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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

De tudo que sei na vida Agora eu me pergunto O que será que sei
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De tudo que sei na vida Agora eu me pergunto O que será que sei Das coisas que eu aprendi O que será que seria Se não tivesse sido desse jeito Dos caminhos onde andei Onde será que eu estaria Se nunca tivesse pisado Nos caminhos onde andei Sobre os sonhos que sonhei Não me pergunto nada Pois cada um de nós Um dia desejou estar distante de onde queria estar E desse imensurável tanto de nada que assimilei Uma quantidade enorme de perguntas Muitas Cujas respostas Não sei. Edson Ricardo Paiva.

Relendo um pedaço de vida Escrito qual fosse Endereçado aos Céus
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Relendo um pedaço de vida Escrito qual fosse Endereçado aos Céus Redigido em dourado Uma longa descrição de nada De frase em frase O sentido das coisas muda Depois de alguns pontos finais Na mesma linha, ainda tentava Enquanto a ideia era a mesma O mesmo fôlego, depois da virgula Um aposto Reticências A vida seguindo entre aspas Navegava Dígrafos e interjeições Transmutanto em novas As mesmas sempre velhas sensações Esperanças em letras maiúsculas O parágrafo insistente Uma pausa a cada nova esclamação O sinal que interroga Uma praga que rogam Bem querer descrito Um mal feito O antônimo de tudo Transformando agora em nada O que parecia Tão bonito no princípio Quem leu Pouco soube interpretar Lentamente Sem sentido Eis que surge O último ponto final Se fecha o livro Livre pra prosseguir O verbo é viver sem destino Despedida; substantivo feminino Sem sínteses Nem parêntesis. Edson Ricardo Paiva

A diferença Entre aquilo que a gente é E o que o mundo quer que se seja
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A diferença Entre aquilo que a gente é E o que o mundo quer que se seja É que quanto mais se for Do jeito que o mundo Queria que a gente fosse Vai sempre existir Uma porta que estava entreaberta e se fechou A flor que se abriu e não foi vista O olhar perdido, cansado e esquecido Que cansado de esperar, partiu E por mais que se tenha tentado Se tenha aguardado e por mais que se tenha visto Não foi do jeito que devia ser E não chega nem perto disto Sendo certo Que de tudo que fizeste Erraste simplesmente, em quase tudo. A diferença Entre aquilo que se é E aquilo que o Mundo Gostaria que a gente fosse É que este mundo não é Do jeito que a gente pensa. Edson Ricardo Paiva.

Vai Vai-te igual a tudo nesta vida Vai
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Vai Vai-te igual a tudo nesta vida Vai Vai-te pra sempre Vai E desaparece na escuridão da noite Vai Vai-te criatura das trevas de anjo travestida Mas vai Vai-te pra sempre e me esquece Vai Desaparece de vez da minha vida. Edson Ricardo Paiva.

O jornal na soleira do dia Um embrulho na porta Até mesmo Deus entregou
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O jornal na soleira do dia Um embrulho na porta Até mesmo Deus entregou As gotas de orvalho durante a madrugada Num jardim de flores mortas Um caminho solitário além do portão Solidão apressada e insistente Vem gritar na janela Aquela palavra que eu tanto fugia Assim começa outro dia Não me basta trocar de endereço Neste vasto mundo O preço que pago é tão alto Que tudo isso me alcança amanhã As portas sempre abertas pra sair Mas fechadas, quando a gente quer entrar Tanto faz O jeito é viver a vida Como ela vier Pois qualquer lugar é lugar Qualquer coisa é ruim. Edson Ricardo Paiva

Podia ter sido fácil Mas nem tudo depende da nossa vontade
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Podia ter sido fácil Mas nem tudo depende da nossa vontade Até que seja tarde em nossas vidas Aliás O Sol já por demais se pôs E a cada dia mais mudo Hoje mesmo o olhei Até que sumisse de vista Pensei no passado Em cada conquista Que podia ter sido tão fácil Mas não dá pra eternizar O momento ou lembrança de cada abraço que se desfez Agora cada passo É sempre dado em direção oposta Teria sido fácil Mas tornou-se aposta Insanidade insensata Resta a ingrata missão de saber e reconhecer Que nem tudo depende da nossa vontade Há liberdade de escolha E ao cair da última folha Um grito lancinante de tristeza de longe será ouvido Diante da certeza Que podia ter sido fácil Mas aquilo que tanto queria E podia ter sido fácil Longe se vai Deixando pra sempre o vazio Que essa ausência traz A felicidade já terá partido Dessa vez pra nunca mais.. Edson Ricardo Paiva

Quanto mais a gente cresce E conhece melhor as pessoas Maior se torna a admiração
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Quanto mais a gente cresce E conhece melhor as pessoas Maior se torna a admiração Pela mancha de bolor que se formou no teto A vida segue adiante E em nada adianta esperar o passado amanhã O caminho é tortuoso Mas a linha do tempo é reta Desisti dos sonhos sem precisar nenhuma ajuda E quanto mais a gente cresce Mais aparece quem nos acuda nesse sentido As ilusões prosseguem perdidas Assim como ilusórias são as relações de afeto Até que um dia a gente acorde e perceba Quão ilusória poderá ter sido a própria vida inteira Inteiramente perdida, mas sempre existe uma exceção E nasce no coração uma única certeza A mancha de bolor no teto é verdadeira. Edson Ricardo Paiva.

Tem dias em que a alma nos convida Com gosto forte de domingo à noite daqueles que a gente queria
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Tem dias em que a alma nos convida Com gosto forte de domingo à noite daqueles que a gente queria Olhar pro espelho E ver o rosto de um sábado distante Quando ouvia uma canção desconhecida E tinha a impressão de tê-la ouvido Em um domingo qualquer de outra vida Tem vidas pelas quais a gente passa Com jeito morno de fumaça que dissipa Imagem que nos foge ... escapa pela fresta Que numa incauta afoiteza qualquer Esquecemos de fechar Pior é que por esse mesmo lugar É que adentra essa triste sensação Com gosto de domingo à noite Que entorpece a alma A alma distraída Talvez esquecida Nos convida Olhar pro espelho E ouvir uma canção Que alguém tocava Noutra vida. Edson Ricardo Paiva.

Na varanda do quintal Igual a tantos ontens Hoje escondo um olho à luz do Sol
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Na varanda do quintal Igual a tantos ontens Hoje escondo um olho à luz do Sol E vejo um pouco mais aquém E penso por um segundo Que nunca olhei tão profundo Enxergo em olhar marimbondo Levando pra sob o telhado A alguma coisa que Deus lhe deu E concluo aqui comigo Se esse voar fosse meu Eu voava até o fim do mundo Chegando o final do dia Dizia pro meu amor Por favor, se ainda não me esqueceu Se eu fosse você, não esquecia. Abelha a fazer mel na telha Desde que sumiste A chama da vela Bailando tão triste Madrugada que ainda clareia Na areia das horas Caminho de volta Não há nada que eu faça Ou que possa fazer O monstro da Santa Agonia É fumaça de vela a também ir embora Aquilo a que tanto eu queria Vou querer por mais outro dia. Edson Ricardo Paiva.

Demora O coração bate meia-noite O vento abre a janela das horas
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Demora O coração bate meia-noite O vento abre a janela das horas E por enquanto o relógio ainda chora Lá fora, a Lua a pino brilha linda Demora O destino não concretizou-se ainda O rumo da vida é ser feita de horas Perfeitamente lentas Aumentando o fluxo do vento pela janela Momento a momento Cada vez mais lentamente Se a noite quis ser imperfeita O fez com tanta perfeição Que até agora eu aqui No colo da rede Sinto sede de sonhos É tanto Céu É tanta noite É tanto solo É tanto nada Alta madrugada Alvorada Dia claro Noite escura Aquilo que se espera Sem saber bem ao certo Se vem ou não vem Demora O coração marca as horas Enquanto o relógio chora. Edson Ricardo Paiva

A nuvem parada No Meio do Céu Pedia ao Sol que não viesse
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A nuvem parada No Meio do Céu Pedia ao Sol que não viesse Mas o Sol sempre vinha A pedra da beira do rio Pediu à nuvem Pra que essa não chovesse E o pássaro que ia pescar Desejou que a pedra Não fosse escorregadia A Plantinha diminuta Existente por sob o galho da árvore onde o pássaro vivia Pediu ao pássaro que voltasse Desejou que o rio corresse Sorriu para o Sol todo dia Até hoje eu não sei como acontece Mas tenho a impressão Que essa prece Era a única que Deus ouvia. Edson Ricardo Paiva

Felicidade É um lugar que existe Escondido
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Felicidade É um lugar que existe Escondido Fica muito além de simplesmente longe É lá que se encontra cada laço Cada passo e cada compromisso Em toda direção oposta De cada Estrada que seguimos Catando estrelas com rede Quais fossem Imaginárias borboletas. Mas quando se deseja Arrancar asas aos sonhos Troféus, carrosséis de ilusão Coisas que voam ...e que brilham Apagadas, elas caem No clarear do dia Não há Paraísos Paz, nem melodia Borboletas, beija-Flores, estrelas Há palavras escritas Que resultam num lugar vazio e pensamentos que te afastam muito, muito mais do que pode pensar Mas você os pensa muito intensamente Triste! O Paraíso continua lá No voar da abelha No cair da folha Na dor da saudade No desembaraço Simplicidade Desenhada em versos Sem tinta Sem Papel ou comprometimento Nenhum compromisso cumprido Firmado com Deus Entre a gente Só há a morte A fluir dos cortes de sorte Que a felicidade Se encontra a menos de um passo Num lugar distante Lá dentro da gente Escondido Atrás do mal Tão bem guardado Nesse coração endurecido O lugar mais mais fácil Que Deus encontrou pra guardar Por isso Tão difícil de achar. Edson Ricardo Paiva.

Um anel de brinquedo Um amor de verdade O bolo feito com carinho
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Um anel de brinquedo Um amor de verdade O bolo feito com carinho A falta de jeito ... a ansiedade A fotografia de um final de tarde Explosão no Céu escuro Lua clara no horizonte A marca solitária dos meus passos A palavra saudade ...só pedaço de papel O chá que queimou-me a língua de tão quente O preço de tudo isso É o quanto vale pra gente E não o valor que o mundo lhes dá Pois a bem da verdade O mundo mente. Edson Ricardo Paiva

Pode ser Que o tempo endureça tanto Os corações
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Pode ser Que o tempo endureça tanto Os corações Tão sofridos da gente Que quando a gente não vê Chega uma hora Que ninguém mais chora por nada Pode ser Que a gente chore escondido E até brigue com o vento Sempre que lembrar Que ele levou pra sempre embora Um simples balão colorido Mas que tanto a gente o queria Pode ser Que essas coisas já estivessem escritas E sejamos nós somente Pessoas imaginárias Personagens de um livro bobo qualquer Cuja capa não chega nem a ser bonita E tudo se repete, quando alguém o quer lêr E estejamos passando pela etapa triste Coisas que acontecem, quando um coração acredita Pode ser tanta coisa Pode ser ... não sejamos nada Ninguém sabe o que se passa Dentro de cada coração Atrás de cada porta, após fechada Acho que nem mesmo nós sabemos Assim, o balão se foi A capa do livro desbota Se o coração dói ou não dói Ninguém viu e nem se importa Assim como o vento leva Um dia o vento traz de volta Pode ser Que o tempo endureça tanto esse coração Que quando o balão voltar ...tanto faz Poder ser Que a gente não queira mais. Edson Ricardo Paiva.

As cores que vemos Nós as vemos assim Devido aos fenômenos da refração
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As cores que vemos Nós as vemos assim Devido aos fenômenos da refração No fim do dia As roupas no varal desbotam Não existem argumentos Que demovam pedras Nem palavra a resumir o tempo Morreu sem germinar Caiu na areia O momento passou E o seguinte também Atrás do ouvido bem ouvinte Nunca existiu ninguém Existe a vida Que um dia vem buscar a vida A saber se alguém pensou Em lançar luz diferente Sobre a cor que vimos O limo sobre a rocha Resistente à luz do Sol Prospera quando permitimos E aquela voz suplicante Amiúda Um diamante raro Perece perdido eternamente Acontece assim na vida Acontece assim com a gente. Edson Ricardo Paiva.

Já fui menino Andando de braços abertos Em cima de muros altos
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Já fui menino Andando de braços abertos Em cima de muros altos Avesso a qualquer redoma Incauto e descalço Um gênio sincero À espera ingênua da imensa luz que dissipasse as sombras E somasse sempre aos sonhos Desenlaces concretos Menino inquieto Que um dia caiu de nuvens Levantou-se E sem chorar foi seguindo a vida Alheio às coisas do mundo Crédulo e feliz A cada nova jura Num tempo que não jura nada Mas cumpre A cada ameaça que porventura Tenha vindo acompanhada de sorrisos Sou menino perdido ainda Atrasado na tarefa de crescer Prefiro morrer assim Não quero que digam no final Que eu tenha sido igual a eles. Edson Ricardo Paiva.

Um dia A gente vai poder Olhar de frente pro Sol
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Um dia A gente vai poder Olhar de frente pro Sol E toda magia que se oculta Há de revelar-se tão natural Quanto a beleza dos atóis E cada um de nós Sem qualquer exceção Será feliz Toda alma E todo coração Será somente igualdade Toda semente que brotar da terra Pertencerá ao reinado da vida As fronteiras que criamos em nosso derredor Serão as primeiras a cair E nenhuma nação Não cairá e nem será derrubada Todo mundo saberá Que diante de tamanha harmonia Barreiras serão distância Limites da própria visão Nada além Mas nesse dia Quem procurar Um ser imperfeito Que existiu Descobrirá que essa busca é em vão Pois toda ilusão que ofusca A qualquer visão nesse sentido Será passado Mas o mundo continua Sendo somente uma esfera Não vai haver linha que reduza A dor crônica e aguda que existir Na alma e no coração De cada triste poeta Dores que a ninguém revela Tristezas que se vão no vento Navegando à deriva Tempestade ... brisa Um barco à vela a se perder de vista Fica um poema em linha reta Fica a saudade guardada Num lugar escondido Em cada passado Um dia, tudo será perfeito E as coisa que existem desse modo como as vemos Serão esquecidas Disso tudo Resta somente as lágrimas Que tanto nesse dia Quanto hoje Não significam nada. Edson Ricardo Paiva.

Grande será o homem Que acordar de madrugada Caminhar à pé pela calçada
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Grande será o homem Que acordar de madrugada Caminhar à pé pela calçada Atravessar a Avenida Apressado Sem nem ao menos Olhar para os lados Preocupado em ser homem Maior será esse homem Quando cedo despertar pra vida E botar o pé na estrada Atravessar os anos Centrado Em galgar o topo do mundo Aprender a enxergar no escuro E não olhar para o passado Imenso será o homem Que já nascer propenso A pisar na Lua Atravessar Universos E olhar de frente pro Sol Em prol da grandeza que há de vir Determinado a ser um gigante E saber todas as respostas E apenas bom será o homem Quando cedo aprender A reconhecer cada medo que tem Aceitando a própria imperfeição Caminhar descalço quando preciso Olhar pro chão quando andar na rua Calar as respostas que conhece Sem falso orgulho ou pretensão Esquecer-se a si mesmo e ficar calado Pois cedo aprendeu a entender a vida E nada esperar deste mundo Porque tudo um dia fica no passado. Edson Ricardo Paiva.

No meio da noite Novamente eu acordo Tendo a mesma eterna sensação
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No meio da noite Novamente eu acordo Tendo a mesma eterna sensação de ter sido acordado Só que dessa vez Não vejo vultos na escuridão Mas escuto a voz de Deus Aquele mesmo Que faz Com que eu sinta o peso do abandono E pega carona nos sonhos Que interrompe meu sono E me manda aguardar mais uma vez Mas me diz Algo tão fraterno e tão bonito Que por um momento acredito Serem mesmo advindos de Deus e que não são meus Aqueles pensamentos recitados Quais se poesia fossem Mas o amanhecer chegou E me traz o peso do dia A verdade fria acordada Que eu continuo mesmo a crer Que o sensato é não crer em mais nada. Edson Ricardo Paiva

Pisar antes na areia Escrever a nossa história E entender que o tempo é sem retorno
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Pisar antes na areia Escrever a nossa história E entender que o tempo é sem retorno Podar a roseira Pôr um adorno em teu cabelo Um adeus, um apelo ...um espinho A resposta é a mesma E cada dia é um dia Na vida da gente Se você faz como antes A atitude da vida é igual Talvez o tempo seja variante No mais, não muda nada O mal não muda Se olhar pela janela Não chove ou faz Sol todo dia A vida acode a quem se ajuda Enquanto vivo Mas um dia Teu passo na areia Por algum motivo Se apaga. Edson Ricardo Paiva

Felicidade Diamante esculpido Um beija-flor de jade
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Felicidade Diamante esculpido Um beija-flor de jade Traço raro e diminuto Pequena, em pleno espaço Do nada ... a vida Pedra sabão talhada Delapidada Alheia a toda vontade As grades de ouro A liberdade Resposta que não veio O início chega ao fim Sem meio Um desenho bonito E que a gente desenhou tão feio Falha a abelha Mel de milho O sorriso é uma fotografia Uma ausência cortante À luz do Sol digo, bom dia! A carta mal escrita Num papel bonito Entregue no destino errado Um grito que se propagou no vácuo Uma vela que se apaga O apego à escuridão Simplesmente aquela Sempre velha corrente enferrujada O portão que separa O passado e o presente Tempestade linda Amanheceu Na madrugada insône Amanheceu tão descontente Madrugada, ainda Um desenho Quando a gente o desejou bonito Ficou feio Edson Ricardo Paiva.

Hoje A tudo que olho Alguma coisa tua eu vejo
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Hoje A tudo que olho Alguma coisa tua eu vejo Da textura do teu rosto Ao gosto do teu beijo O Som dos teus passos na rua E os laços de afeto que criamos Abraços que não mais nos demos O amor que ...se acabou... não percebemos A dor mais que incorreta da distância No medo da demência que hoje sinto Hoje, onde não vejo Um olho te procura No brilhar de cada estrela No trilhar, tão solitário, que hoje vivo De algum modo existe a tua permanência Em teu vulto despontando no horizonte Se alicerça a esperança de uma vida. Edson Ricardo Paiva