em forças. O coração cansado dá lugar à fé. A mente e o intel…
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⁠A CARGA TÁ PESADA Não é fácil nadar contra a correnteza, bater em ferro frio e andar descalço no pedregulho. Ao contrário, é muito difícil. Nas mãos surgem os calos, nos pés surgem as feridas, mas elas se transformam em forças. O coração cansado dá lugar à fé. A mente e o intelecto se unem em busca de soluções, ao mesmo tempo em que aumentam a força, tornam menos rígidos os caminhos. No deserto, belos oásis, no pântano, lindos lírios. Deus dá a carga conforme a resistência do carregador. Esperamos um ANO NOVO FELIZ, com novas ideias, novos sabores e novas cores... Élcio José Martins

⁠A INSENSATEZ DA DESESPERANÇA Nossa vida ficou muito atribulada, Até meio atrapalhada,
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⁠A INSENSATEZ DA DESESPERANÇA Nossa vida ficou muito atribulada, Até meio atrapalhada, Mesmo sendo governada, Algo vai ficar pra outra jornada. Para tudo falta um fim, O tiro é de festim, A lâmpada é de Aladim, É do aspirante o espadim. O tempero tá sem sal, O ego do bem é menor que o mal. A escada é em espiral, Na confusão, vem o lapso temporal. O cheiro é de relva seca, A cozinha tá sem receita, A febre é alta, parece maleita, Por falta de chuva não tem colheita. O Juízo tá sem juízo, Os lábios e a boca sem sorriso, Secou a grama do jardim do paraíso, O rio de lágrimas está de sobreaviso. Busca de algo, será o quê? Sem resposta, qual o porquê? Mas tudo teima em querer, É chegada a hora de um novo caminho a percorrer. A poeira fina tá levantada, Ouvem-se os gritos e berros da manada, A calça tá rasgada e a camisa tá suada, A enxurrada foi danada, Deixou pedras na calçada. A porta é estreita e bem fechada, Fugiram os desvios e encruzilhadas, Velhas doutrinas foram empilhadas, Só teve aumento, as vestes esfarrapadas. A honestidade ficou descarrilada, As nádegas desfilam livres das palmadas. Nem de cócegas tem risada, Estão livres os mandatários da ordem improvisada. O brio perdeu o brilho, Egos foram afiados no esmerilho, Dedos firmes apertaram o gatilho, Nossa Pátria mãe perdeu seu filho. Nas águas turvas da incerteza, Aprenderam contar notas com destreza, Até a cueca perdeu nobreza, Virou baú da esperteza. Élcio José Martins

⁠APENAS SONHO Fui mas não cheguei, Cheguei mas não fiquei.
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⁠APENAS SONHO Fui mas não cheguei, Cheguei mas não fiquei. De cá pra lá e De lá pra cá, Nunca saio do meu lugar... Ando por caminhos tortos, Distantes e de difícil acesso, Preparo e executo o processo, Meus poros choram, quando falo em aviões e aeroportos... É um querer sem querer, Embora tenha o poder. Faço a alma estremecer, Quando discuto o meu querer... De cá desejo o de lá, De lá quero o de cá. Mas se o coração quer ficar, Não há porque contrariar... Élcio José Martins

⁠O SORRISO O sorriso lapidado na mão do artista, é mais sorridente, faz a arte embelezar a mente,
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⁠O SORRISO O sorriso lapidado na mão do artista, é mais sorridente, faz a arte embelezar a mente, traduzindo contente, o que a alma sente. O sorriso é a janela que abre todas as manhãs, Ansiosa, para receber os raios de amor do sol nascente. O sorriso que me destes, embebedou-me. fez luz, meus olhos azuis, acompanhou-me nas minhas lembranças, fortalecendo minha alma de esperança. A luz luminosa da brancura sorridente, como raio flamejante, resplandecente, alegra o coração que sente, fazendo contente, o espelho da gente. Élcio José Martins

⁠NO ENTARDECER DA VIDA No entardecer da vida, Permito-me um pouco de descanso.
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⁠NO ENTARDECER DA VIDA No entardecer da vida, Permito-me um pouco de descanso. Andarei mais devagar, Cuidarei das flores no jardim, Cuidarei das flores no caminho, Cantarei com os passarinhos, Ajudarei na construção de seus ninhos... Cuidarei com mais carinho, Do meu cantinho, Do Santinho, Do padrinho, E mais ainda, Do meu amorzinho... Recordarei quão bom foi o meu dia, Ligarei pra titia, Escreverei uma poesia, Plantarei a alegria, Semearei a simpatia, Compartilharei a minha companhia... E, se Deus me levar um dia, Saberei que nada que eu tinha me pertencia. Antecipando esta sabedoria, Plantarei agora esperando uma colheita tardia... Élcio José Martins

⁠DESCOMPLICANDO... O Cidadão fala sem pensar, Pensa muito e pouco fala...
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⁠DESCOMPLICANDO... O Cidadão fala sem pensar, Pensa muito e pouco fala... Quando deve falar, se cala. Fala aos ventos, quando deve se calar... É um turbilhão de incoerências, No seu mundo do avesso e controverso. Sua razão vira reticências, A força da rima é maior que o verso. Quando fala, é perverso, Quando cala, é egoísta. Acusado, desconversa, Acuado, é vitimista. Sua Pátria está distraída, Sabe o resultado mesmo antes da partida. Morre de bala achada e perdida, Seu Direito está magoado e sua fé está ferida. Mas a tempestade também passa, Como passa o fogo que vira fumaça. Nada ganha se fizer pirraça, Para vencer o jogo, é preciso habilidade e muita raça. Élcio José Martins

⁠QUERO O RIO AO VENTO Quero o rio... Suas belezas e cascatas,
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⁠QUERO O RIO AO VENTO Quero o rio... Suas belezas e cascatas, Sua brisa e serenata... Quero o rio que passa e que fica. A mina d’água e a água da bica. Quero o rio que dorme e levanta todo dia, Alegre, vibrante. Eterna sinfonia... Quero o rio e o peixe, Ouvir o som da água batendo na rocha, Sentar à margem, sonhar e pescar, Contar causos, rir e cantar... Quero aos ouvidos balbuciar, Tocar e olhar no olhar. Sentir os respingos das gotas em quedas, Ver o florir e a semente germinar, Colher o fruto que ele ajudou a plantar. Não quero o vento que vai embora, Pode ser lento ou pode ser forte, Pode voar a vinte ou a cem quilômetros por hora. Pode vir do sul ou pode vir do norte, Poliniza as flores, mas pode causar mortes. O rio é perene, O vento é passageiro. O rio é a calma e a poesia, O vento é o medo e a arrelia. O rio é vida, O vento é a ferida. Quero a paz do rio, Não quero a volúpia do vento. Não quero passarinhos assustados, Quero passarinhos felizes e enamorados. Quero o rio na tranquilidade de seus meandros, Não quero o vento que leva a vida e é malandro. Élcio José Martins

⁠OPRESSÃO O Governo que amedronta é o mesmo que te pune por não pagar a conta. Com medo, o amedrontado passa a cuidar só de quem está do seu lado.
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⁠OPRESSÃO O Governo que amedronta é o mesmo que te pune por não pagar a conta. Com medo, o amedrontado passa a cuidar só de quem está do seu lado. Diante da opressão, abaixa a cabeça o cidadão, perde o rumo e a noção, aniquilando a compreensão; Reza, de joelhos, pedindo proteção, encabeçando a procissão. No cadafalso da ilusão descobre quão difícil é encontrar a solução... Frágil, de mãos vazias e sem razão, enlouquece, quando em sua casa falta o pão. Élcio José Martins

⁠Ser triste ou ser alegre Nada pode tirar a alegria da gente, nem mesmo a tristeza. Se ela quiser entrar, fechar bem a porta e chamar a polícia. O que vem de fora só poderá entrar se permitirmos. Ser triste ou ser alegre depende da gente mesmo. A gente escolhe, ninguém mais...
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⁠Ser triste ou ser alegre Nada pode tirar a alegria da gente, nem mesmo a tristeza. Se ela quiser entrar, fechar bem a porta e chamar a polícia. O que vem de fora só poderá entrar se permitirmos. Ser triste ou ser alegre depende da gente mesmo. A gente escolhe, ninguém mais... Élcio José Martins

⁠A MADURA IMAGEM NO ESPELHO A arte refletida na face do tempo, É o encontro da história com o suspirar do momento.
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⁠A MADURA IMAGEM NO ESPELHO A arte refletida na face do tempo, É o encontro da história com o suspirar do momento. Das rugas, lamento, Da imagem, descobrimento, Da realização, contentamento, Das pinceladas do tempo, entendimento. A maquiagem muda os traços pincelados, Encobrindo anos do tempo passado. De um lado vem o desagrado, De outro lado a colheita do semeado. A imagem do agora, É bonita e enamora. Tem alma. Está dentro e está fora. Há um coração, que às vezes ri e às vezes chora, É meiga, Sonhadora, Sedutora, Acolhedora. Seus olhos são faróis, Tem a cor dos girassóis... Sua boca, brancura sorridente, Seus lábios, um brilho incandescente. Vê-la todo dia, Engrandece a simpatia. O amor que irradia, Mata a morte e a apatia. Seu sorriso encanta, Uma musa, uma Santa. De postura estonteante, Ama o corpo, Beija a face, Há júbilo no semblante. Nesse ensaio sensual, De alegria e alto astral, Vira peça teatral, Desse encontro casual, Seu decote induz ao delírio, É uma rosa, É jasmim, É mais que lírio!... Tem o cheiro do mar a sussurrar, Tem a cor da brisa a afagar. Queria toda pra mim, Ser seu cravo, Ser seu tudo, Ser seu jasmim... Élcio José Martins

⁠VIOLA DESTEMIDA As cordas afinadas da vida, São livres e distraídas.
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⁠VIOLA DESTEMIDA As cordas afinadas da vida, São livres e distraídas. De sonoridade atrevida, Enche de sorriso e graça, o coração da ESCOLHIDA. A nota DÓ faz na cabeça um nó, A nota RÉ dribla a vida com a maestria de Pelé. A nota MI eleva o poder da fé, E do fogão caipira que vem o bule de café... A nota FÁ vem de Belém, A nota SOL traz a saudade de alguém, A nota LÁ faz a saudade chorar por ti, E a nota Si me satisfaz, Faz-me lembrar, que um dia te pertenci. Oh! Viola destemida que canta a alegria e a tristeza! Foste tu a lembrança de minha proeza!... Do tilintar de suas cordas veio uma certeza. O homem veio ao mundo apenas para amar, Essa é a sua natureza! Élcio José Martins

⁠ENTRE O SOL NASCENTE E O SOL POENTE Entre o Sol nascente e o Sol poente existe o
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⁠ENTRE O SOL NASCENTE E O SOL POENTE Entre o Sol nascente e o Sol poente existe o Dia. Frio ou quente! Mesmo com algumas Nuvens ele é presente. Assim é a vida: Entre o nascer e o morrer É que a vida faz acontecer. Não pedimos para nascer, Nem decidimos quando morrer, Mas enquanto existir o viver, Cabe a cada um fazer acontecer. Élcio José Martins

⁠ZIRIGUIDUM Ziriguidum, Ziriguidum, Ziriguidum, Tum, Tum, Tum, tuntutuntu
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⁠ZIRIGUIDUM Ziriguidum, Ziriguidum, Ziriguidum, Tum, Tum, Tum, tuntutuntu Chegou dois e vem mais um. Como seria bom se pudéssemos dizer! O sonho e a imaginação enganam a realização... A fantasia está quase pronta, O enredo ainda é segredo. A porta-bandeira da o passo e arrebenta, O mestre-sala dança com raça e sem medo. Ziriguidum, Ziriguidum, Ziriguidum, Tum, Tum, Tum, tuntutuntu Chegou dois e vem mais um. A passarela está enfeitada, Preparada para a noitada. As escolas estão ensaiadas, É samba no pé sob a noite enluarada. As alegorias são destaques na paisagem, São temas filosóficos expressos na imagem. É momento de festa, alegria e camaradagem, Ziriguidum, Ziriguidum, Ziriguidum, Tum, Tum, Tum, tuntutuntu Chegou dois e vem mais um. A bateria toca forte. Está bonita e afinada, Não deixa ninguém parado. A turma está animada. A pista está cheia e a arquibancada lotada, É o carnaval do Brasil, a festa mais afamada. Oxalá seja verdade, Que o sonho vire realidade. Enquanto viver o vírus da maldade, A cara da tristeza estará pior que a nuvem negra e a fealdade. Ziriguidum, Ziriguidum, Ziriguidum, Tum, Tum, Tum, tuntutuntu Chegou dois e vem mais um. Élcio José Martins

⁠A RELIGIÃO E A CIÊNCIA A religião e a ciência tiveram uma treta, Discutiram-se bravamente qual delas era a mais perfeita.
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⁠A RELIGIÃO E A CIÊNCIA A religião e a ciência tiveram uma treta, Discutiram-se bravamente qual delas era a mais perfeita. A razão foi por elas eleita, Para dirimir a dúvida a sua decisão seria aceita. A fé discordou, dizendo desta feita, Que sua opinião seria a mais perfeita. Alegou na explanação de sua fala, Que a ciência sem Deus seria uma obra suspeita. A razão exclamou! Ambas, tem suas virtudes. O que faltou em uma, na outra somou. A ciência tem a cura que vem da inteligência humana, A inteligência vem de Deus. Veja só que bacana! A religião pode não curar, mas acalenta a alma, Ajusta o espírito e o faz caminhar com calma. Enquanto uma busca a saúde e a cura da doença, A outra apazigua a alma, na oração e na sua crença. Religião e Ciências caminham de mãos dadas, São filhas do mesmo Deus. Por isto estão amparadas. Precisam estar unidas, nunca separadas, O homem precisa das duas, juntas e misturadas. Élcio José Martins

⁠As descobertas A tecnologia veio facilitar a busca do conhecimento, de maneira fácil e rápida. Hoje tudo está à altura de nossas mãos, uma biblioteca ambulante e constante. Os sites de pesquisas encurtaram o caminho das descobertas de quase tudo, mas não facilitou a descoberta…
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⁠As descobertas A tecnologia veio facilitar a busca do conhecimento, de maneira fácil e rápida. Hoje tudo está à altura de nossas mãos, uma biblioteca ambulante e constante. Os sites de pesquisas encurtaram o caminho das descobertas de quase tudo, mas não facilitou a descoberta de nós mesmos. Nosso interior é um local de difícil acesso. É a viagem mais difícil e a mais prazerosa. São descobertas inesquecíveis. Um amor à primeira vista, talvez um amor platônico. Élcio José Martins

⁠AUSÊNCIA E INCERTEZA O distraído tropeçou No lapso da consciência,
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⁠AUSÊNCIA E INCERTEZA O distraído tropeçou No lapso da consciência, Sentiu a dor da ausência, Perdendo a calma e a paciência, Da total inexistência, Aumenta o peso da carência, Até mesmo a fé e a crença, Viram fumaça e decadência. A apartação do distanciamento Fez na janela, o aparecimento. Nesse desaparecimento privativo Mora o tédio, a saudade e o medo. Na carência do curativo Surge o questionamento do motivo. A exiguidade do tempo, Desse seu alheamento, Fez da vida esquecimento, No apertado apartamento. Nesse momento de apartação, Unido na separação, Traz no bojo, privação, Desesperança e abstração. No absentismo da carência Foge do raio, a coerência. Na exiguidade do tempo, Força o indivíduo ao afrouxamento. Na escassez do nada, A soma do pouquinho constrói morada. Faz o caminho da manada. A esperança sai em busca do sagrado, Mais uma vez aumenta o desespero do desesperado. Élcio José Martins

⁠O SOL ESTÁ MAIS BRILHANTE O sol está mais brilhante, A lua fulgurante,
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⁠O SOL ESTÁ MAIS BRILHANTE O sol está mais brilhante, A lua fulgurante, A mata verdejante, E o amor se fez amante. Uma luz está surgindo e A esperança emergindo. A ciência está progredindo e O medo vai sumindo... O medo era o alimento, A negação era o tormento. A carruagem de fogo do isolamento, Transformar-se-á em alegria e contentamento. A dor da agulha que fere, Tem a dor da confiança. No entardecer da esperança, Renasce o novo, de novo... O crepúsculo se faz criança... No meio dia da vida, De uma ilusão quase perdida, A tristeza fez a despedida, Num gol de placa, muda-se o resultado da partida. Élcio José Martins

⁠JESUS CRISTO - Nascimento e morte Vinte e cinco de Dezembro nasceu Jesus menino. Veio ao mundo para cumprir o seu destino.
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⁠JESUS CRISTO - Nascimento e morte Vinte e cinco de Dezembro nasceu Jesus menino. Veio ao mundo para cumprir o seu destino. Menino Jesus nasceu. Deus assim a Maria prometera. Maria deu à luz o filho seu, Dentre todas, foi ela que Deus escolheu. Santa, virgem e imaculada, Por José, a doce mulher amada... Trouxe ao mundo o salvador, Vieram junto, a paz, a fé e o amor. Primeiro berço, a manjedoura, Primeiro beijo foi de Maria, a protetora! Primeiro exemplo, a humildade, Sabia que morreria aos 33 anos de idade. Os três Réis Magos, após ouvirem o recado do anjo, seguiram firmes, a estrela guia. Montados em seus camelos, viajaram por dias e mais dias... Na bagagem tinham presentes ao Rei maior. Presentearam Jesus com mirra, incenso e ouro. A notícia se espalhou rapidamente. Na estrebaria tudo acontecia. Curiosos e homens de fé uniam-se a Jesus e Maria. Falavam baixo, pois o menino Jesus dormia. A frase mais pronunciada era: Nasceu o filho de Deus! Quanta alegria! Jesus veio ao mundo para nos salvar, Para sofrer e ver o irmão lhe enganar. Tinha conhecimento da sua cruz pra carregar, Que Pilatos lavaria as mãos, para a multidão lhe condenar. A maldade se consumou! Da ponta da lança o sangue jorrou... Barrabás não era mais bandido... Escolheram matar Jesus... Fora, por trinta e três anos, perseguido e duramente agredido. Mas ele era Santo. Ele era o puro amor. Era o filho de Deus! Não pediu vingança, não pensou vingança... Pediu ao Pai para perdoá-los: "Eles não sabem o que fazem.". Mais de dois mil anos se passaram, Parece que foi ontem, quando os homens o condenaram. Judas lhe traiu, quando a prata lhe sorriu, Pedro foi traído pelas próprias palavras. “Até tu Pedro!”. A multidão condenou Jesus e libertou Barrabás. Interromperam a via sacra quando levavam Jesus ao Monte Calvário. A multidão estava furiosa... Jesus foi agredido, cuspido, maltratado fisicamente e emocionalmente... Pôncio Pilatos lavou as mãos. Soldados famintos de sangue, num ritual de sacrifícios, utilizando de lanças e chicotes, assassinaram JESUS CRISTO, sem dó nem piedade. A maldade se consumava... Jesus está morto! A escuridão toma conta do espaço fúnebre. O vento soprou forte e o céu emudeceu. O sangue do corpo de Jesus, ali pregado na Cruz, escorria, fazendo poças... O chão de vermelho tremeu! Alguns gritavam “Jesus morreu! Jesus morreu! Jesus morreu!”... A lágrima escorreu em cada face. O arrependimento começara. Quase real... No terceiro dia pós- morte, Jesus se ressuscita. Vive entre nós em Espírito, dando-nos luz, amor e orientando nossos passos e nossos dias. Jesus nasceu por nós, viveu por nós, morreu por nós e vive, em espírito, entre nós... Amém!... Élcio José Martins