Por que veio a mim e me fizeste escravo
pois o amor dói e faz corroer o coração
e eu quero morrer aos poucos
mas quero morrer sofrendo
quero morrer de falta de amor
eu quero morrer amando.
Se os meus suspiros pudessem
Aos teus ouvidos chegar
Veria que uma paixão
Tem o poder de curar
Não são de zelos
Os meus lamentos
Nem de ciúme abrasador
São das saudades
Que me atormentam
Na dura ausência
Do seu amor
Estar
É curto o tempo
É longo o beijo
É intensa a troca
O calor é desejo
A frase expressa
Na volúpia da paixão
É cavalgar sobre o cetim
Na cama múltipla
Dos amantes
Que aquece
O nosso espalhar
Quando chegávamos ao bar ele era todo alegria com a gente, já tinha um café fresco, bolo de fubá, queijo branco e três fichas para a mesa da sinuca porque na realidade um dos motivos principais era eu e meu amigo paulista disputar umas partidas. E tudo regado a canto de canário da terra que vinha do outro lado da rua onde um bando comia canjiquinha de milho. Nós durante o ano disputávamos uma menor de três toda semana e ao passar dos meses não havia vitorioso o importante era subir a serra e brincar e respirar ar puro.
(Des)amar
Existem razões que o tempo não explica quando há um grande amor a cuidar.
Como também existem razões para deixar um grande amor se findar
No peito se guarda um pote de lembranças que não vão se derramar
Mas na cabeça, esta que gera as atitudes, pode um amor apagar.