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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Os ponteiros marcam as horas no terceiro dia de uma terça-feira qualquer
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Os ponteiros marcam as horas no terceiro dia de uma terça-feira qualquer na verdade hoje não é dia nenhum nem acontece nada importante não há nada que não tenhamos visto antes Talvez, se a gente pudesse aguçar a terceira visão alçasse, então O voo tão desejado rumo ao conhecimento Que em outros tempos deixamos de lado por não saber-lhe a importância a relevância tão acalentada Que nossa juvenil irreverência não viu foi deixada em segundo plano por anos e anos Terceirizada Como se nada fosse Mas é preciso passar por isso Pra finalmente compreender Que esta metafísica jornada relegada à condição de coisa qualquer Não é É algo Que vai muito além disso Mas apenas haveremos de enxergá-la assim Quando firmarmos compromisso com nós mesmos Pode ser perto do fim ou pode ser também agora enquanto isso os ponteiros marcam as horas em uma tarde qualquer

O vento, a fome o medo a pouca sorte e a visita periódica
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O vento, a fome o medo a pouca sorte e a visita periódica da morte Não me importa O importante é corrigir a vida torta As notícias que nos chegam de manhã dizem que o Mundo amanheceu pior Pior seria se não tivesse amanhecido eu não veria a flor pintada em teu vestido Já não posso mais correr como eu corria mas ainda passo caminhar no fim do dia Perdoe minha falta de atitude Eu não sabia das vicissitudes da vida eu não sou nada Sem você por esta estrada

Que a vida venha desgrenhada igual aos meus cabelos de menino venha e seja difícil transpor
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Que a vida venha desgrenhada igual aos meus cabelos de menino venha e seja difícil transpor Qual fosse mata fechada a gente passa um pente fino e vai vivê-la A gente se embrenha pra poder conhecê-la A gente vai descalço sempre que hover espinhos Onde não houver dificuldade Eu crio uma Sempre que eu vir espaço conveniente para criá-la Que minhas mãos se encham de calos Que a vida venha Só não quero passar por ela sem vivê-la E que ela se vá um dia do mesmo jeito que um dia veio Não peço facilidades para mim Quero apenas que entre o início e o fim Eu possa deixar algo ali no meio

Não existem espaços vazios Nem retratos amarelados Nas paredes do meu coração
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Não existem espaços vazios Nem retratos amarelados Nas paredes do meu coração Existem sim, abraços que não dei Existe em meu passado Uma coleção de passos Que não levaram a lugar concreto Mesmo assim, concretizei de alguma forma Aquilo que fui fazer Existe uma infinda coleção de palavras de gestos, de sorrisos, de objetos Que aparentemente não alcançaram o objetivo desejado Foi a maneira subjetiva que utilizei Que passa esta falsa impressão Estas coisas estarão sempre lá Não houve gesto, palavra ou intenção que tenha sido em vão Não houve nenhum segundo Mal vivido em minha vida Nada daquilo que fiz foi perdido Existiram apenas Quem não os compreendesse Mas elas estarão sempre lá Com o mesmo desprendimento a mesma ausência de pretensão E nenhum arrependimento.

Escrevam em seus diários Enterrem no fundo dos seus quintais Anexem aos seus cabedais
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Escrevam em seus diários Enterrem no fundo dos seus quintais Anexem aos seus cabedais Tudo aquilo que presentemente Nós sabemos que não volta nunca mais Cada dia de uma vida São coisas passageiras, efêmeras, transitórias... temporárias Cada dia é a própria vida dividida em várias peças Não se esqueça de montar corretamente Teu jogo de encaixe usando para isso Cada pedacinho que te chega a cada vez que teu tempo diário Avisar que hoje é outro dia Mesmo que às vezes a vida te impeça de montar corretamente a tua parte Viver é uma arte Um mosaico dependente de você na qual estão inclusas essas partes difíceis Mesmo que não pareça Portanto; as faça Sem elas, te garanto Que a vida não teria a mesma graça.

Dias há em que penso em me calar E passar a simplesmente ler jornal Guardar lá no fundo do armário
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Dias há em que penso em me calar E passar a simplesmente ler jornal Guardar lá no fundo do armário Este meu já não muito profíquo Embornal de letras mortas Absorto em minha leitura ao final de mais um dia Me vem a compulsiva e indomável tortura Quase que lasciva obsessão que me domina Minha cabeça se inclina Completamente carregada da boa e velha poesia pura daquela que acalma as nossas vidas traz de volta à razão as almas dos suicídas Amaina os corações dos homicidas É muito mais feliz quem cria Que aquele que um dia Leu, porém não entendeu Que talvez o homicida ou suicida seja eu.

Quisera viver minha vida Amando muito e ardentemente Quisera viver os meus dias
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Quisera viver minha vida Amando muito e ardentemente Quisera viver os meus dias Vivendo de te amar somente Eu queria te dizer que o meu amor É amor tão grande Que até pode haver no Mundo Outro coração que ame mas tão grande amor não sente Amor exuberante Diante de você Meus olhos ficam simplesmente exultantes Amor que te alcança aonde estiver Portanto, nunca hei de estar distante As palavras que escrevo E as flores que te dei Não podem expressar A maneira que te vejo Mas querem te pedir que me veja Sob o prisma da mesma lente E que sinta no meu peito Este coração pulsante Que se cala diante de ti Feliz Vivendo de te amar somente

No dia em que chegaste, primavera Trouxeste consigo teus irmãos Maior fosse tua família
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No dia em que chegaste, primavera Trouxeste consigo teus irmãos Maior fosse tua família traria juntos pais e irmãs Amanhã, já ninguém se lembra Que ontem foi mudança de Estação As folhas já nem sabem mais Qual é seu tempo certo de cair Num mesmo dia vem aqui todos vocês Não existe mais prevalecência de um irmão sobre os outros três Eu fico aqui, coberto de descrença Sem saber dizer ao certo Quando era mesmo que floresciam os Ipês Alguém me disse, quase com certeza não haver mais a antiga beleza Que gerava as festas das Mudanças de estação Pois o ano inteiro parece ser um só Verão Não há mais chuvas finas Flores, borboletas, abelhas e pássaros Garoas não mais existem Nem frio, nem romantismo O Humano sinismo que hoje a tudo envolve Envolveu também a Natureza Que hoje Todo aquele cretinismo nos devolve

Os ponteiros da ampulheta mandam avisar Que a locomotiva que reboca o trem das horas já passou O gelo derreteu no Pólo Sul
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Os ponteiros da ampulheta mandam avisar Que a locomotiva que reboca o trem das horas já passou O gelo derreteu no Pólo Sul E o Céu azul desta serena tarde Dentro em pouco, já nem arde dos primeiros que chegaram, nada permanece A grama cresce, o tempo passa, o vento já soprou toda fumaça que passou pela chaminé Que ontem foi demolida O couro da pulseira do teu luxuoso relógio de ouro ressecou Juntamente com todos teus demais tesouros Se era apenas isto que juntaste em vida As notícias escritas no rodapé dos calendários Creio que sejam um tanto ruins A passagem do tempo não tem retrocesso O Palácio desaba, havia algo mais, escrito no verso das páginas que tanto leu, acho que você nem viu Um dia o tempo acaba Indiferente ao fato de não ter fim

Erguei, irmãos, a taça Hoje o Mundo amanheceu em paz As pessoas se reúnem nas praças
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Erguei, irmãos, a taça Hoje o Mundo amanheceu em paz As pessoas se reúnem nas praças Acabou a dor, cessaram todas as guerras O amor venceu, há imensas colheitas a serem feitas em todos os milharais e tudo mais que se planta no Mundo O leão e a hiena hoje são amigos Não há mais fumaça no ar Os Beatles vem aí para cantar Novas canções e canções antigas Há Sol no Céu, mas ninguém há de pegar insolação Erguei a taça, meus irmãos O Pássaro Preto e o Canário Nunca mais vão viver em gaiolas Todo mundo agora vai jogar bola e todos os jogos haverão de terminar em empate Somos todos vencedores Não há mais necessidade de saber quem é melhor A idade de todo mundo vai parar nos trinta As cobras terão asas Porém só vão comer Os insetos que forem muito chatos Tem tinta pra pintar todas as casas Todas as crianças vão ganhar sapatos novos O Polvo vai inaugurar um Parque Aquático A Matemática nunca mais vai ser difícil Vamos todos nos reunir e tirar um grande retrato Erguei a Taça, meus irmãos façam espocar os fogos de artifício Acabaram as doenças Se extinguiram o engano, as diferenças Terminou a indiferença Todos os juízes de futebol Agora terão duas mães de verdade Encham suas taças com champanhe A vida vai ser só felicidade.

Eu criei em minha vida um caldeirão Usei para isso a magia que me surgia desde criança, quando em meus primeiros dias
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Eu criei em minha vida um caldeirão Usei para isso a magia que me surgia desde criança, quando em meus primeiros dias ficava triste por não saber A causa e o motivo das coisas que aconteciam tanta emoção guardada aqui no peito Querendo sair, era tanta coisa junta Eu as fui transformando, então Em poema e poesia Escondendo ali minhas perguntas E prossigo fazendo isso, hoje em dia tanto tempo passou Muita coisa me disseram e fizeram Em muitos lugares tentei entrar Mas ali, respirava-se outros ares alheios aos meus, ali não me quiseram Voltava então pra casa E com o tempo eu aprendi A tornar esses sentimentos Em algo que pudesse dividir Buscando a beleza Que pode existir em toda tristeza Compartilhar também as alegrias Que eu sinto hoje E que ainda me surgem do mesmo jeito desde aquele tempo em que eu ainda vivia buscando a causa de tudo que acontecia tentando descobrir como funciona a magia que pudesse transformar em beleza e alegria os tempos que eram apenas os meus primeiros dias

Creio que me seja preferível Viver de saudade, talvez até de insanidade, uma curta loucura de mentira
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Creio que me seja preferível Viver de saudade, talvez até de insanidade, uma curta loucura de mentira À viver as verdades que amanhecem com os dias Eu acho que esse quotidiano mundano É horrível demais, para vivê-lo assim da maneira que ele me vem Prefiro conversar com as almas do além A gente vai falando sobre as coisas que nos eram costumeiras lealdade, coragem, galhardia e outras besteiras bobagens que não fazem mais parte deste infame dia a dia em que impera a covardia na triste realidade Que os modernos amanheceres nos apresentam Calço meus chinelos e vou ao quintal até os voos mais inocentes das transeuntes borboletas soam falsos Elas dão-me a impressão Que se esqueceram como se voa e voam à toa um voo desajeitado De inseto que não poliniza nada Voa um voo meio que andando de vez em quando vêm-me a impressão Que ela está a ponto de pedir minha ajuda A vantagem que vejo no inseto é que ele voa mal, mas voa quieto seu voo suicida de quem se autoatropela Deus fez muito bem Em fazer da borboleta Uma criatura muda e bela

Eu penso que ainda sou criança e peço um pedaço de doce eu queria um pouco de bala
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Eu penso que ainda sou criança e peço um pedaço de doce eu queria um pouco de bala Fico rouco de chorar Minha mãe me chama Pois meu tempo está passando Eu penso que estou numa festa provo a bebida que alguém me trouxe Eu ouço o que você fala fico louco pra dançar Porém eu vou pra cama Pois meu tempo está passando Eu vejo e meço O tempo que ainda me resta a cada dia um desenlace E o coração se cala Nessa hora eu penso em orar Pois Jesus me ama E meu tempo está passando.

Te espera o Mar Quando você vai até lá Querendo te engolir
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Te espera o Mar Quando você vai até lá Querendo te engolir Morto de vontade de te afogar O Mundo já te engoliu E você nem mesmo viu Riu, enquanto teu melhor amor partia E assim se deixou ficar Feliz, por ter escolhido Quem não te quis um dia Hoje, pensa em tudo que fez E chora, com o coração partido Será que riria ainda Se aquele grande amor Não tivesse ido? Nestas idas e vindas da vida Ninguém pode responder Minha querida! Ainda resta hoje Todo aquele imenso Mar de dúvidas e perguntas Eu velo que estejas contente Em algum Universo Paralelo Existem duas almas Que nunca vão descobrir isto juntas Pois Aquele amor que deixaste partir Não há de lembrar de você Se acaso um dia o vir voltar Ele Não ficará junto a você no fim Nem mesmo se a ambos o Mar afogar Nem mesmo assim.

Há momentos em que tudo que penso é somente sumir, partir, ir embora Estou por aqui há tanto tempo
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Há momentos em que tudo que penso é somente sumir, partir, ir embora Estou por aqui há tanto tempo Que nem ao menos me lembro Qual das pernas eu uso Pra dar o primeiro passo Sinto saudades de um dia Que nem ao menos sei dizer Se realmente existiu Ou se meu coração o criou Pra espantar a tristeza Num momento de rara beleza Eu voava por sobre pântanos e montanhas E me sentei, cansado Embaixo de uma árvore Arreada de lindos e estranhos frutos Ao meu lado uma voz me dizia Que aquele havia sido O dia mais divertido de nossas vidas Hoje, tudo que me resta Além de dias diminutos É a vontade de reencontrar Os pássaros que voaram comigo Numa antiga lembrança de uma hora amiga Que eu não sei dizer Se realmente existiu.

Houve um tempo em minha vida Que havia monstros no telhado Fantasmas atrás da porta
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Houve um tempo em minha vida Que havia monstros no telhado Fantasmas atrás da porta Esqueletos embaixo da cama Mas alguém sempre me chamava pra jantar Hoje ninguém me chama Agora ninguém se importa Hoje o monstro sou eu Aquele tempo já passou O outro mostro morreu E eu ando tão cansado Que nem posso mais subir Em nenhum telhado E eu olho pras crianças Um tanto assustado Elas também ficam um tanto ressabiadas Mas depois a gente brinca e dá boas risadas Sempre que existem Esses encontros Eu me lembro do passado E sinto muita saudade dos meus monstros.

Talvez às vezes você pense Ser um nada, que não tem nada Um nada que não conquistou nada
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Talvez às vezes você pense Ser um nada, que não tem nada Um nada que não conquistou nada Talvez você pense de vez em quando Que a sua vida não vale nada Eu conheci algumas pessoas Que trocaram tudo por nada Por pensar que não tinham nada E querem desfazer a troca Pois descobriram Ter entrado num buraco de minhoca Mas o tempo Toca o barco sempre em frente Cada decisão errada Será sempre anotada No livro da sua vida Que tem espaços demarcados Pra escreverem A entrada e a saida E cada decisão equivocada Ali cada letra é lida Pode acontecer De algum nada Valer muito mais que nada E o seu arrependimento Não valer nada Suas palavras ditas ao vento serão levadas E a vida não vai responder Nada.

Pode acontecer de um dia Eu me tornar um fugitivo Um homem procurado
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Pode acontecer de um dia Eu me tornar um fugitivo Um homem procurado Um complicado ser Esquecido, odiado e abandonado Porém, nesse dia Eu ainda serei um homem Mesmo que procurado vivo ou morto Um ser humano desprezível e torto mas vivo Com toda certeza Um dia todos nós seremos Uma lembrança, uma simples fotografia No colo de uma criaça curiosa A perguntar quem fomos nós E talvez o seu interlocutor Não saiba ao menos responder Seremos uma lembrança morta Mas tudo isso não importa Hoje ainda é outro dia Hoje ainda é o dia de hoje Não permita que ele fuja Sem deixar nele sua marca Pode ser que amanhã O Sol não surja para nós Não deixe nunca seu momento de lado Os dias que se passaram Sem que percebêssemos Hoje, sem dúvida Em nossos corações São os mais intensamente procurados.

Quatro almas de repente Mudam um Mundo inteiro Mudaram-no tão profundamente
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Quatro almas de repente Mudam um Mundo inteiro Mudaram-no tão profundamente E tanto para melhor Que chego a pensar Que a História poderia Ter parado alí Não conheci nada e nem ninguém Que resumisse tão bem Aquilo que minh'alma desejava ouvir Mas o tempo não parou Assim como não morreu e jamais haverá de morrer O meu querido e amado Bom e velho Rock'n Roll Duas dessas almas Hojem transformam em festa As calmas tardes celestes E cá neste mundo é tarde Pra quem não viveu pra vê-los As duas almas restantes Dividem-se em quatro Pelas quartas partes do Mundo Nunca mais, em momento algum Houve melodias Que me tocassem tão fundo a alma Se eu pudesse escolher um presente Pediria a Deus somente Em algum dia de algum domingo Poder me sentar e passar algum tempo Cantando junto com Paul e Ringo.

"A tecnologia do mundo de hoje torna a atual geração de jovens indubitavelmente mais bem informada do que era a minha, na minha juventude. Mas isso não a faz em absoluto ser mais inteligente, parece até que regrediu. Se quisermos realmente ter uma Humanidade mais inteligente, cre…
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"A tecnologia do mundo de hoje torna a atual geração de jovens indubitavelmente mais bem informada do que era a minha, na minha juventude. Mas isso não a faz em absoluto ser mais inteligente, parece até que regrediu. Se quisermos realmente ter uma Humanidade mais inteligente, creio que devemos mesclar a educação antiga com a tecnologia atual. Está mais que provado que a tecnologia sem direcionamento falhou."

Terça-Feira, Madrugada Noite enjaulada A Cidade parece escondida
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Terça-Feira, Madrugada Noite enjaulada A Cidade parece escondida Paisagem parada Não vejo sinal de vida Trancaram todos os portões Estou sozinho comigo Chego a ter medo dessa paz Que se abriga em todos os quintais Todo Mundo foi dormir mais cedo A cor da luz da noite É daquelas que se vê raramente E eu ouço aquele característico Som que sempre emana do silêncio Seu tímbre tem algo de místico Abafando os ruídos da noite Estalidos e crepitares Imagino ouvir distantes Quebrares de ondas que vêm de algum Mar A Lua tem ar suspeito Daqueles de quem sabe algum segredo Mas não conta pra ninguém De jeito algum Há anjos em pé, por sobre as nuvens Fachos de luz, quase que imperceptíveis Cruzam os Céus em movimentos lentos Modorrentos Parece que a qualquer momento Virão pairar pertinho da janela E anunciar que é hora de partir Pra algum lugar Onde eu não quero ir Desejo boa noite Apago a vela Vou dormir