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Frases de edsonricardopaiva e Fellipe Arcanjo

6 frases

Às vezes quero ver o Sol à noite E olho as Estrelas, que são Sóis distantes
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Às vezes quero ver o Sol à noite E olho as Estrelas, que são Sóis distantes Enxergo hoje as coisas Como não as via antes Hoje não adianta mais Saber o que devia ter descoberto No tempo em que nasciam flores Onde hoje tudo é deserto Eu, que desejava tanto a Guerra Enquanto vivia em paz As vicissitudes desejadas Foram tão rudes Quanto inesperadas E hoje eu olho as coisas Tão distântes e digo Faz um tempo Tanto tempo, Meu amigo Que queria desviar-me Dos caminhos que hoje sigo Aprendi a caminhar Conheci os segredos dos Mares E dos Nós de Marinheiro Esta noite eu enfrentei Uma tempestade atróz Querendo encontrar o caminho que me conduzisse de volta À ilha dos Girassóis Uma fada dança em minha mão Tenho esperança, ainda De que tudo mude E que o vento sopre em direção Ao final deste Mar Que não finda E caminhar finalmente pela praia Ao final de uma tarde linda Antes que a vida se esvaia Consumida pelo tempo Tanto tempo Meu amigo.

Faz um tempo que eu não sei o que é chorar Não por falta de motivo ou dor
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Faz um tempo que eu não sei o que é chorar Não por falta de motivo ou dor Vejo estrelas prateadas Vejo o Céu azul Que filtradas na tristeza das retinas de meus olhos fazem tudo parecer tão incolor E eu não ligo Meu amigo Faz um tempo que eu queria Transformar toda esta dor em gotas lacrimais que eu as derramasse por caminhos Onde não haverei de retornar jamais Não consigo A saudade conseguiu fazer de meu coração Seu abrigo E ele agora encontra-se Fechado Até pra mim Eu desaprendi ou simplesmente não notei que nunca consegui abrir meu coração pra libertar esta tristeza que nem sei se sinto em vão tento então, te dizer isso que eu digo Meu amigo.

De vez em quando as coisas são Exatamente o que parecem As pessoas não te esquecem
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De vez em quando as coisas são Exatamente o que parecem As pessoas não te esquecem Simplesmente Nem se lembram de você A noite cai Bruxas em sorriso de fada Tristes sorrisos insulados Vozes melancólicas como um fado Exploram os recônditos da sua mente Com sua elegante languidez Atraindo simpatias Preparam seus ardis A aparente fragilidade Te conduz às suas ilhas Trilhas mal iluminadas Armadilhas nas quais Você é insensível à dor Quando percebe Está envolvido por algo Que parece ser amor Aquele do qual você fugia Fingia ser imune O odor que te atraiu Não era sequer perfume Aquilo que te fez Cair na armadilha do mal era algo bom e natural Que te faz não crer na fé E aquilo que parecia amor Agora não mais parece Simplesmente é.

Quantas vezes ao dia A gente vê coisas Que antes não via?
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Quantas vezes ao dia A gente vê coisas Que antes não via? E que porém, nem de longe São aquilo que se esperava e quanto mais a gente reza Mais a Santa fica brava Quantas vezes nessa Estrada Eu tenho que me conformar Em ver malogrados os meus planos Quantos enganos haverão de haver Pra finalmente eu me confortar com coisa alguma? Quando é que eu vou lavar a alma Antes de ver perder a calma Quanta calma é preciso ter Quantos traumas eu vou viver Será que a gente Se acostuma? Não tenho nada Eu vou sair Pra buscar uma Em suma: O tempo passa Nada se apruma E não há nada que eu faça Que me ajude a finalmente ver os ponteiros se ajustarem Tem horas que desejo Simplesmente que eles parem A gente vive E esta vida não se arruma haja fleuma Pra enfrentar tanta celeuma A verdade é só uma Essa cidade é feita de espuma Duma hora pra outra Pode não haver a outra e não restar Coisa nenhuma.

Em todas as tardes Quando à tarde chove Não existe um dia
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Em todas as tardes Quando à tarde chove Não existe um dia Em que eu não olhe para as nuvens e recorde Aquela tarde triste Eu posso até rever Distante, o arco-íris sobre o qual subiste bem diante dos meus olhos Rapaz Você não pode imaginar A falta que me faz E quanto tempo leva Até passar o tempo O tempo do Nunca Mais É esse o tempo que se aguarda Naquela Plataforma de Partida desde aquela tarde triste em que partiste Em uma despedida Só de ida. edsonricardopaiva e Fellipe Arcanjo

O Vento soprava E a folha caiu lá do alto da galha
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O Vento soprava E a folha caiu lá do alto da galha Parou num telhado Enroscado numa telha No resto da Ilha O povo trabalha Máquina debulha milho O Rastelo ajunta a palha Que o vento espalhava Estudam as filhas Malhava o martelo a folha farfalha Voa um pouco Entope a calha Atrapalha o escoamento de toda produção nacional E as coisas fogem ao normal Agora, há de faltar feijão Açafrão, limão, manjericão doce de mamão e trigo pro pão O comércio falha O povo olha as prateleiras Vê que as coisas Sairam dos trilhos Não tem pilha Toalha de banho Comida pros filhos Colírio pros olhos Coalhada pros velhos Faltaram até As migalhas pras gralhas Que vão vasculhar Justamente na calha e palmilham a folha Escoa o entulho E tudo volta aos trilhos Prossegue a batalha.