Será que essa saudade é apenas um eco de passos que nunca voltam,
ou o sussurro da chuva fina que insiste em traduzir silêncios?
Talvez seja o calendário conspirando,
com seus números que se dissolvem como areia entre os dedos.
Ou quem sabe não seja nada — apenas o coração inventando labirintos,
onde cada esquina guarda uma ausência sem nome…
E hoje bateu aquela saudade com nome e sobrenome...
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
E eu fiquei pensando que no último encontro,
eu deveria ter conversado mais um pouco,
deveria ter abraçado mais um monte de vezes,
como se cada abraço fosse eternidade.
Dói saber que pode ter sido a última vez.
Mas fica a lembrança — viva, quente, bonita,de tudo que foi e de tudo que poderia ter sido.