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Frases de Eduardo Meksenas

4 frases

⁠ dia-a-dia caso de polícia
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⁠ dia-a-dia caso de polícia casa de família caso de família casa na polícia e o acaso casualmente dando as cartas de cada um; ou é o carteador que sorrateiro põe carta na manga de algum ou é o carteiro de remetente incerto para destinatário não sabido... casa demolida caso encerrado casa descasa casual acaso meksenas

⁠ Entardecer Na melancolia profunda
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⁠ Entardecer Na melancolia profunda lá bem dentro do peito em silêncio quieta na sombra ainda bate pulsa brilha a plena luminosidade da mais perfeita beleza que um dia me foi dada. Bela, plana paira me abraça no carinho de calma saudade; ela é a brasa que sobra da vida vivida: alguma antiga alegria não esquecida agora vazia prossegue sempre acesa lá bem dentro do peito ela é a brisa que sopra de ar dividida: cada novo sonho sempre lembrado de ser traz a mesma chama acesa lá bem dentro do peito. Na melancolia profunda viro reviro me ajeito ouvindo em silêncio ao sol que bate queima brilha teu canto banhado na mais perfeita harmonia que me foi dada um dia. Belo, plana paira me abraça em carinho de calma saudade. meksenas

⁠Descrição de Poema Em quieto canto de quintal surge e sobra a planta estranha
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⁠Descrição de Poema Em quieto canto de quintal surge e sobra a planta estranha que se entranha sombra adentro pelo chão no meio de pedra e pó – canto baldio – permanece planta viçosa, esplende na sombra sem água e sol afronta a natureza restinho de chão canto nos fundos lá está ela entranhada bem dentro do peito uma estranha planta calado canto em quintal cultivando um segredo no sal do silêncio no sol da solidão. meksenas

⁠ALGUNS PONTOS PARA REFLETIR Em se tratando de Literatura, 1 – não existe livro “chato” ou “agradável”, existe livro bem ou mal escrito;
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⁠ALGUNS PONTOS PARA REFLETIR Em se tratando de Literatura, 1 – não existe livro “chato” ou “agradável”, existe livro bem ou mal escrito; 2 – não existe livro “fácil” ou “difícil”, existe leitor preguiçoso ou interessado; 3 – assim como o escritor, além do talento, deve saber escrever, também o leitor deve saber ler e compreender; 4 – não é o livro que deve vir ao leitor para agradá-lo ou a ele se adaptar (exceto os livros comerciais), mas é o leitor quem deve mergulhar em todas as camadas do texto para analisar, interpretar e avaliar; ao fim do processo pode gostar ou não, mas isso é outro assunto; 4.1 – isso, normalmente, exige esforço, pesquisa, informações diversas – enfim, exige trabalho. Com o tempo, entretanto, desenvolvemos o “faro”, a intuição, vamos acumulando informações das várias leituras. Adquirimos, assim, experiência literária, e qualquer leitura torna-se menos trabalhosa; e apuramos nosso gosto estético, desenvolve nossa sensibilidade,tornamo-nos leitores mais exigentes em relação ao que determinada obra pode oferecer e nos oferece; 5 - um livro tem seu valor em si mesmo, intrínseco, e também um valor (que pode ser maior ou menor) quando inserido na tradição literária, onde interage com outros livros, anteriores e posteriores, e podemos compará-lo e avaliar outras peculiaridades, como inovação, invenção, maestria, impacto social, etc; 6 – o valor literário de um livro nunca pode ser avaliado pelo sucesso ou fracasso junto ao público leitor (salvo, novamente, os livros comerciais); nem pelos elogios da crítica, os quais também devem ser avaliados; muito menos pela moda social ou acadêmica; 7 – critérios para interpretação e avaliação de uma obra são fornecidos por disciplinas específicas, como Estética e Teoria Literária – porém, não raro, com o concurso de outras afins, como História, Sociologia, Psicologia, Economia, etc; 8 – “Crítica” é um termo que não implica juízo de valor (criticar não significa descer a lenha), não é negativo nem pejorativo; é um termo neutro. “Crítica” é uma atividade que se exerce e implica num processo de várias etapas: leitura, análise, interpretação e avaliação – esta, pode ser elogiosa, laudatória, ou restritiva, e, mesmo, negativa; 8.1 – portanto, quando faço a crítica de um livro nunca tenho em vista o leitor deste livro; esta variável não entra no processo; quem está no palco é o texto e nele está o foco; se, ao final, eu concluir pela avaliação negativa do livro criticado, isso não implica que eu menospreze e considere sem valor os leitores que gostem dele. Humildemente, a título de sugestão a quem interessar possa, indico alguns livros que me ajudaram a chegar a estas conclusões (não te-lo-ia conseguido sozinho, por mim mesmo): “Literatura e Sociedade”, de Antonio Candido; “Sociologia do Romance”, de Lucien Goldman; “História Concisa da Literatura Brasileira”, de Alfredo Bosi; “Presença da Literatura Brasileira”, Antonio Candido e José Aderaldo Castello; “Para Uma Teoria da Produção Literária”, de Pierre Macheray; “Teoria da Literatura: Uma Introdução”, de Terry Eagleton, Teorias da Arte”, de Arnold Hauser, “O Inconsciente Político”, de Fredric Jameson, “Teoria do Romance”, de Giorgy Lukács...e paro por aqui. (estes, voltados essencialmente para a prosa, a narrativa; para a poesia há outros...e outros , ainda, para o teatro!) UM ABRAÇO A TODOS. Eduardo Meksenas