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Frase de EdsonRicardoPaiva

Eu queria só saber Caminhar corretamente pela vida E que a vida fosse um pouco mais Que uma mera superfície plana Eu queria poder superar Todas as limitações A que está submetida A minha humilde condição humana e todas as fraquezas nela inseridas Eu queria conhecer e saber lidar Com a força existente em mim Antes do fim desta vida Eu queria viver o tempo que ainda tenho Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus O Deus que existe nos meus sonhos E que às vezes me permite saber Que é sim, possível voar Pois Ele já me presenteou algumas vezes com essa sensação incrível e me ensinou que o tempo Apesar de impiedoso e inexorável É necessário pra que a gente aprenda a remover a venda que existe nos olhos humanos, e é inerente à Condição Humana Eu não digo o tempo mundano Que faz compreender as horas e as semanas Existe outro tempo, além deste plano Um tempo que vem de Deus Que tem me ajudado a tentar compreender Que cada pedra Que eu, com respeito, carreguei e cada dor que um dia me derrubou Agora se traduzem numa espécie de compreensão Que de mim se assenhora E me faz saber de onde eu vim E que as dores que eu senti eram sim, necessárias Pra que eu não passasse pela vida e a visse desaguar um dia Num Oceano de incompreeensão e a tivesse vivido como um reles pária Carregando sensações imaginárias Eu já compreendi que Outra Coisa existe Porém ainda não sei o quê preciso fazer e a maneira correta de pedir e receber Tudo isso às vezes me faz sentir Um pouco triste ao fim do dia Quando se aproxima a hora de ir dormir

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva