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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

"Cada ignorante tem a ignorância que merece"
A vida repleta de caminhos incertos todos eles livres, abertos
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A vida repleta de caminhos incertos todos eles livres, abertos A quem queira caminhá-los A única opção inexistente É aquela que eu tanto queria Pois hoje ainda não é o dia Em que eu finalmente Estarei, enfim, ausente. Aqui, todos caminham corretos Exceto eu. Nenhum ser é tão abjeto Quanto eu. Ninguém trilhou um caminho Tão incompleto quanto o meu. O dia nasce por mais que durante a noite Eu tenha pedido ao tempo Que ele parasse. Os pássaros que voam Não mais voam por mim, Nem as nuvens que tapam o Sol Fazem sombra sobre mim Mas Deus põe a mão no meu ombro E me Diz que, por ora As coisas tem que ser assim Isso vai buscar, enfim Em meu âmago absorto Um sorriso escondido, guardado Fingindo morto E eu vejo a manhã de hoje Como se hoje fosse o amanhã Que há muito tempo eu espero.

"A vida às vezes pode parecer uma concorrência, uma disputa, um concurso ou algo assim. Por mais que ela pareça ser isso, nunca perca o foco e jamais se esqueça: A vida não é nada disso, a gente precisa se corrigir rapidamente. A gente precisa com urgência, salvo raras exceções,…
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"A vida às vezes pode parecer uma concorrência, uma disputa, um concurso ou algo assim. Por mais que ela pareça ser isso, nunca perca o foco e jamais se esqueça: A vida não é nada disso, a gente precisa se corrigir rapidamente. A gente precisa com urgência, salvo raras exceções, abandonar as equivocadas doutrinas nas quais fomos educados, pois nossos pais e alguns educadores nos ensinaram muita coisa errada. A Vida é a vida: Algo pra ser vivido com alegria, desprendimento, solidariedade e amor ao próximo. Deus não nos colocou no Mundo pra descobrir qual de nós ´é o melhor. A vida não é um concurso, uma concorrência ou uma disputa. Essas coisas existem para classificar alguns e deixar outros de fora, portanto, se todos nós estamos vivos e vivendo a vida, ela não pode ser isso. Nós é que precisamos, enquanto há tempo, aprender a enxergá-la de outra maneira."

Eu quero te dizer algumas coisas Pra te fazer pensar, se quiser: Por que será que há cores tristes
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Eu quero te dizer algumas coisas Pra te fazer pensar, se quiser: Por que será que há cores tristes Se elas são as mesmas A alegrar-lhe os olhos taciturnos Quando vistas no Arco-íris Será que a sua incompreensão Alguma vez lhe permitiu saber Que existem Arco-íris noturnos Projetados pela tênue luz lunar Eles estarão sempre lá Nas noites passadas e futuras Pois sempre haverá beleza e alegria Nas noites mais escuras dos quartos sem janela e até mesmo não havendo um teto Por todo lugar onde olhar Se atentar para o fato de que neste Mundo e nesta vida Quase tudo é abstrato e seus olhos Enxergam somente Aquilo que for tridimensional Tudo existe em igual proporção Mas nada é concreto Esta vida é mera ilusão Seus olhos até hoje Enxergaram aquilo que teu coração deu de fato como certo Porém, sob esta óptica Teu coração também não existe Esta existência, na verdade É somente uma ilusão exótica Que Deus usou para explicar as suas dores Enquanto ainda enxergares cores tristes Alegria e tristeza São somente ilusões Que juntamos aos pares depois dividimos meio a meio E vem do mesmo lugar De onde tudo veio Um lugar onde é tudo perfeito Creio que sou eu A criar a imperfeição Quando vejo as coisas do meu jeito.

Eu queria só saber Caminhar corretamente pela vida E que a vida fosse um pouco mais
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Eu queria só saber Caminhar corretamente pela vida E que a vida fosse um pouco mais Que uma mera superfície plana Eu queria poder superar Todas as limitações A que está submetida A minha humilde condição humana e todas as fraquezas nela inseridas Eu queria conhecer e saber lidar Com a força existente em mim Antes do fim desta vida Eu queria viver o tempo que ainda tenho Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus O Deus que existe nos meus sonhos E que às vezes me permite saber Que é sim, possível voar Pois Ele já me presenteou algumas vezes com essa sensação incrível e me ensinou que o tempo Apesar de impiedoso e inexorável É necessário pra que a gente aprenda a remover a venda que existe nos olhos humanos, e é inerente à Condição Humana Eu não digo o tempo mundano Que faz compreender as horas e as semanas Existe outro tempo, além deste plano Um tempo que vem de Deus Que tem me ajudado a tentar compreender Que cada pedra Que eu, com respeito, carreguei e cada dor que um dia me derrubou Agora se traduzem numa espécie de compreensão Que de mim se assenhora E me faz saber de onde eu vim E que as dores que eu senti eram sim, necessárias Pra que eu não passasse pela vida e a visse desaguar um dia Num Oceano de incompreeensão e a tivesse vivido como um reles pária Carregando sensações imaginárias Eu já compreendi que Outra Coisa existe Porém ainda não sei o quê preciso fazer e a maneira correta de pedir e receber Tudo isso às vezes me faz sentir Um pouco triste ao fim do dia Quando se aproxima a hora de ir dormir

Um dia eu sonhei em saber Tanta coisa, só pra saber Muita coisa, só por saber
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Um dia eu sonhei em saber Tanta coisa, só pra saber Muita coisa, só por saber Saber o que eu queria Saber que não sabia Um dia eu desejei esquecer tanta coisa que não me cabia muita coisa que eu não esquecia Tanta coisa que eu quis saber um dia Agora eu só queria saber querer Tanta coisa que eu gostaria de te dizer que eu não sabia Tanta coisa que eu jamais diria jamais faria, jamais queria saber Eu queria saber esquecer Queria saber querer Querer esquecer tudo que um dia Por não saber o que eu sabia Eu queria saber

Se eu soubesse voar Eu não sei se voaria Eu acho que eu queria
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Se eu soubesse voar Eu não sei se voaria Eu acho que eu queria Somente entender a vida Se eu entendesse a vida Eu não sei se a viveria Creio que eu queria apenas compreender a mim mesmo E se eu me conhecesse eu acho que não queria Ser amigo de mim mesmo Se eu pudesse me ignorar creio então, que eu aceitaria O dom de voar e sumiria

Escrever poesia Foi a forma tardia que eu encontrei Pra contar aos meus filhos
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Escrever poesia Foi a forma tardia que eu encontrei Pra contar aos meus filhos meus irmãos e principalmente Àqueles que não me conhecem Coisas que eu vivi Que gostaria de viver e principalmente As coisas que eu nunca vi Não passei e não senti Eu precisaria viver mil vidas Pra poder escrever tudo isso e tudo isso ser verdade Eu as escrevo simplesmente Pra poder expressar e principalmente Não deixar que fuja Aquela inspiração que me invade lentamente, sorrateiramente Em algum lugar da mente Que eu nunca vou saber qual é Dizem que o Poeta mente Creio que seja verdade Mas eu às vezes acho Certas mentiras muito lindas e acredito que serão bem vindas Nas almas e no coração De muita gente que as vai ler E dizer pra si mesmas Que o Poeta fez um bom serviço Pois elas sim, sentiam tudo isso Mas não sabiam como dizer.

De vez em quando eu ainda ouço No silêncio da madrugada Um misto de passos na calçada
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De vez em quando eu ainda ouço No silêncio da madrugada Um misto de passos na calçada e um som de sinos distantes Que soavam nas torres das Igrejas que existiram na minha infância Chego a sentir o perfume daquelas madrugadas Iluminadas pelos vagalumes Isso sempre me traz um sentimento confuso: Tristeza e alegria entrelaçadas Eu corro abrir minha janela Não vejo e não ouço mais nada Somente as Estrelas no firmamento dão atestado de que eu um dia Realmente tenha estado lá Naquele tempo e lugar Que o próprio tempo arrastou Pra um lugar Chamado nunca mais Fecho a janela ciente de que a minha vida assim como as madrugadas Nunca mais serão aquelas Novamente.

Nesses anos que eu tenho de vida Nunca vi nada perfeito Pois eu jamais busquei a perfeição
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Nesses anos que eu tenho de vida Nunca vi nada perfeito Pois eu jamais busquei a perfeição Se algo assim passou por mim Simplesmente não dei-lhe atenção Nesses anos que vivi sem atenção Nem nos meus piores pesadelos Tive a pretensão de parecer Artista, Poeta ou algum tipo de eleito Me contento em ser apenas Este ser, que alguém fez de qualquer jeito E que depois desses anos Enxerga mal, caminha lento, não dorme de madrugada, acorda cedo e passa o dia a fazer nada E tem vivido dias perfeitos Ciente que a perfeição não existe, pois Se há no mundo algo perfeito é exatamente aquilo Que a gente sabe Quais são e onde estão Todos os seus defeitos.

Madrugadas de chuva Por que será que Deus as fez? Se o bonito da chuva
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Madrugadas de chuva Por que será que Deus as fez? Se o bonito da chuva é ver-lhe o brilho das gotas que caem Creio que Deus Em Sua Infinita Sabedoria Guarda para nós uma surpresa Que nem sempre é percebida Quando nasce o dia É uma forma de fazer-nos enxergar Tardiamente A alegria que muitas vezes Esteve aqui, bem ao lado da gente E que não soubemos ou quisemos Reconhecer-lhe o real valor Somente quando já tiver passado Uma vida inteira de ingratidão É que finalmente vão Perceber o quanto foram vãs As reclamações sem sentido As acusações infundadas E todas aquelas formas das quais dispomos e utilizamos Pra dizer que não mais queremos Algo que um dia Desejamos tanto e que não soubemos dar valor Enquanto as possuíamos As coisas que são perdidas Voluntariamente, no nosso dia-a-dia E que, somente no fim da vida é que a gente finalmente percebe O quanto a gente as queria E que, bem ou mal Nos causaram tanta alegria.

Hoje eu estive pensando Conversei comigo mesmo e conclui:
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Hoje eu estive pensando Conversei comigo mesmo e conclui: Se houvesse neste Mundo Alguém Uma só pessoa Que me ouvisse e conhecesse Talvez A ela eu perguntasse O que foi que eu fiz e quis e vi e vivi Tentaria resgatar a memória perdida das coisas que eu não tenho mais certeza Se realmente vivi nesta vida Se houvesse, nesta vida duvidosa Uma única alma boa Que me contasse Se minha vida realmente valeu à pena Que pena! Não me recordo de mais nada Quase nada mais eu sei Acerca de mim mesmo Esqueci de quase tudo Às vezes eu até Chego a sentir As dores aludidas Em tantos poemas anteriores Mas não tenho mais certeza Se eu realmente as vivi As senti Ou se eu simplesmente As menti

Existem tempo e lugares Pra que as coisas aconteçam Obedeçam simplesmente
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Existem tempo e lugares Pra que as coisas aconteçam Obedeçam simplesmente Estes tão simples preceitos Pra viver a existência perfeita Carregar prata no bolso Apertar a pata de um urso Seguir o curso de um rio Fazer fogueira no frio Curar-se da cegueira Causada pela densa tempestade Tudo isso acontece na vida E cada um de nós pode passar por isso E forjar pra si mesmo Um caráter de aço desde que ocupe o lugar E somente viver daquilo Que tirar da própria inteligência e da força de seus braços E à noite poder olhar o que passou descansar na mansa escuridão Que lhe proporciona o anoitecer da vida Uma vida da qual Não há de haver outra igual Uma vida que não cansa E existe, contrariando O que muita gente Que não sabe viver a simplicidade E simplesmente não encontra Uma maneira de fazer valer E viver uma vida que consista Em um grande aprendizado Pra poder um dia Simplesmente se virar de lado Fechar seus olhos E flutuar tranquilamente Em direção a um Paraíso Que existe, mas que tanta gente Por viver constantemente triste Cega pela densa tempestade Não a vê, não a encontra e não a vive Morre, simplesmente sem a ter vivido e vive, simplesmente a esperar Que a morte chegue Pra esta vida que poderia ser melhor mas somente viveu da pior maneira e partiu, abandonando a vida ingrata. Na qual deixou-se abandonar no dia a dia todo dia.

O dia e a noite A Lua e o Sol A água e o vento
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O dia e a noite A Lua e o Sol A água e o vento Se vão sucedendo Momento a momento Há instantes, sem a mínima importância Que às vezes levam dias pra passar Nesta solidão sem trégua O silêncio se dirige a mim e novamente declama a mesma sentença à qual me submete há tanto tempo Eu não sei se ele ou eu um dos dois se perdeu E tudo que ficou pra nós lembranças tristes recordações daquele tempo insano em que cada um passava os dias exercendo egoísmo e pensando Em seu mundo, tão pequeno. Que não fazia, em absoluto Parte integrante de algo maior e nem melhor Antes Estava somente acima Agora, dia e noite se sucedem E eu ainda os vejo se apinhando Mutuamente se odiando e se digladiando a todo momento aquele tempo tão triste não se foi; está bem aqui e ainda existe Elas se matando Por um lugar num banco de Igreja Eles prometendo vingança Por causa de um pouco de cerveja Gente de caráter irrepreensível Se esconde, ao final do dia No local reservado aos que desceram ao pior e mais baixo nível E como porcos, fuçam a lama buscando pela prata que esconderam Dos chacais que a desejavam Eu ainda os vejo caminharem lado a lado sem se exasperar O dia passa, a noite passa Este mundo se tornou pra mim Um teatro, onde se exibe Uma ópera farsesca surrada e um tanto sem graça A ópera chamada Vida A mesma que deveria Pura e simplesmente ser A grande graça recebida.

Um dia, tudo que é inexplicável Será finalmente compreendido E a gente, então, vai descobrir
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Um dia, tudo que é inexplicável Será finalmente compreendido E a gente, então, vai descobrir Que este mundo não era assim Tão complicado quanto se pensava Um dia, todo mundo vai poder Sair às ruas cantando Canções de rua Em todas as ruas do Mundo Um dia, todo mundo vai poder Se visitar de vez em quando Sem pressa Um dia todos terão direito A uma segunda chance e até A uma segunda opinião Um dia, ninguém mais vai dormir no chão E ninguém também vai poder acordar quem tá dormindo Um dia, vai nascer um dia lindo Em todos os lugares do Mundo E será lindo pra todo mundo E esse dia vem vindo Vai chegar Só não sei quando.

Quando eu era criança, ainda Não me ensinaram a olhar o Céu E chamar as pipas de "pipas"
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Quando eu era criança, ainda Não me ensinaram a olhar o Céu E chamar as pipas de "pipas" Àqueles mágicos brinquedos Eu dava o nome de "quadrados" Em alusão à coincidência geométrica Finas ripas de bambu, papel de seda e sonhos A voar mais alto Que o próprio urubu Não havia e ainda não há Qualquer outra coisa quadrada A simbolizar Com tanta desenvoltura A liberdade A simplicidade E a ausência do medo de altura Humildade de papel A ganhar o Céu Ensinando Que nem sempre fragilidade é sinal de fraqueza Se cada coisa tem o seu lugar O lugar do quadrado é lá Nos Céus imagiários da minha infância Pois as coisas simples Sempre serão aquelas belas lembranças Que o tempo há de ensinar Que ao final haverão de ter O lugar de maior importância.

Amor, pra quê amar? O que vem a ser isso? É se doar, havendo ou não
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Amor, pra quê amar? O que vem a ser isso? É se doar, havendo ou não Compromisso. É sentir-se feliz com qualquer gesto. Nem sempre ter o que quis e ser feliz com o que vem. Amor não liga pra ouro ou algo assim É algo que dura até o fim Mesmo que o fim venha antes se for amor de verdade Você há de amar distante Mesmo havendo a liberdade de não mais amar O amor é algo Que excede a própria vontade Amar é saber onde é o Mar e não ir lá Sem um amor pra te acompanhar Amar é ter um calo que dói Suportar a dor e ir trabalhar Amar é sentir Saudade de quem viu de manhã E sentir-se feliz ao rever Amar É sentir medo de perder E jamais fazer segredo desse amor Amar é gostar de alguém que existe Mesmo que esse amor às vezes seja meio triste Se for amor, o amor insiste Amor era algo escrito Antes que a gente nascesse Amor é como a flor do deserto Que resiste sem haver nada por perto E cresce e vive, não desiste e ninguém vê Mas sendo amor Existe, mesmo sem haver porquê. edsonricardopaiva

Quando a gente almoça algo salgado A comida é muito boa Mais tarde você come algo doce
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Quando a gente almoça algo salgado A comida é muito boa Mais tarde você come algo doce e o que era bom aumenta um tom Então você bebe água Ela não tem gosto de nada Mas a alma fica imensamente agradecida Pois cada coisa no dia tem seu tempo E cada dia na vida também tem Não queira passar na frente de ninguém Existe ocasião pra tudo Pra falar e também pra ficar mudo Há dias de viver sorrindo e hora de sorrir chorando Tem gente que desiste da vida Pra não passar pela desilusão de desistir de um sonho Saibamos então sonhar Porém, sem nunca desgrudar os pés do chão.

Qual será o poema mais bonito que já foi escrito? Eu o vejo todo dia
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Qual será o poema mais bonito que já foi escrito? Eu o vejo todo dia Não é poema, é poesia Recitado com o Verbo Divino A primeira vez que o lí Eu ainda era menino E nem ao menos compreendia tanta beleza que via Quando olhava o Céu e as Estrelas Havia comida à mesa E borboletas e formigas no quintal E às vezes dentro de casa E mesmo sem nunca tê-los visto Eu sabia que existiam As Florestas, O Mar e o Amor O Amor de Deus A me dar atenção E a emprestar-me a compreensão e poder ver tudo isto Era-me algo tão natural Que um dia então Eu quase que pensei Que eu era mau Ao descobrir Que nem todo Mundo Enxerga as coisas Sempre igual.

Ser ou não ser? Veja a cor da cereja Não importa
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Ser ou não ser? Veja a cor da cereja Não importa a tonalidade do vermelho a rosa também nasce branca Nem sempre a cereja é vermelha Nem sempre tudo é somente aquilo a que se assemelha Os espelhos também mentem Melhor confiar na intuição Entre o Céu e o chão É sempre aconselhável conhecer o que se quer Antes de querer Eis a questão!

Todo dia quando cai a noite E escuridão engole o Mundo E todo mundo se recolhe
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Todo dia quando cai a noite E escuridão engole o Mundo E todo mundo se recolhe E avalia as suas escolhas Uma noite só não basta Você se desgasta Sozinho, parado Pensando, talvez, nas folhas Que voam ao sabor dos ventos Crepitando pelo vasto mundo Você ouve na escuridão A suave melodia da noite batendo na sua janela Noite, deusa misteriosa Quem é ela E o que será que quer comigo Volte logo, luz do dia E tira de mim este medo Por favor, volte mais cedo Tanta gente tem seus amores Que guarda em segredo Eu guardo este medo e mais nada Pois a noite e a madrugada Parece que a tudo sabem E guardam as piores tempestades Pra que elas desabem Pertinho da minha janela Noite, deusa misteriosa Por que é que ela Judia de mim tanto assim?