Viajo e volto sempre que posso, a aquele lugar só nosso, que sonhamos construir...
O lugar mais que perfeito, onde ao menos do mesmo jeito, ninguém mais ia de partir...
O tempo passou ligeiro,
fez de nós passageiros, da saudade prisioneiros, nesse eterno ir e vir...
Quem sabe paro o ano te vejo, depois do dia primeiro, talvez de março a janeiro, ou lá pro outro fevereiro, se assim Deus permitir...
Naquele lugar chamado encontro, tem um coração sempre pronto, quem quiser pode chegar sem ter hora de partir...
Devagar que eu sou de barro,
Só o sopro da poeira,
da porção interesseira,
Como quiser me tenhas,
pelo bem ou mau que me queiras,
Sem oferta ou sacrifício,
sem ofensa e sem castigo,
nem promessa alvissareira.
(Edvan Souza)