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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Quem dera poder viver à partir de agora e que fosse este mundo
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Quem dera poder viver à partir de agora e que fosse este mundo de hoje em diante Aquilo que a gente sempre esperou e ainda espera Um mundo de gente sincera Em lugar desse circo de feras Um lugar em que se mente Tão comumente Que acaba sendo mais que comum Desconfiarem também da gente Pensando que eu, simplesmente Não passe de mais um E também seja igual a elas.

Faça agora, enquanto é tempo Quando escurecer, poderá ser tarde A vida continua, mas não é contínua
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Faça agora, enquanto é tempo Quando escurecer, poderá ser tarde A vida continua, mas não é contínua Fale agora, enquanto há tempo Este Mundo pode parecer concreto Mas não existe certeza de nada O escuro manto da noite existe Escondido, sob o fino véu da madrugada Hoje há Mundo, há luz, há vida, há tempo O tempo é um novelo de lã a cada momento mais desenrolado Pode ser que amanhã Não haja nada.

Outro dia, a caminho do nada Cara amarrada, coração fechado de repente olhei pela janela
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Outro dia, a caminho do nada Cara amarrada, coração fechado de repente olhei pela janela Não estava longe e nem perto Estava exatamente onde tinha que estar Um lindo Campo de Flores Amarelas Até hoje eu me pergunto Que flores seriam aquelas Sem perceber, quando dei por mim de repente eu já sorria Uma simples paisagem Alguma coisa muda na gente E acaba por mudar tudo no dia Eu não criei, nem ao menos tentei mas tento não perder Essa mania que há em mim de enxergar a beleza Que existe nas menores coisas Isso sempre me causa Uma sensação muito boa A vida sempre se encarrega de fazer algo que dói Mas, por mais que a vida doa Eu creio que não seja esta A intenção ou finalidade Mas, sim, aprender a enxergar Sempre beleza e qualidade A vida existe pra que a gente Saiba sempre abrir o coração e se deixar invadir pela alegria E levar sempre pra casa Um pouco dela Ao final de cada dia.

Eu já vi todas as paredes Que no Mundo existem Por todos os portões passei
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Eu já vi todas as paredes Que no Mundo existem Por todos os portões passei Conversei com muita gente desprezível Suas vozes ecoam ainda Em minha mente Trago de memória Histórias que não deveriam nunca ter sido escritas e conheço muitas outras que não foram Assim como a mentira que existe em cada uma Olhei as paisagens lá de cima e cada segredo guardado sob a terra Isso não leva a nada Em mim, permanecerão guardadas Assim como estão escondidas Nos mais profundos Recônditos e rincões da Terra e dos corações.

Uma coisa leva à outra E está tudo interligado Eu caminhei pela Estrada do Tempo
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Uma coisa leva à outra E está tudo interligado Eu caminhei pela Estrada do Tempo Às vezes com pressa Noutros dias empurrado Agora eu compreendo Que por mais longo que seja o tempo Ainda assim é muito curto diante de um Universo tão vasto E ninguém caminha ao seu lado eternamente tampouco à sua frente e mesmo que você não queira O poder de arrasto que tudo isso exerce Te faz enxergar que a vida É uma espécie de doença sem cura Uma loucura que poucos dominam Há dias em que a alma voa E dá vontade de estar cercado por multidões e mais um pouco Noutros dias me afasto Pois só eu, a mim mesmo, me basto e não há companhia que me seja boa Quando só, a solidão abrange A ilusão mal explicada A porta que range na escuridão da madrugada Apesar de estar fechada O malho do Martelo que eu ouvia A pessoa que eu sempre via Todo dia em meu caminho Na mesma calçada Por mais que, com o tempo, eu tentasse Ela nunca foi alcançada Um dia ela deixou de estar lá Aos poucos, tudo nos deixa E todas as portas finalmente se fecham Fica tudo escuro e a alma se entrega Fatalmente a escuridão me leva a ver O quanto, às vezes, a luz nos cega

Samba. Tem emoções Que a gente sente à toa
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Samba. Tem emoções Que a gente sente à toa Esse tal de amor, por exemplo Não é coisa muito boa Ela judiou tanto de mim Que meu coração se esfola Me fez eu violar minha viola E cantar o samba de outra escola Depois ela foi embora Só vou gostar de samba, agora Não estou mais nem aí com ela Nem sinto mais o arrepio Por aquele sorriso vazio Aquela linda boca banguela Cantou bem alto o samba concorrente E eu fiquei tão descontente depois que ela me deixou levou até as minhas panelas Me constrangeu, me intimidou e riu de mim Eu juro que foi assim Não quis meu amor, tão puro Ficou fazendo jogo duro Eu posso viver sem ela Mas este samba que eu fiz Juro que não vai ter fim

Existe alguma coisa da qual ninguém se recorda É como um sonho
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Existe alguma coisa da qual ninguém se recorda É como um sonho Que rapidamente se dissipa Assim que a gente acorda E isso permanece latente Independente do que a gente viva E enquanto a gente vai vivendo Coloca tantos outros interesses Acima daquilo que interessa realmente Principalmente a pressa Que não nos permite Enxergar os raios coloridos Que a Terra também emite Todo dia, quando o Sol se põe O quão bonito que é Olhar os pássaros a se recolher Eles pousam em algum lugar Sempre em bando E um deles fica distante Piando de vez em quando Procurando algum recalcitrante Que ainda não veio Eu gosto de olhar as folhas que caem e a maneira que se comportam Cumprindo a sua missão encerrando seu ciclo, humildemente às vezes, elas tem ao seu lado as pedras E está tudo interligado Intrinsecamente unido de modo que a única coisa que falta é aquilo que eu disse que a gente não recorda Se a gente descobrisse isso Talvez a gente se integrasse a esse todo E deixasse de ser somente Um Ser à parte Perdido e esquecido Tenho a impressão de que somos Em meio à criação O pássaro que não veio E tudo isso está esperando por nós Pra não nos deixarem sós

Nesta vida eu tenho sido tudo Exceto alguém que algo saiba E então decidi, talvez por experiência
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Nesta vida eu tenho sido tudo Exceto alguém que algo saiba E então decidi, talvez por experiência Que convém tornar-me mudo Encosto meus ouvidos às bordas do tempo Mas não conto pra ninguém O som que me vem lá do outro lado Mas eu acho que já sei Aquilo que há de chegar neste espaço Em questão de muitos dias Talvez hoje me alcance a loucura Pode ser que ontem Seja eu a ter atingido a sabedoria E é tão ínfima esta diferença Que eu concluo crêr Apesar de não ter, nunca ter logrado ter Muita intimidade com qualquer crença Nesta vida, em meu coração Tem cabido quase tudo e com o tempo percebi Como se fosse um sentimento derradeiro Que por menor que seja, qualquer amor Não existe amor verdadeiro Que aqui neste Mundo caiba.

Primeiro eu acordo Pra depois tentar dormir Vivo esta confusão
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Primeiro eu acordo Pra depois tentar dormir Vivo esta confusão Pra cumprir o itinerário E nesse espaço de vida Que eu vivo ao contrário Eu não sei mesmo o que vi E o que foi ilusão É a cada dia mais confuso Este parafuso horário É quase que impossível organizar dentro da mente Aquilo que foi extraordinário daquilo que eu faço comumente Há calamidades nos dois Mundos Meu estado Alfa é de alerta profundo Quando a mente finalmente entra em Beta Estou eu quase dormindo

Há coisas que eu quero Existe em mim esse segredo de querer algumas coisas
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Há coisas que eu quero Existe em mim esse segredo de querer algumas coisas Que eu sei que jamais terei Não tento tê-las Por medo de finalmente não saber O que vou fazer com elas Isso pode parecer inexplicável Mas isso não quer dizer Que esse querer Não seja um querer infindável Ou que esses objetos de desejo Sejam para mim inatingíveis Porquanto são coisas pequenas Não me esforço em conseguí-las Apenas porque minha vida Segue bastante tranqüila sem elas

Existem nuvens cinzas e também as nuvens brancas Porém eu descobri, que na verdade
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Existem nuvens cinzas e também as nuvens brancas Porém eu descobri, que na verdade A mente mente, pois a mente é manca Na realidade, eu creio que os olhos se enganam Todas as nuvens são só brancas Não existem menos brancas e outra mais Pois as nuvens são todas iguais Assim também hão de ser as pessoas com seus segredos pessoais Mas a gente confunde todas elas E algumas almas então Se apresentam muito belas e as outras são apenas aquelas com as quais evitamos contato Mas de fato, quando tudo se funde Não há curinga, não há Rei, nunca houve um às E nem aquilo em que eu sempre acreditei Obedecendo a esta lei Todas as pessoas são e pra sempre serão Somente más.

Quase sempre que saio de casa Quase nunca levo a chave Pode ser que em algum caminho
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Quase sempre que saio de casa Quase nunca levo a chave Pode ser que em algum caminho Eu encontre a nave que me leve E nela esteja a chave de lá Vou vivendo de alma leve Até que ela se livre de mim E que se lavre nos boletins da vida Que a minha chegou ao fim Pode ser, quem sabe Que a vida se agrave Até que o tempo escave em meu rosto Muitas marcas dessa passagem A cada vez que vou pra rua Peço à chuva que lave-me a alma E dê-me calma E ponha lama eu meu caminho Pra eu pisar E que de preferência Eu esteja descalço Como eu fazia Nos velhos tempos de alegria e felicidade Em que eu corria pelas ruas tortas E as enxergava todas retas A chuva e o tempo lavaram-me os olhos Agora eu sei que é torto Aquilo que é torto E por isso nunca levo as chaves Pois pode ser que não haja volta E eu nunca mais precise Abrir outra porta

Em penso em coisas pra dizer e muita coisa não digo Pois suspeito ter perdido o prazo
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Em penso em coisas pra dizer e muita coisa não digo Pois suspeito ter perdido o prazo Deixo em suspenso Pode até parecer que não ligo e que não vem ao caso Aquilo que não tem mais jeito Levo comigo aqui no peito Essas coisas me dividem em quatro Corpo, alma, coração e sonhos que sonhei antes de ir dormir Quando acordei eu percebi Que eles de fato tinham ido embora Mas nasce o Sol e doura a terra de outra cor Não faz diferença Quantos Sóis que nasçam ou quantos planos faça a alma Uma hora a noite vem Meus olhos não veem ninguém Pra sonhar junto tudo fatalmente se despedaça Procuro coisas que me façam Pensar em outro assunto Tento outros sonhos pra esquecer Tem horas que eu paro e penso Que custa muito caro este querer Quando cada manhã Amanhece mais ingrata Se eu tivesse uma alma barata venderia tudo isso Por muito ouro e muita prata.

Milton Sérgio Paiva. Quando a gente era criança Ele foi pra mim um Gigante
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Milton Sérgio Paiva. Quando a gente era criança Ele foi pra mim um Gigante Que me guiaria pelas mãos Nos caminhos da vida afora Ele cantava pra eu dormir Ele me mostrou o compasso Ele indicou pra mim a régua Ele caminhava sobre a água Ele tinha o braço mais forte Pulava mais alto e sorria E ele estava ali todo dia E era eu que não dormia Se ele não estivesse em casa O tempo passou, não houve apelo E de alguma forma ele realmente Me guiou pelas mãos, foi meu modelo Desde adolescente me ensinou A pegar cedo no batente E a viver sempre contente Indiferente ao que houvesse Eu tentei seguir seus passos Queria ser como ele era E passaram-se muitas primaveras Mas permaneceu aquele olhar sereno Mesmo que hoje ele seja pequeno Perto de mim ele ainda é gigante E seus exemplos me calam fundo Pois desde os primeiros instantes Ele continua sendo O Maior irmão deste Mundo.

A Rua da Saudade existe em Muitas Cidades Lá, como em qualquer outra rua Vão morar pessoas de todas as idades
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A Rua da Saudade existe em Muitas Cidades Lá, como em qualquer outra rua Vão morar pessoas de todas as idades Pessoas ruins, medianas e boas Gente honesta, meio-termo e gente à toa Tem o cara que Guardava as Chaves E os caras que ficaram atrás das Grades O velho e o menino, o senhorio e o inquilino O fervoroso, o ateu e aquele, cujo coração Foi uma semente que caiu na areia Mulher bonita, remediada e mulher feia Lá nessa rua eles tem toda a eternidade E também não há mais tempo pra nada Ela tem esse nome para honrar Algumas pessoas que moram lá Outras não deixaram nenhuma saudade Um dia todos nós seremos vizinhos Mas ninguém virá bater à sua porta Pra pedir açúcar ou café Portanto Se você tem algo a dividir divida agora Aquele que por último, melhor vai rir É aquele que sabe o que há no porvir E muitas vezes, hoje chora

Existe muito ouro no mundo Sempre em locais intangíveis Existe muito amor no Universo
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Existe muito ouro no mundo Sempre em locais intangíveis Existe muito amor no Universo Existem coisas puras, belas e incríveis Existe muita poesia em tudo Pra cada situação Existe sempre uma palavra certa Mas às vezes teu coração Se torna voluntariamente Um local deserto e aparenta estar vazio É isso que muitas vezes fazemos da vida Não existe nada inalcançável Eternamente inabitado ou ruim Eu sou aquilo que eu faço de mim As estrelas parecem distantes Distantes estamos nós daquilo que é evidente Não somos, na maioria das vezes O que pensam da gente Mas permitimos que nos transformem naquilo E prosseguimos modificando tudo Raramente pra melhor Passamos muito tempo Tentando conseguir alguma coisa Que mais tarde descobrimos não querer As estrelas estão exatamente Onde deveriam estar Assim como o teu coração O que modifica tudo É a maneira de olhar pro cèu ou os sentimentos que de um momento pra outro deixamos adentrar nossos domínios Viva como se deve viver Espere as coisas acontecerem no tempo certo E o ouro vem até você E você perceberá Que as estrelas sempre estiveram Perto, muito perto.

Se Deus me concedesse hoje O direito a um único pedido Eu não pediria prata e nem ouro
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Se Deus me concedesse hoje O direito a um único pedido Eu não pediria prata e nem ouro Pois nunca os tive e jamais precisei Não pediria beleza ou juventude Pois já as tive e não soube o que fazer Não pediria nem saúde ou paz na vida Optaria por pedir Somente sabedoria Pra saber dividir o pouco que tenho Com aqueles que trilham comigo Pra nunca angariar inimigos Pra conhecer a palavra certa E ouvir o silêncio das pedras E enxergar os espíritos das árvores E orientar corretamente A quem de mim precisasse E nunca desperdiçar uma semente E saber compeender a ingratidão E pisar corretamente Em cada chão por onde eu passasse E compreender e saber respeitar cada opinião, cada sonho e cada religião E saber traduzir cada mensagem Que Deus nos envia Através dos ventos Através dos séculos e até por intermédio do sofrimento Eu não pediria a Ele nenhuma resposta Pois eu já as teria em mim E seria eu a solução Pra tanta angústia que domina A cada coração sem Deus.

O Céu hoje está tão claro Se eu soubesse ontem Que isso indifere
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O Céu hoje está tão claro Se eu soubesse ontem Que isso indifere das canções que cantem Os anjos do Céu Talvez não doesse tanto Em minha alma de papel O fato de ter aguardado A noite escura Por pensar que a alma pura Pudesse transpor Com tanta desenvoltura A manhã desbotada Que meus olhos embotados antes viam Pois nem sempre O amor que a gente sente é amor do bom Quando somente quem o sente é a gente Eu não percebia Que o coração pudesse assim causar tanta dor Quando o sentimento que ele mente é de amor.

A noite não passou de um pensamento Flutuou
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A noite não passou de um pensamento Flutuou qual aos sonhos sonhados Ponho então o concreto e o abstrato Lado a lado Eu vivi assim devido aos sonhos ou sonhei assim devido à vida ? E meu dia já começa Repleto de perguntas Não posso mais deixá-las Todas juntas Não há calma e nem há pressa Não há em minh'alma Nem mesmo a promessa de que haverá, em alguma manhã dessas resposta convincente Saio à rua e vou viver meu dia Se não há como saber Não hei de viver somente dessa vontade inquietante de querer saber Hei apenas de viver como quem gosta de ler e escrever poesia.

Desde quando a gente nasce tudo vai matando a gente um pouco e todo dia
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Desde quando a gente nasce tudo vai matando a gente um pouco e todo dia As palavras ruins As fofocas da tia O mosquito que morde em mim Os ouvidos moucos Que o mundo oferece enquanto a gente cresce e se não mata pelo menos deixa rouco Desde quando a gente nasce desde que não morra no parto esta vida é um infarto constante é a fumaça das velas o barro nos pés os gases invisíveis e inodoros os pontapés que a vida dá quase sempre leva ao chão a cara amarrada do patrão o quase nada que eu trago pra casa a demência lenta e galopante a que somos condenados pois quando nascemos gente nascemos, então sem asas Amputados da delícia de voar vamos vivendo de más notícias Maus olhados e olhares ruins e casos de polícia ou cobiça do ladrão desde quando a gente nasce tudo vem matando a gente lentamente, desde então