Teu olhar
No brilho do teu olhar,
Eu percebo um desejo,
Não quero ser atrevido,
Mas ele me pede um beijo.
Mas ao mesmo tempo que pede,
Retrai-se por não poder,
E logo desvias o olhar,
Para não acontecer.
Disseste-me num destes dias,
Que pelo olhar se penetra n’alma,
Por isso não tenho pressa,
Continuemos com toda calma.
Olhos vivos e brilhantes,
Não sei o que quero dizer,
Olha bem para os meus olhos,
E diz-me o que devo fazer.
No silêncio da noite quente,
Imagino em minha nuca teus lábios quentes,
A despertar-me de um sono profundo,
Envolvendo-me em carícias ardentes.
E entrego-me inteiro nos seus braços,
Minha sacerdotisa linda e envolvente,
Mas de súbito, acordo, para não profanar,
nossos templos por um ato inconsequente.