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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Eu queria saber aonde é Longe lugar tão simples, ignorado e que tanta coisa abrange
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Eu queria saber aonde é Longe lugar tão simples, ignorado e que tanta coisa abrange a gente sempre ouve falar de tanta gente que está lá que veio de lá ou que está pra chegar e vem vindo de lá eu às vezes chego a pensar que longe é aqui Longe dos sonhos longe das soluções longe de quem me entenda longe de quem goste de mim de verdade eu esperava no passado por um dia que estava longe esperava sem perceber que a cada dia que passava eu ficava cada vez mais longe Longe de quem me amava longe de quem me queria longe de quem junto comigo sonharia eu queria ir pra bem longe mas esse lugar está muito distante no tempo e no espaço e agora não sei o quê faço já que tudo agora está tão longe

De repente você percebe que algo mudou em você mas não sabe dizer o que é
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De repente você percebe que algo mudou em você mas não sabe dizer o que é depois de dois dias iguais no terceiro você não é mais aquele que costumava crer ou deixar de ter fé gostar ou não de alguém ter medo ou não ter do escuro do futuro da vida ontem você não aceitava a chegada do Homem à Lua a existência do invisível ideias que não fossem suas nem mesmo a invenção da roda difícil aceitar a teoria de que a ciência sabia dizer a composição de Saturno como crer na espectroscopia? mais difícil ainda era crer na sinceridade das crianças outras vidas e suas lembranças no amor de desconhecidos o que foi que mudou você? aquela folha que caiu alguma esperança perdida um folheto que leu na rua um pássaro que cantou aquele amigo que partiu e te deixou de repente você percebe que os pássaros cantavam e você não ouvia as folhas caem e as esperanças se perdem tudo muda e você não mudava mas queria mudar o Mundo três dias se passaram a vida muda num segundo e você não enxergava

E então cheguei aqui... eu sei, não parece muito mesmo assim, não compreendo
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E então cheguei aqui... eu sei, não parece muito mesmo assim, não compreendo como foi que consegui Quando tudo começou isso, há muito tempo atrás despojado de qualquer recurso sem saber no que pensar ou em quê sentir fui seguindo o tropel da cavalgada muitas vezes ao fim da viagem que me conduziria a mim percebia que não havia de maneira nenhuma aprendido ou ensinado nada a vida soava onírica e sem ter quem me ensinar optei por procurar o lado lírico do viver hoje em dia olhando o caminho percorrido não me lamento e muito menos me arrependo de não ter acumulado não haveria onde guardar portanto, fui dividindo que quem estivesse ao meu lado irmão, amigo ou desconhecido vivendo o Sol de cada dia um dia de cada vez o otimismo se fez escola entrei em lagos chutei bola e tentando, então compreendi que nunca aprenderia a nadar futebol, então...nem pensar mas olhando hoje a vida, penso que o empirismo me deu o bom senso de saber que nunca haveremos de chegar a nenhum consenso e, apesar de tantos tropeços que houve desde o começo eu ainda estou aqui e assim vou permanecendo pois não tenho pra onde ir

às vezes passam-me pela mente pensamentos leves como pluma e tão inconsistentes
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às vezes passam-me pela mente pensamentos leves como pluma e tão inconsistentes quanto espuma de sabão desejos tão pequenos que caberiam na palma da mão dos grandes planos e grandes projetos desisti quando percebi que talvez pudessem dar certo tive medo do meu egoísmo ao observar alheios egocentrismos troquei a possibilidade de sucumbir à vaidade e ser alguém que aparentasse ter mente de propriedade e que na verdade fosse apenas um ser abjeto portanto, optei por ter apenas aquilo que pudesse carregar e conviver com pessoas que fizessem as perguntas que eu soubesse responder optei por caminhar pelos caminhos aonde não tivesse precisão de me esconder; e escolhi estradas pedregosas as pedras são menos perigosas que o veneno que porventura pudesse brotar no coração esta vida é muito breve, não vale à pena tudo que tenho no mundo é aquilo que se escreve quem sabe eu agindo assim um dia a terra me seja leve.

Existe uma pergunta sem resposta Que talvez tenha existido Antes que existisse vida
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Existe uma pergunta sem resposta Que talvez tenha existido Antes que existisse vida Uma dúvida tão imensa Insistentemente intensa Que fez com que a Humanidade Escavasse montanhas Atravessasse Oceanos Enchesse a Terra de dor E em busca desta resposta Um dia precisaremos Abandonar este mundo Pois aqui procuramos bem fundo Mergulhamos nos livros Que os antigos escreveram Recheados de mais perguntas Com os olhos voltados pro infinito Catalogamos Estrelas e Astros Criamos submarinos e mastros Canoas e naves espaciais Nos perguntando cada vez mais Descongelamos os Pólos E no ventre da Terra deixamos Imensas feridas expostas Enchemos o Mundo de dor Em busca dessa resposta O que vêm a ser o Amor?

Aconselho-te muita cautela quando avistares no horizonte aquela nau de formas belas
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Aconselho-te muita cautela quando avistares no horizonte aquela nau de formas belas que há de chegar para colonizar a tua alma singela se a expedição for de ocupação haverá de habitar no seu coração fixando residência porém, te aconselho prudência pois se for de exploração ouvirás mais "sim" do que "não" e ao final de um primeiro momento haverás de conhecer o sofrimento começando por perder a capacidade de confiar na própria existência do amor haverás de sentir muita dor ao sentir seu coração despedaçado colocaste a mão no vespeiro por amor que não era verdadeiro destruindo tua alma singela mas ele há de chegar qual dos dois ele será? não terás como saber Portanto, aconselho cautela pois não há como dizer que não andes pela praia com os olhos no horizonte a aguardar um dia a chegada daquele vulto que poderá ser tudo ou te transformar em nada

O dia nasceu e eu olho pra ele O Sol à brilhar, pássaros voando Crianças sorrindo
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O dia nasceu e eu olho pra ele O Sol à brilhar, pássaros voando Crianças sorrindo Mas o Mundo não é mais aquele Algo nele se perdeu Eu juro que tento Confesso que estou atento Ouvindo as palavras que diz-me o vento Não vejo a mesma alegria Que eu via em outros tempos Nem consigo esboçar o sorriso Que sorri em momentos passados Parece que tudo ficou no caminho em dado momento E hoje aqui Eu choro sozinho Escondendo meu rosto Ninguém percebe E Assim prossegue o dia Sem mostrar o brilho que havia Vejo alegria em outras caras E sigo vivendo Este Mundo não pára Escrevo uma triste poesia Em menos de um minuto Enxergo e sou surdo Porque Se ainda me fala a alegria Não escuto.

Vida efêmera Vivida longe de tudo e sem acesso a um escudo
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Vida efêmera Vivida longe de tudo e sem acesso a um escudo Que pudesse me afastar Das passagens frívolas Que gostaria de não ter vivido Vida hilária Na qual não passei de pária Observando à distância e descobrindo Que sendo este mundo uma esfera O menor caminho Quase nunca é reto Porém a trajetória É muitas vezes temerária Poucas vezes concreta e quase sempre Na direção contrária Em uma estrada muito fria Em companhia De mim mesmo Ensimesmado E muita coisa ainda falta Pouca coisa resta Na parte que ainda Não foi vivida A estrada que percorri Foi simplesmente Sinuosa e descabida Eu vejo gente arvorada Em impérios imaginários Apoiando os pés no nada Quando este rio houver Finalmente desaguado No inexorável Oceano de verdades Infinitamente capaz De apagar a pira do todas as vaidades Pouca coisa emergirá Além da ira Incapaz de qualquer vingança À luz da alva verdade Que há de tornar toda gente muda de forma aguda e incisiva A finalmente perceber Que a vida era passageira

Eu vi a luz que se apagou Eu vi a morte flutuar no espaço Algo ali surpreendeu
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Eu vi a luz que se apagou Eu vi a morte flutuar no espaço Algo ali surpreendeu E fez com que de repente Eu pensasse não ser eu Eu vi o homem que galgava Cada degrau daquela escada A caminhar pro cadafalso E cada passo dado em falso Era uma aproximação verdadeira Do seu derradeiro laço Eu ouvia todos os hinos Louvando e glorificando A condenação simples e pura de todos os juízes Traídos, em suas sentenças Atrelados e atados Às duras barras, onde amarraram Lado a lado No lodo dos tribunais Com sua justiça de barro Eu vi a cara da fome e suas irmãs, felizes Eu vi sete celeiros cheios Para alimentar sete juízes Eu vi caírem Todos os governos deste Mundo Num lapso de tempo Que não durou Mais que um segundo

Certas palavras Algumas visões Muitas coisas
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Certas palavras Algumas visões Muitas coisas Das quais eu pouco entendo Em determinadas situações Tem me feito muito mal Sendo a Humanidade uma só Mesmo assim Nem todo mundo é igual E as coisas que a gente vê Fazem saber Que conhecimento é armadilha E quem julga possuir O conhecimento como um todo Está fadado a grande engodo Em muitos casos O ardil mais preciso Se esconde num simples sorriso A mentira mais sem noção Muita gente usa quando diz Que traz você no coração São coisas que a gente escuta de gente pra lá de astuta Que traz grandes inverdades Em algo chamado amizade Faltam muitos sentimentos Que sejam Realmente nobres Como em qualquer regra de três As grandezas não variam da mesma forma Mas de minha parte não são E nunca serão Inversamente proporcionais Muita gente acha normal Mas a mim faz muito mal.

Cansei de gente ingrata Que enxerga somente na gente O brilho da prata
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Cansei de gente ingrata Que enxerga somente na gente O brilho da prata Quando brilha Entrega a alma ao demônio Em troca de algum trocado Vou deixar de lado Essa gente que não se preza Pra quem A gente vale o quanto pesa Aquilo que eu quero É o que pouca gente espera A mais sincera amizade Por muito pouco vocifera Se for pra conviver com feras Eu prefiro as de verdade Em vez daquelas Que não me devoram Por mera formalidade

Hoje em dia não posso mais Correr como eu corria Se eu tentasse
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Hoje em dia não posso mais Correr como eu corria Se eu tentasse Tenho certeza Que com o tempo Recuperaria o meu fôlego Perderia esse jeito Trôpego de agora Não vejo razão pra isso Não há mais com quem correr Aqueles amigos partiram Os meninos que corriam Se foram todos embora Não saem mais para brincar Parece que me esqueceram Inventaram uma brincadeira de esconder Em que a gente procura E não encontra Entraram num túnel de onde ninguém sai depois que entra E eu fiquei aqui Sentado à sombra da saudade Privado da liberdade de rir como a gente ria E a cada amigo que partia Uma parte da minha vida Consigo eles levaram Ou será que ainda estão lá Esses pedaços? Em cima de árvores que cortaram Ruas de terra que asfaltaram Bicicletas que enferrujaram Nos planos que a gente fez e eles não viveram Pra cumprir Foram viver em outros mundos Outros planos, outros níveis Às vezes eu os sinto aqui Ninguém vê, só eu os vi Pois hoje eles são apenas Meus amigos invisíveis.

Sandra Outro dia eu sonhei Com uma casa que a gente morava
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Sandra Outro dia eu sonhei Com uma casa que a gente morava Onde você, desde pequena Acordava, fazia sorrir e sorria Mas sempre havia um dia Em que você estava brava Eu ria, chamava a Patrícia E a gente brincava Outro dia eu passei lá em frente A alegria se foi Nem vale mais à pena passar lá Os jardins estavam mal cuidados A pintura desbotada A casa não lembra em nada Aquilo que foi um dia Quem vê nem imagina Os dias de alegria Qua a gente viveu por lá A vida sempre prossegue A gente fica assim de coração vazio Como ficou vazia a casa Hoje em dia Acho que a gente nem mais consegue Voar com aquelas asas Mas, meu Deus...como eu queria Brincar com a menina em fraldas E ver brilhar Aqueles olhos cor de esmeralda Que quando me lembro, eu rio Diferente daquela casa Só de lembrar Meu coração não é mais vazio.

Uma hora o Sol se põe Você percebe Que perdeu a conta dos ocasos
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Uma hora o Sol se põe Você percebe Que perdeu a conta dos ocasos Não se ocupou de contar os sonhos Nem se importou com medonhos pesadelos Talvez você tenha sido feliz Regando ou pintando vasos Não lamentou as coisas que não viu Foi feliz ao final De cada dia que partiu Nem ligou ao perder ou ver clarear os cabelos Sem perceber, cumpriu todos os prazos Sangrou às vezes, sem chorar Suportando assim, todas as provas Confiante, que a cada dia que nasce Haverão de nascer Sempre coisas novas Novas alegrias, talvez tristezas Não faz mal A vida tem que ser vivida todo dia, toda hora, todo mês Quando a gente vive assim; Sem preocupação, culpa ou medo no coração Viver amanhã aqui? Talvez Haverá sempre de existir a confiança De que a vida um dia Haverá de começar de novo Um dia a gente vai voltar A correr e pular Como fez em outros dias Num tempo em que ainda era criança Quando a gente aprende a não deixar de ser Esta inocência, pura e divina Nos dá a certeza De que vão tornar a acontecer.

Um dia A gente há de acordar E perceber
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Um dia A gente há de acordar E perceber Que o Mundo esta melhor Um dia Você vai notar Que a tristeza Que parecia não ter fim Não se senta mais à mesa Não mais adentra a sua porta A tristeza Finalmente se foi Pode ser até Que esteja morta Ninguém sabe Ninguém viu Fugiu sem pedir desculpas Tornou se uma roupa Que não mais te cabe A tristeza finalmente Foi embora Olhe pros lados Consulte o relógio Pois pode ser que seja agora A hora daquele momento Tão profundamente Acalentado. Pode ser até que perceba Que ela nunca esteve aí E que aquilo que te fazia Sentir se triste e solitário Sempre a consultar o calendário Nunca tenha deixado de ser Somente um amigo imaginário.

Eu tenho uma caneca de café Que traz um sorriso pintado Se eu me sinto aborrecido
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Eu tenho uma caneca de café Que traz um sorriso pintado Se eu me sinto aborrecido Olho pra ela; não há como ignorar É um sorriso daqueles sem paga Parece até que perdi o juízo Mas é que sou tradicional sou fiel, metódico e sistemático Gosto de ler os mesmos jornais As mesmas revistas e todas as bulas Preservo há anos o mesmo emprego Os mesmos amigos e o amor da mesma mulher Faço as coisas do mesmo jeito Toda semana E tomo sempre outro café Na mesma caneca que traz Um diferente sorriso Estampado na mesma porcelana Um sorriso meio de lado Meio ingênuo e meio malandro Meio bucólico e meio assim... rindo de mim Mas ainda é um sorriso Quando ninguém sorri pra mim Ela está lá Me esquecem os amigos Briga comigo a mulher Tenho problemas no trabalho Ficam com raiva de mim aqui em casa Eu abro o armário E ela está lá; sorrindo Minha única amiga de fé Me estende sua única asa E me convida pra um café.

Às vezes, muitas vezes Eu sinto uma imensa, muito imensa Muito imensa mesmo
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Às vezes, muitas vezes Eu sinto uma imensa, muito imensa Muito imensa mesmo Uma saudade imensa, bem maior Do que muita gente pensa E penso nele, penso e me pergunto Por que é que a gente repete e repete e repete tantas vezes o mesmo assunto? Quanta coisa a gente tinha pra dizer e não disse... Queria que ele me visse agora Queria que ele me dissesse Que sentiu a minha falta Queria que ligasse pra mim Qualquer hora dessas Queria conversar um dia Sem pressa Ou gente por perto pra apressar a gente Um dia o tempo acaba Um dia um de nós dois se vai Nunca se sabe Queria dizer Pai, meu coração é bem pequeno Mas você ainda cabe.

Coisas passam despercebidas Temores contidos Quando o Mundo Gira
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Coisas passam despercebidas Temores contidos Quando o Mundo Gira Peixes emergem assustados Seres emitem som de lira Pedras rugem Quando brilha a Lua Sombras que surgem das sombras Coisas sem explicação Rondando as fronteiras do meu coração Medos que me fazem Criar coragem Meu peito emite Um silêncio lancinante E os impulsos descrentes me fogem Vai longe o tempo da inocência A gente aprende de repente a ter prudência Ao perceber que a Floresta encantada Que a gente enxergava espiando pelas frestas se tranforma do dia pra noite Em bosque assombrado