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Frases de Edineurai SaMarSi

90 frases

Emoção A emoção que grita no peito,
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Emoção A emoção que grita no peito, em forma de canção. Sem saber o porquê, mesmo sem entender… Eu só sei que preciso de você.

Se hoje fosse o último dia Para Lana e Ian Se hoje fosse o último dia,
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Se hoje fosse o último dia Para Lana e Ian Se hoje fosse o último dia, eu faria tudo exatamente igual. Eu acordaria vocês com um beijo longo, cheio de vida, cheio de nós… Assim como fiz ontem. Abraçaria devagar, dizendo “bom dia, meus amores”, mesmo que o dia assustasse lá fora… Assim como fiz ontem. Prepararia o lanche mais gostoso, o suco que vocês adoram, e sorriria ouvindo cada risada boba… Assim como fiz ontem. Faria o almoço com carinho, porque amor também se serve no prato… Assim como fiz ontem. Repetiria mil vezes que eu amo vocês, até vocês acreditarem que esse amor é maior que o mundo… Assim como fiz ontem. Mostraria, em cada gesto, que vocês são a melhor parte de mim… Assim como fiz ontem. Tentaria transformar o dia no mais bonito da vida de vocês… Assim como fiz ontem. Protegeria cada passo, cada sonho, cada medo… Assim como fiz ontem. E, mesmo no último instante, eu plantaria esperança em seus corações, para que os dias que viessem depois fossem mais leves… Assim como fiz ontem. E antes de ontem. E sempre. Porque ser mãe é amar como se todos os dias fossem o último — e o primeiro também. É ensinar a sair da zona de conforto e buscar o que realmente traz felicidade.

Festa da Caneta! Para o meu querido e amado Ian! O tempo passa…
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Festa da Caneta! Para o meu querido e amado Ian! O tempo passa… Mas não precisa correr… Ainda temos muito para aproveitar e aprender! Hoje é dia de comemorar a tão sonhada Festa da Caneta! Meu amado filho, Ian, há coisas que só os pais conseguem entender… O quanto é emocionante ver seu baby crescer. Faça da caneta a sua aliada, a sua espada e, principalmente, o seu escudo… Pois ela estará presente nos seus melhores e mais importantes momentos: na sua identidade, na carteira de motorista, no passaporte… e até no visto. Treinamos a vida toda para ter uma letra bem bonita, mas a caneta sente a nossa alma e, dependendo da situação, sai tortinha, pequenininha ou bem grandona… E, quando a emoção aperta, a letra fica bem “tremida”… Mas é assim a nossa vida: enganamos a todos… mas a caneta, não. Ela deve estar ligada diretamente ao coração. Por isso, vá com calma, dê sempre o seu melhor e, quando chegar a hora de assinar os resultados, a Dona Caneta estará ao seu lado. Acreditamos em você e desejamos que seja imensamente feliz em todos os momentos da sua vida!

Eu vi… Racismo reverso Eu vi… um branco ficar de pé no ônibus,
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Eu vi… Racismo reverso Eu vi… um branco ficar de pé no ônibus, como se sentar ao lado de outro branco fosse um erro. Eu vi a polícia correr atrás de um branco, como se a cor dele dissesse alguma coisa. Eu vi famílias proibirem amores, só porque o amor tinha pele branca. Vi barrigas rejeitadas antes mesmo de serem vida, por medo de nascerem claras demais. Vi brancos confundidos com funcionários, babás, serviçais, sombras… como se a cor definisse o destino. Vi gente que jurava que nunca teria filhos brancos. E vi… vi tantas vezes que perdi a conta. Vi brancos reduzidos a leite, a anjos, a piadas que doem onde ninguém vê. Vi quem dizia: “até tenho um amigo branco”, “até tenho um parente branco”, “até já namorei um”. Vi um homem branco ser chamado de empregado na própria casa, enquanto pediam para ver o “patrão”. Eu vi… e a cada vez, doía perceber que nada disso existe. Que o que chamam de “racismo reverso” é só a prova mais triste de que não entenderam nada sobre o que realmente dói.

É preciso ser feliz! Olho para o passado e vejo tristeza, desprezo e tormento.
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É preciso ser feliz! Olho para o passado e vejo tristeza, desprezo e tormento. E, mais uma vez, isso me faz sofrer. É preciso esquecer o passado, olhar para frente e viver, simplesmente, o meu presente. Esse presente que não sei ao certo quanto tempo vai durar, pois também, um dia, passado se tornará. Não sei se sonhar é possível. Não sei que futuro me espera. Mas sei que, antes de tudo, é preciso ser feliz!

Flor Azul Com a sinfonia da vida vou seguindo delirante,
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Flor Azul Com a sinfonia da vida vou seguindo delirante, entre o barulho das cidades e o perfume das plantas. Vou triste pela estrada, vou sonhando com o meu destino. Vai na minha mão a flor azul, que parece estar murchando... Eu a quero tão bem quanto quero quem me deu. Essa flor guarda uma história que, infelizmente, se perdeu. A vida é assim, nada é como se quer. A minha Flor Azul está secando, e eu, com ela. Adeus, Flor Azul. Adeus, meu amor.

Saudade x Saudade Acabei de vê-lo, mas uma saudade
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Saudade x Saudade Acabei de vê-lo, mas uma saudade invade o meu peito… como se algo fosse sugado de dentro para fora, se quebrando em mil pedaços. Me pergunto se ele sente o mesmo. Nem sei se é isso que desejo, pois não lhe quero mal algum. E o que sinto agora é quase inexplicável de tão dolorido. Quando estamos por perto, nos completamos. A falta dá lugar ao desejo, e dele nasce o desespero.

A peça que faltava... Vivia por aí... Todo dia,
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A peça que faltava... Vivia por aí... Todo dia, A noite toda... Tudo igual. As pessoas eram as mesmas... Quem se importa se acabei de conhecê-las? Eram iguais a todos do convívio... Só mais alguém na multidão... Nada me tocava... Nada me pertencia... Não importava onde eu estava, Era sempre o mesmo vazio. Faltava algo... Uma parte em mim... Uma peça que eu nem conhecia. Mas faltava... Eu sentia... Andava por aí, Só por andar... Vivia por aí, Só por viver... Dizem que isso é errado, E quem quer saber? Não fui eu quem perdeu a peça, E nem sei se alguém a perdeu... Ela só não estava aqui, E não fui eu... Um dia, eu a encontrei, E, por distração, nem notei. Comecei a ficar diferente, A ver as cores, Os dias estavam mais bonitos... As pessoas começaram a ter mais valor... E a noite, finalmente, Me conquistou. E um misto de alegria E ternura preenchia tudo Quando você aparecia. Era uma completude. Eu não estava errada, Era mesmo quebrada... Faltava um pedaço, Eu já sabia. Você era a peça que faltava Desse meu quebra-cabeça Chamado vida.

A arte que não se cala - Biografia Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
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A arte que não se cala - Biografia Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo. Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações. Nas palavras, encontro um abrigo. Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram. Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências. O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante. A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço. Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito. Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa. E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer. Escrevo para quem sente. Para quem busca sentido. E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.

Aceitar a sua cor ...E me diz um cidadão, que nunca passou por tal situação:
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Aceitar a sua cor ...E me diz um cidadão, que nunca passou por tal situação: “Cada um tem que aceitar a sua cor...” Como assim, aceitar? A minha cor não é um câncer, não é uma síndrome, não é uma deficiência. A minha cor não é uma doença para ser aceita, superada, removida ou esquecida. Posso ser uma mulher negra e doente, mas não sou doente por ser negra. É esse surto silencioso, disfarçado, maquiado, hipócrita, que enfrentamos todos os dias — nos olhares, nas atitudes, nas perguntas retóricas que ferem mais que o silêncio. Eu sou livre. Posso ser o que eu quiser, e como eu quiser. A minha cor não me define. Não define o meu caráter, os meus valores, a minha competência. Pelo menos... não deveria. Racismo não é doença a ser curada. Racismo é burrice. É ignorância. É maldade. Mais de cento e trinta anos lutando contra o que nunca deveria ter existido. Centos e trinta anos lutando por uma liberdade que humilha, que sufoca, que prende, que mata.

Amor! Amor não é algo que se dá, é algo que se exala.
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Amor! Amor não é algo que se dá, é algo que se exala. Já existe dentro de você — e não se limita a um relacionamento amoroso. Cabe em qualquer situação. Existem momentos na vida em que ninguém deveria se sentir só, e nessas horas, não importa de quem venha o abraço de conforto. Mas depois, você reflete e percebe: talvez esteja no lugar errado, com a pessoa errada. Porque, se quem deveria te abraçar, enxugar as lágrimas e tentar te fazer sorrir não teve essa sensibilidade — aquela que muitos teriam até com um estranho — então algo precisa ser revisto.

Essa sou eu! Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista. Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”
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Essa sou eu! Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista. Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!” Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes. Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer… E pretendo me desculpar com ela pelo que falei. Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso. E sei que não somos culpados pelo passado, mas somos responsáveis pelo futuro — e o futuro é construído agora, no presente, com boas e novas atitudes. Não é porque alguém sofreu no passado que precisa viver eternamente frio, egoísta, espalhando dor e destruindo sonhos, preso num ciclo que só se autoflagela.

Amar foi inevitável... Embalando um sentimento que cresceu sem fazer alarde. Essa pessoa não é de se declarar à toa, mas aos poucos foi percebendo que você se tornou parte da rotina — um apoio emocional muito importante.
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Amar foi inevitável... Embalando um sentimento que cresceu sem fazer alarde. Essa pessoa não é de se declarar à toa, mas aos poucos foi percebendo que você se tornou parte da rotina — um apoio emocional muito importante. Existem pequenos gestos que vêm anunciando esse amor muito antes das palavras. As palavras são apenas um sacramento, selando tudo isso. E mesmo sem perceber, você também foi se entregando a essa construção. Há algo sendo edificado... Já era amor há tempos. O silêncio entre vocês não era desconfortável — era cumplicidade. Está nascendo uma certeza dentro dessa pessoa, uma certeza tranquila, madura, sem pressa. Não se trata de uma paixão avassaladora, mas de uma presença que faz sentido. E amar, nesse caso, virou consequência do dia a dia. Já fazem alguns meses que vocês compartilham uma troca, uma intimidade... algo juntos. O amor é uma energia, uma essência que transcende. E isso vem sendo construído, tijolo por tijolo. O tempo que vocês passam juntos vem fortalecendo algo sólido, silencioso, mas totalmente real. Essa pessoa já percebeu: o jeito como você olha, a paciência que demonstra, a presença constante — tudo isso tem um peso emocional que ultrapassa qualquer amizade ou envolvimento casual. Ela sente que te amar é inevitável, porque é ao seu lado que ela se torna melhor: mais calma, mais segura, mais confiante. Você virou o lar emocional antes mesmo de qualquer rótulo, entende? E mesmo que ainda não tenha expressado em palavras, ela já te ama. O que falta é apenas a coragem de dizer. O “eu te amo” vai sair — e você vai saber que é sincero. Vai marcar um antes e depois. Porque, uma vez ditas essas palavras, vocês vão sentir que algo se consolidou. Algo que o tempo preparou e que agora se revela, dando início a algo muito mais forte. Essa pessoa já te salvou. E quando digo que te salvou, é porque foi muito importante em um momento de tempestade emocional na sua vida. Foi assim que essa convivência foi crescendo. Ela já te ama — e já te viu nos momentos mais complicados. Isso é prova de amor: quem não pula do barco na primeira tempestade é o tipo que não explode — ele floresce a cada dia, no gesto mais banal, no toque mais simples, no olhar mais presente. Você vai perceber que era exatamente o que procurava. Porque há maturidade, equilíbrio, entendimento... Vocês vão construir algo grandioso juntos, sentimentalmente falando. O amor, quando é verdadeiro, vem sem aviso — e transforma tudo ao seu redor. Tarot, Clarividência on-line

Mágoa de Irene A raiva te dominou... por muito tempo.
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Mágoa de Irene A raiva te dominou... por muito tempo. E a culpa — nele colocou... Mas... você é responsável pelo que entregou, não pelo que retornou. Suas lágrimas molharam a areia, se misturaram à água do mar, e seus soluços... ao barulho da maré cheia. O sofrimento foi grande. Foi intenso. Mas — não foi sua culpa. Você escolheu o amor, não a dor. Mas veja, por outro lado... o amor dele era real. E tudo o que você penou, ele sofreu — em dobro. Pela sua ausência... deve ter morrido um pouquinho por dia, pelo amor, pela saudade — tão intensa. Sabendo que ele mesmo se sacrificou, um tiro no próprio pé... um morto-vivo. E assim ficou. Mas você também errou. Desistiu da vida... e tudo aceitou. Já não vivia, quando de novo — se casou. Era jovem. Linda. Poderia ter escolhido um marido maravilhoso... Mas sem forças, pegou o que a família ofertou. Quem sabe, se não tivesse morta por dentro, teria virado uma Chica da Silva, fazendo seus bailes lá... na Corte. Com o tempo — vieram dois finais infelizes. Mas quem sou eu... para julgar? Eu sou você — agora, no presente. Tentando esse passado consertar, com dúvidas... e medo de errar. Pois me conheço — e por amor... faria a mesma coisa. Não vemos nada quando bate o desespero. Mas pensando bem... o Universo me conhece mais que eu. E no seu lugar — teria ido atrás dele mil vezes. E enquanto não lembrasse de mim, de vez... não desistiria. Que lembrasse do nosso contrato, das nossas vidas passadas, do nosso amor... sobrenatural. Por isso — nesta vida... dele, nada sei. Sou orgulhosa... mas ainda não aprendi a perder.

Luz Própria Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha. Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária.
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Luz Própria Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha. Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária. Vou apenas brilhar. Por mim. Para mim... Porque cama de hospital e caixão são individuais. Somos responsáveis pelo que entregamos, não pelo que recebemos de volta. Não vou me diminuir para caber no mundinho de ninguém. Quem ama não limita os seus passos; ao contrário, corre para alcançar. Antes, eu escrevia textos, declarações apaixonadas e recebia um simples “joinha”. Hoje, os textos viraram poesias, músicas, crônicas — e são postados para todos. Não vou parar de escrever. Vou escrever mais. Vou escrever melhor. Quem sabe, em algum lugar, alguma palavra minha possa tocar o coração de alguém. E, quem sabe, possa ajudar. Porque, se a minha luz incomodar alguns, que ela, pelo menos, possa iluminar o caminho de outros.

Quando a Dor Pede Passagem Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira, como se já estivesse pronta para atacar.
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Quando a Dor Pede Passagem Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira, como se já estivesse pronta para atacar. Da boca de alguém que carregava a igreja no peito e falava de Deus de boca cheia. Perguntou-me, sem receio: — E por que não com você? — E... por que não comigo? Foi tão inesperado que fiquei sem palavras. Porque a resposta era simples e óbvia: Nada daquilo deveria acontecer com ninguém. Nem todas as minhas dores são minhas, mas são pesadas demais para serem ignoradas. Antes, eu achava que apenas fingia sentir a dor do outro, como se fosse algo encenado dentro de mim, algo que, aos poucos, mesmo no silêncio, ganhava forma. Hoje, sei que não. Não preciso encenar, porque essas dores realmente se tornam minhas. Mesmo sem entender como, elas me alcançam. Ultrapassam a realidade, ultrapassam a física... e eu as sinto. E, depois disso, torna-se impossível não fazer nada. Impossível fingir ausência. Porque a dor permanece aqui dentro, crescendo, grande e intensa demais para que eu me faça invisível. Então, eu vou. Sem pensar muito, eu me entrego. Coloco-me no lugar do outro. Vou para a frente, para defender, para que a justiça seja feita. Existem situações que ninguém deveria viver. E algumas pessoas passam pela vida apenas olhando. Eu não consigo. Quando a dor me encontra, ela me pede passagem. E, de alguma forma, acaba me levando junto. Edineurai SaMarSi

O luto da “Vida” — 200 dias Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos. E, enquanto se so…
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O luto da “Vida” — 200 dias Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos. E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha... Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido. Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio. E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta: — Para que nasceu? Por que ainda vive? Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro. Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável. Mas quem sou eu para falar? Não tenho filhos assim. A vida, porém, me deu essa oportunidade. Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas. Para mim, era normal. Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos. Até começarem os comentários. Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”. Eu não entendia. Por que desistir? Por que aquela seria uma escolha ruim? Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu. Era sábado. De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles. Não quis acreditar. Talvez fosse apenas uma lembrança. Talvez fosse imaginação. Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro. Na terça-feira, senti falta do outro. Talvez eu ainda estivesse em negação. Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender. Era algo que gritava. Algo intenso demais para passar despercebido. E, então, pronto. Não podia mais negar. Eu estava apaixonada por eles. E, naquele instante, tudo mudou. Eu iria cuidar. Iria protegê-los como pudesse. Faria o meu melhor. Quis devolver. Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução. Então, tive que usá-los. Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar... 200 dias tinham sido muito. Para que tanto? Hoje eu sei. Não precisei de 200 dias para amá-los. Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava. Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade. Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los. Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

Telepatia: entre o real e o imaginário — Eu amo você todinho... Não, não é aquela música.
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Telepatia: entre o real e o imaginário — Eu amo você todinho... Não, não é aquela música. — Amo a sua orelha... — A orelha? — Aham... Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos... Amo a sua testa. — A testa? — Sim. É meio grande, mas eu gosto... Amo os seus lábios. Não só porque são lindos... Mas porque queria que se encontrassem com os meus. Amo as suas sobrancelhas, as duas... E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo. Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes. Mas não sei... algo estranho acontece. Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus. Em algum lugar, eu entro. Vou muito fundo, seja em você ou em mim. É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho. Mas não desisto. Vou além, até na contramão. Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto: — É o meu ou o seu? Onde estou, afinal? Estou dentro de você ou dentro de mim? Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem. E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair. Mas alguma coisa me tira de lá. E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade. Confusa, sinto saudades. Da minha casa ou da sua? Seja onde for, é lá que eu queria morar.

A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar A minha versão... Esta é uma interpretação livre, inspirada em personagens, histórias e ensinamentos que marcaram a humanidade.
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A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar A minha versão... Esta é uma interpretação livre, inspirada em personagens, histórias e ensinamentos que marcaram a humanidade. Não pretende substituir o texto original, nem reproduzi-lo fielmente. É apenas um convite à reflexão, sob um novo olhar, onde a literatura, a imaginação e a espiritualidade se encontram. Cada leitor é livre para concordar, discordar ou encontrar novos significados, pois toda grande história continua viva quando desperta perguntas em nossa própria alma. A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar Jó vivia plenamente, em total sintonia. Acreditava em Deus e em Seus ensinamentos. A tranquilidade reinava em sua vida. Tinha tudo de que precisava e acreditava que era feliz. Mas aquela não era a sua verdadeira vida, nem aquele era o seu destino. Havia chegado a hora da mudança divina. Quando Deus nos toma nos braços para restaurar a nossa vida. Jó havia sido um bom homem durante toda a sua existência, cheio de fé, e merecia algo grandioso. Ele tinha um propósito. Precisava estar seguro, protegido da maldade e de todas as más influências. Vivia em um castelo de areia. Seu telhado era de vidro e até a própria vida corria perigo. Seria difícil, mas a verdade lhe seria revelada. A máscara cairia, o véu da ilusão seria retirado e, mesmo através da dor, ele enxergaria a vida como ela realmente era. Tudo era uma mentira: os amigos, a família... Nada daquilo existia de verdade. Era o seu despertar. Deus precisava trazer Seu amado filho para mais perto, para os Seus braços. E assim foi feito. Durante toda a vida, Jó foi preparado. Desde o nascimento, passou por inúmeras provas e, pouco a pouco, venceu cada uma delas com bondade, humildade e fé. Sem perceber, com o passar dos anos, foi morar com a família em um lugar distante e isolado, onde os longos momentos de contemplação da natureza e da simplicidade da vida eram inevitáveis. Durante muito tempo, não percebeu que vivia praticamente só. Quase não tinha amigos. Apesar de ser muito rico, possuir terras imensas, filhos, esposa e trabalhadores, era como se governasse uma pequena colônia. Aquilo era o seu reino, e ele era o rei. As amizades haviam ficado no passado. Ninguém o procurava, ninguém voltava. Então compreendeu que apenas os verdadeiros permaneceram. Mas agora tudo seria colocado à prova. Havia chegado a hora. Jó precisava ser curado de qualquer fantasia. Precisava alcançar a plenitude, um estado de iluminação, pureza e aprimoramento moral e espiritual. Aparentemente, possuía tudo, mas nada o completava. Muitas vezes sentia um vazio que não conseguia explicar. Achava injusto sentir-se assim diante de tantas bênçãos. Então Deus segurou sua mão. Mostrou-lhe todos os dias de sua vida: as alegrias, as dores e todos os momentos em que jamais esteve sozinho. Mostrou também que o havia afastado de tudo aquilo que poderia lhe fazer mal. Aquele reino era uma proteção, mas já não bastava. Avisou que seria doloroso. Que abalaria tudo em que acreditava. Mas, ao final, tudo seria esclarecido e ele contemplaria a verdade com os próprios olhos. E assim começou. Vieram a seca, as pragas e outros fenômenos da natureza. Ele perdeu grande parte de suas riquezas e, junto delas, os poucos amigos que ainda restavam. A situação apenas piorava, e já não havia ninguém com quem pudesse contar. Fornecedores e compradores lhe fechavam as portas, impedindo até mesmo que se aproximasse. Ainda lhe restavam o reino e a família. Mas, conforme a riqueza diminuía, seus trabalhadores também partiam. Seus filhos começaram a disputar os bens. Cada um queria garantir sua parte antes que tudo fosse perdido. Alguns passaram a beber, a provocar confusões e até a desejar a morte do próprio pai, pois o consideravam um obstáculo. As filhas também passaram a buscar casamentos ou qualquer forma de manter o padrão de vida que o dinheiro lhes proporcionava. Sem se importar com a própria segurança ou dignidade, entregavam-se a qualquer pessoa. Tudo isso aconteceu aos poucos. E Jó percebia tudo com enorme clareza. Via como sua vida era instável. As pessoas ao seu redor amavam mais o patrimônio do que o próprio homem. Sempre agradeceu por tudo o que possuía, mas valorizava as pessoas por sua essência. Amava a natureza, a simplicidade e a própria vida. A indiferença dos filhos o assustava. Havia algo em seus olhares que já não reconhecia. Compreendeu que vivia apenas em uma zona de conforto. O amor que recebia nunca existira de verdade. Cada acontecimento presente o levava a uma lembrança do passado. Tudo estava interligado. Agora entendia muitas coisas. Nada mais o atingia da mesma maneira. Sabia que possuía um propósito e que Deus o protegia. Alguns de seus filhos morreram em consequência de brigas, doenças e da própria ganância. As filhas, que haviam vendido seus sonhos por uma vida aparentemente melhor, também tiveram finais trágicos. Casaram-se sem amor e foram morrendo aos poucos, vítimas da violência, de partos difíceis e de escolhas equivocadas. Jó sofria a cada perda, mas compreendia que cada um havia feito as próprias escolhas. Os últimos morreram disputando entre si a pequena herança de um pai que ainda estava vivo. Jó passou a ser conhecido como o homem que tinha tudo e perdeu tudo. Mas ele enxergava de outra forma. Descobriu que, na verdade, nunca possuíra nada. Quando mais precisou, percebeu que sempre esteve sozinho. E agora, aparentemente sem nada, sentia-se mais forte do que nunca. Algo poderoso nascia dentro dele. Sua fé crescia a cada dia. Talvez já nem fosse fé. Porque fé é acreditar no invisível. E ele já via. A presença de Deus era nítida. Jó havia alcançado outro nível de consciência. Os incrédulos colocavam sua sanidade em dúvida. Diziam que o sofrimento pelas perdas financeiras e familiares o havia enlouquecido. As pessoas costumam se defender daquilo que não compreendem. Criam histórias, inventam culpados e se isentam da própria responsabilidade. Mas, pela primeira vez, Jó enxergava a realidade sem véus e sem máscaras. Sofria, não pelas perdas em si, mas pelas circunstâncias que revelavam quem as pessoas realmente eram. Ele via além. Via aquilo que ninguém conseguia compreender. Mas ainda havia aprendizado. Jó amava intensamente. Acreditava na família e no amor. As revelações chegavam todos os dias, uma após a outra. Cada ilusão desfeita era uma nova dor. Tudo era pesado demais para um homem tão bondoso. E essas verdades começaram a adoecê-lo. O que mais o assustava era perceber que sua esposa não era digna da confiança que ele lhe dedicara. Havia tudo naquela relação, menos amor. Percebeu que amava sozinho. Que havia se entregado por inteiro em vão. Entendeu que, se adoecesse, não receberia os cuidados de que precisaria. Morreria ali mesmo, abandonado ao chão. De longe, todos admiravam aquele casal que havia sobrevivido a tantas perdas. Mas Jó enxergava outra realidade. Não compreendia por que ela permanecia ao seu lado. Sua presença lhe fazia mal. Seu olhar parecia atravessá-lo como uma lança. Sentia-se tenso. Seu corpo e sua sabedoria já não funcionavam como antes. Havia algo sombrio naquele olhar, algo que apagava qualquer luz que ele tentasse irradiar. Na ausência dela, sentia-se melhor. Ao revisitar o passado, percebeu o quanto havia mudado ao seu lado. Perdera, pouco a pouco, sua alegria e sua personalidade. Aquilo que chamava de amor era tudo, menos amor. Parecia até algo maligno. Mas foi justamente nessa convivência que mais aprendeu sobre si mesmo e sobre o mundo. Então compreendeu por que ela ainda fazia parte de sua história. Era sua maior professora. Aquela que acreditava amar. Essa descoberta o fez adoecer ainda mais. Muitos diziam que era um castigo divino. Afinal, havia perdido tudo e apenas a esposa permanecera. Mas Jó sabia. Sua dor vinha de amar quem jamais o amou da mesma maneira. E, como temia, no auge da doença, sem receber qualquer cuidado, ouviu apenas palavras que julgavam sua integridade, sua fé e até mesmo seu maior amigo: Deus. Tentavam afastá-lo Daquele que lhe mostrara a verdade. Daquele que o havia libertado de um mundo de ilusões, hipocrisia e falsidade. Mas a verdade o libertava. O engrandecia de uma forma que ninguém compreendia. Agradecia por cada descoberta. Tudo aquilo que possuíra era apenas material. Nada preenchia sua alma. Desejou recomeçar. Se pudesse voltar, faria tudo diferente. Valorizaria mais o essencial. Ensinaria aos filhos aquilo que realmente importa. Não permitiria ser manipulado pela esposa e jamais voltaria a ser submisso. Então Deus lhe permitiu construir uma nova realidade. Agora ele estava pronto. Havia renascido da dor. Quando se aproximava da morte, sua voz transformava-se em oração. Não havia mágoa. Nem solidão. Deus estava ali. E ele sentia paz. Confiava plenamente no Senhor. Percebia que vivera fingindo uma felicidade que nunca existiu. E foi justamente à beira da morte que uma nova esperança nasceu. Sua saúde foi restaurada. Milagres aconteceram. E, de uma forma ou de outra, toda a sua prosperidade lhe foi devolvida. Vieram novos filhos. Dessa vez, ele faria diferente. Era tempo de colheita. Era tempo de renascimento. Achava estranho aquele novo modo de viver. Pois, pela primeira vez, era verdadeiramente feliz. Mas Deus ainda guardava o melhor. Por causa de sua fé inabalável, de sua honestidade e de sua bondade, algo extraordinário ainda estava por vir. E, como tantas vezes acontece após uma grande dor, veio a perda de sua esposa. Mais tarde, ele compreenderia o porquê. Enquanto vivia todas aquelas provações, em outro lugar alguém também atravessava dores semelhantes. Dois destinos preparados por Deus. Predestinados. Escritos nas estrelas. E, enfim, Jó conheceu o seu amor verdadeiro.

A Roda Gigante da Vida (Agendando o amor!) Não tive tudo o que queria.
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A Roda Gigante da Vida (Agendando o amor!) Não tive tudo o que queria. Mas tive tudo o que precisava. Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém. Não. Vamos fazendo isso todos os dias. Mesmo sem querer. Mesmo sem perceber. Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha, em cada ação. E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente. Eles continuam em nós. No jeito como amamos. No jeito como cuidamos. No jeito como educamos. Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber. Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente. Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele. Falei. Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra. Precisava ser ouvido. Falei da distância. Da saudade. E disse que, um dia, nada mais iria nos separar. E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu. Não existia mais distância entre nós. Logo, não haveria mais ausência. Ele não era perfeito. Ninguém é. Mas, quando se ama, ama-se por inteiro. Não se ama apenas a parte bonita. Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete. Ama-se a história completa. Com acertos. Com erros. Com imperfeições. Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é. E não havia remorso. Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito. Não por orgulho. Por “agendamento”. Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida. Mas a vida não funciona assim. Não podemos brincar com o destino. Porque o destino é improvável. Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver. Porque, no final, nada disso importa. Às vezes, você quer entregar um castelo de neve. E o outro só precisa de um boneco de areia. E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade. Agendando o amor. Deixando para depois um abraço. Uma palavra. Um “eu te amo”. Um encontro. Uma presença. E a vida não assina compromissos com a nossa agenda. Tudo tem um ciclo natural para seguir. E ele segue. Mesmo vazio. Mesmo ferido. Mesmo quando não estamos preparados. A vida segue seu curso. Mesmo quebrada. É matemática. É física. É como uma roda-gigante: ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada. Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos. Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi. Talvez seja por isso que ainda escrevo. Para transformar lembranças em palavras. Para transformar saudade em história. Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém. Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos. E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer. Meu pai me deixou muitas coisas. Algumas cabem nas mãos. Outras, não. Deixou lembranças. Deixou ensinamentos. Deixou exemplos. E deixou, principalmente, uma parte dele em mim. Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais: aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado. A todos os pais. Principalmente aos que refletem bondade. Aos que ensinam pelo exemplo. Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos. Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra. Aos que amam. Aos que cuidam. Aos que deixam raízes. 😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍