Poema de Correa Pinto Cidadezinha pequenina, Berço que foi de índios,
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Poema de Correa Pinto Cidadezinha pequenina, Berço que foi de índios, E hoje hospeda todos Que aqui chegam. Lugarzinho abençoado, O vento fala do passado. O olhar triste e magoado Conta a história que passou. Mudando do velho pro novo, Tem muito que demonstrar. As terras verdes, o vento quente e frio, A calmaria da cidade, só de escutar, Da saudade desta linda terra, do meu Brasil. Nome engraçado, Povo sossegado, Sem ter que correr, correr do medo, Correr do ladrão. A liberdade corre solta, Logo antes do portão. Dá pra se olhar da janela, A lua lá fora, tão bela. A araucária, verdejante Mostra a pinha num estante, A debulhar-se lá no chão. Ao sair da minha casa, Ouço gritos da boiada, Indo pra gineteada, Repontando a tradição. Os rodeios que aqui tem, Fazem eco entre as montanhas, Quando gritos do narrador Me fazem lembrar que a vida é boa. E ao ouvir a oração, Fico contente então, Em saber que este povão Ainda tem a fé em seu coração.