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Frases de Edineurai SaMarSi

90 frases

A minha verdade Enquanto houver verdade, haverá em mim
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A minha verdade Enquanto houver verdade, haverá em mim um grito que não se cala. Pois aqui habita uma sabedoria única, um sentimento inigualável. Onde a destreza provoca incertezas e busca, no íntimo, a soberba. O que se quer é o que se vê, não se inventa. Apenas se compreende, de certa maneira, e não se explica. A vida insiste e, por ora, é o que chega. Nem há busca, nem desespero; por vezes, apenas exagero. Ou talvez, esperança, o que causa anseio. E, no momento, é o que vejo. Busco prazer na simplicidade do acaso, no milagre do amanhecer. Em cada história eu me encontro, mas no amor, eu me perco. Novamente, como matemática básica, não tem erro. Essa sou eu: não guardo segredos, sou sempre do mesmo jeito.

Escrito nos astros Estava escrito nos astros que eu nasci com a missão de te amar. O meu silêncio é a prova de que posso ter você sempre comigo.
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Escrito nos astros Estava escrito nos astros que eu nasci com a missão de te amar. O meu silêncio é a prova de que posso ter você sempre comigo. Ele pode ser grande, mas não é maior que o amor que sinto por você, nem mais longo que o caminho que o destino traçou para nós. Eu e você somos como o vento: vamos, mas sempre voltamos. Se existo na sua vida é porque sou mais você do que eu mesma. Sei que, muitas vezes, pareço egoísta; é apenas medo de que esse amor por você tome conta de tudo em mim. Quero queimar-me nos seus braços, deliciar-me com os seus beijos e, quando amar você, deixar de ser eu para sermos nós.

Prefiro sentir saudade Prefiro sentir saudade Do que ver você
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Prefiro sentir saudade Prefiro sentir saudade Do que ver você Me ignorar. Fingindo que sou Apenas mais uma Na multidão. Que não sente O mesmo que eu... Esse amor tão intenso. A saudade é Imensa, Eu sei... Mas prefiro A distância Do que a certeza De que prefere Não lutar E me esquecer. Talvez, usando Alguma Mágica, Que apague Um amor verdadeiro. Prefiro sentir saudade, Mesmo que doa E destrua os meus desejos. Prefiro sentir saudade A ter que vê-lo Me dando as costas Mais uma vez.

O menino e o furacão Diziam, em silêncio: "É só uma criança com atraso…
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O menino e o furacão Diziam, em silêncio: "É só uma criança com atraso… lá no fundo da sala, com uma folha branca nas mãos." Eu sei — é o que todos pensam, mas não dizem. Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar, na prática, a inclusão. Decoram nomes, enfeitam diagnósticos, mas esquecem do essencial: ver. Eu nunca tive alunos, e sim histórias com nome: Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela… cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade, mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los. E ele… O menino da cadeira de rodas, de movimentos curtos, quase ausentes, fazia desenhos incríveis que ninguém via — porque queria a perfeição e, quando não saía em total sintonia, por cima do desenho criava um furacão. Rasgava o próprio céu, girava sobre o que tinha criado, cobria tudo — como se dissesse, sem voz: “Se não for inteiro, ninguém vai ver.” E ninguém via mesmo. Mas eu vi — vi além. Tentei falar, e ninguém se importou… Para que dar trabalho, se ele já estava quieto, ocupado, com uma folha na mão? Era apenas um estágio. E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas: A dele — gritando por reconhecimento. E a minha — aprendendo o peso de não ser ouvida.

O amor é azul Parada contra a parede, mais um obstáculo...
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O amor é azul Parada contra a parede, mais um obstáculo... Olhei para trás — só havia ruínas. Voltar não é uma opção. Como seguir sozinha, sem ânimo, sem condição. Sinto uma mão na minha, alguém ao meu lado... O amor da minha vida está aqui — e era tudo o que eu precisava. Escalar era a única saída. Seria perigoso — ele me disse. Mas respondi que conseguiríamos... Já no alto, impossível descer... — Faz um arco-íris — ele sugeriu, como você fez da outra vez... E assim foi feito: um grande e lindo, com cores vibrantes... E ele nos levou a um belo campo distante... Ele sorriu e perguntou: — E onde está o tesouro? E eu respondi: — Você é o meu pote de ouro no final do arco-íris... Mas aquilo mexeu comigo... De novo, eu o levei para onde não pertencia... Afastei-me, olhei ao redor, e tudo eram plantas e flores... Era o meu mundo — não o dele — sem nenhuma atração, sem realeza... As nossas diferenças eram gritantes: água e vinho, branco e negro, dúvida e certeza... As suas mãos, tão lindas, delicadas e macias... As minhas — cansadas, cheias de cicatrizes... O amor é azul — um jeito bonito de chamar de esquisito... Doeu perceber. Aproximei-me novamente e me desculpei por levá-lo a um lugar que era só meu... "Te afastei... com medo de não te caber. Mas você ficou." Me olhou — como quem nunca teve dúvida — e disse baixinho: — O nosso amor é único e verdadeiro. E o meu lugar é ao seu lado... pois somos um só, e não existem barreiras. E naquele instante, entendi: o amor é azul... estranho, profundo, e infinito. 🌛☀️

A ciência e o Amor Amar não tem a ver com reciprocidade. Na verdade, é raro encontrar um amor de verdade, incondicional. A pessoa já nasce apaixonada — ama sem saber, sem conhecer. Ama nesta vida e em outra, talvez espiritual…
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A ciência e o Amor Amar não tem a ver com reciprocidade. Na verdade, é raro encontrar um amor de verdade, incondicional. A pessoa já nasce apaixonada — ama sem saber, sem conhecer. Ama nesta vida e em outra, talvez espiritual… apenas ama e espera. Não há perguntas, muito menos respostas. A ciência é linda, mas limitada. E, no íntimo, a pessoa sabe quem é… e sente a sua contraparte — um estranho que te completa.🌛🌞

Entre o toque e o cuidado Às vezes, não é sobre o outro… é sobre o preconceito que mora dentro dele —
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Entre o toque e o cuidado Às vezes, não é sobre o outro… é sobre o preconceito que mora dentro dele — ou dentro de quem o protege. Eu nunca soube ver “deficiências”. Vejo energia. Sinto presença. E, quando a minha energia encontra a do outro, nasce em mim um gesto simples: um abraço, uma palavra, um carinho que não pede explicação. Mas o mundo anda na defensiva… e o afeto, que deveria ser leve, vira invasão aos olhos de quem tem medo. Eu não me aproximo sem caminho. Sempre há um antes — uma convivência, um silêncio compartilhado, um laço invisível se formando devagar. Outro dia, me disseram: “Ela é adulta.” E aquilo ficou em mim. Voltei para dentro, revisei meus gestos, me procurei nas minhas intenções… e encontrei o mesmo de sempre: carinho. Porque com todos é assim — e de todos, o carinho voltou. Mas, ainda me contive. Segurei o gesto. Guardei o abraço. Mesmo sentindo que, às vezes, quando o afeto não é recebido, não é recusa… é proteção de alguma dor. Depois, veio a confirmação: existia, sim, um cuidado ali, uma história sendo tratada em silêncio. Mas eu não desisto. Nunca desisti de ninguém. No Natal, prometi um abraço. Antes que dissessem outra vez o que ela já não era criança, eu disse o que eu era naquele instante: “Eu gostaria muito de receber "esse" abraço… mas, já que não é possível, então eu apenas dou.” Porque amar, às vezes, é isso: não esperar retorno, não medir resposta, não endurecer o gesto. Só ser. Talvez o mundo confunda idade com sentir. Mas nem todo corpo acompanha a alma no mesmo tempo. Há quem tenha trinta… e um coração de oito, delicado, sensível, ainda aprendendo a confiar. E há quem force encaixes, rótulos, aparências — como se crescer fosse caber em uma forma pronta. Mas sentir… sentir nunca obedeceu calendário. E eu sigo assim: Me aproximando com cuidado, respeitando limites, mas nunca deixando de oferecer o que há de mais bonito em mim — o afeto. 🌛☀️

Feliz Páscoa!!! (Somos tudo e nada) Mais uma data especial para agradecer pela saúde,
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Feliz Páscoa!!! (Somos tudo e nada) Mais uma data especial para agradecer pela saúde, pelas pessoas e por cada momento vivido… por tudo. É o universo deixando claro o quanto somos frágeis e o quanto a vida pode ser imprevisível. O que se quebra é para sempre… Mas não precisamos colar os pedaços. Com os cacos, podemos fazer algo novo. Uma nova amizade, um novo conceito… A partir de uma mesma pessoa, de uma mesma situação. Pegar o que for bom: as experiências, as expectativas, as oportunidades… E construir, juntos, um novo caminho a seguir. Não reconstruir — porque buscamos o novo todos os dias. Recomeçar, também não… começar. Não “renascer”, e sim nascer. Nascer a cada dia, depois de cada batalha. Veja as alegrias do outro, mas nunca queira estar no mesmo lugar, porque ninguém sabe o custo de cada sorriso. Cada um carrega a cruz e os calos que conquistou, assim como a dor e o peso de suportá-los. Somos tudo e nada… Hoje podemos ser tudo, e amanhã, nada.

Aquele dia — Pai Sonhei com o meu pai. Ele me abraçava com tanto amor e ternura…
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Aquele dia — Pai Sonhei com o meu pai. Ele me abraçava com tanto amor e ternura… E eu sabia que seria por pouco tempo. Mais uma vez, quis fugir, porque não suportaria me despedir. Mas ele me segurou e me abraçou novamente, até que acordei… Quase um ano esperando por um abraço que acalmasse a minha alma e aquecesse o meu coração — e, finalmente, aconteceu. Naquele trágico dia, esperei por um abraço assim: alguém que me acolhesse, que acalentasse o meu coração, um abraço silencioso que fizesse a minha alma voltar. Mas, naquele dia, entendi que a única pessoa capaz de fazer isso por mim era justamente quem estava no caixão. Nunca vou dizer adeus, passe o tempo que passar… Hoje sei que não preciso fazer isso, porque ele não vai a lugar algum. Sempre estará aqui comigo, me guiando — como disse que faria.

A missão de Jesus Jesus foi o escolhido para cuidar das almas que caminham na Terra…
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A missão de Jesus Jesus foi o escolhido para cuidar das almas que caminham na Terra… A cruz — talvez — tenha sido apenas parte de um roteiro maior, um chamado silencioso, uma tentativa de tocar corações adormecidos. Porque sua missão nunca foi a dor… sempre foi o amor. E ainda é. Ele permanece — na espera suave de quem precisa, no amparo invisível de quem cai, no silêncio que acolhe. Enquanto existir uma única alma perdida, uma única lágrima esquecida, Ele não parte… Ele fica.

Seu filho - em outra família A vida espiritual não tem volta. Uma vez sentida…
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Seu filho - em outra família A vida espiritual não tem volta. Uma vez sentida… você nunca mais é a mesma. Talvez você não entenda agora — mas o que é seu… encontra um caminho. Sempre encontra. O texto diz que volta como neto. Mas eu sinto que pode vir antes… em qualquer rosto, em qualquer criança que cruza o seu caminho. Sem anúncio. Sem milagre visível. Só presença. E, ainda assim… você reconhece. No meio de mil, é aquela. Algo chama. Algo pulsa. Algo sussurra: é ela. E você escolhe… de novo, e de novo, mil vezes, se for preciso. Porque o amor — quando é de verdade — não precisa de explicação. Nem de forma. Pode vir em uma criança especial ou de outras maneiras não convencionais. Você vê traços, marcas, gestos… um pedaço seu em alguém que não te pertence. E, mesmo assim… é. Vem uma paz estranha, dessas que abraçam por dentro. Até que, um dia, distraída, ela te chama de “mãe”… tão natural que o mundo para por um segundo. E a lágrima vem — não de tristeza, mas de reconhecimento. Eu não sei se isso é bênção ou prova. Ver de longe… amar em silêncio… esperar. Mas, no fundo, fica a certeza quieta: o amor não se perde. Ele só muda de caminho… até voltar pra casa.🌞🌜

Luz que não se apaga Lana e Ian, um dia eu me escondi
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Luz que não se apaga Lana e Ian, um dia eu me escondi para caber no mundo… diminui quem eu era para não incomodar. Mas vocês foram criados diferentes. Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes, confiantes e com personalidade... A vida, às vezes, ensina pela dor — mas eu peço a Deus que vocês aprendam pelo amor. Que a fé de vocês nunca se apague, que a bondade não endureça e que os seus corações sempre reconheçam o que é verdadeiro. Que rezem e agradeçam sempre. Que orem pelas pessoas e por todos os seres vivos, para que fiquem sempre bem e protegidos de todo o mal... Nunca deixem de acreditar nas pessoas, nunca guardem rancor e ouçam os seus corações. Que, com o tempo, aprendam que as coisas ruins existem para algo ainda maior... Enfim, eu criei vocês para brilhar. Que sejam sempre luz na vida de alguém. Então, levantem sempre a cabeça, estufem o peito e andem como donos do mundo. Não se diminuam. Nunca. Quem ama vocês de verdade não caminha ao lado limitando — corre para acompanhar. E, se algum dia tudo parecer incerto, olhem para dentro… é lá que Deus sussurra. No Reino de Deus, nada se abaixa para caber — só entra quem vibra na verdade. Só quem for realmente capacitado fará parte. Então, meus filhos, não se apaguem. Brilhem e, simplesmente, sejam felizes... Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam. Eu amo vocês! Edineurai SaMarSi

Forma de sentir Não sei dizer se o que escrevo é poema ou poesia…
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Forma de sentir Não sei dizer se o que escrevo é poema ou poesia… acho que só sigo o que o meu coração diz. É expressão em estado bruto. Talvez uma prosa poética — quando narrativa e poesia se misturam até não dar mais para separar onde termina uma e começa a outra. Eu não me preparo para escrever — eu sinto… e as palavras vêm. Às vezes em silêncio, principalmente quando estou ansiosa, triste ou nervosa, elas vêm em rimas, como se a vida, por um instante, virasse melodia só para me confortar. Como um drama, um conto ou romance antigo — talvez de filmes ou de uma época desconhecida. Escrevo quando algo transborda, quando aperta, quando precisa existir fora de mim. As palavras apenas saem — e eu as escrevo. Não sigo regras, não penso demais… apenas deixo acontecer. As frases vêm como ondas: às vezes calmas, às vezes quebradas, às vezes interrompidas… como quem respira fundo ou engasga com o próprio sentir. Dou saltos — de assunto, de emoção — como batidas irregulares de um coração apaixonado. E, muitas vezes, quando termino, leio de novo com um certo estranhamento — como se não tivesse sido eu… mas, ao mesmo tempo, sabendo que nunca fui tão autêntica assim. Talvez não seja texto. Nem poema. Muito menos poesia. Talvez seja só o meu jeito de sentir ganhando forma. 🌙

Entre dois mundos Não sou do tipo “normal”. Mas eu sempre tive histórias
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Entre dois mundos Não sou do tipo “normal”. Mas eu sempre tive histórias que não cabem no comum. Logo depois da adolescência, vivi algo que nunca esqueci. Acordei… ou achei que acordei. Levantei da cama e caminhei até a porta do quarto. Tentei abrir. Uma vez. Duas. Várias… Nada. Foi então que, sem entender, olhei para trás — e me vi. Deitada. Dormindo. Havia duas de mim no mesmo espaço: uma presa no corpo, outra presa no quarto. Me aproximei devagar… como quem teme atravessar um espelho. Tentei me acordar — toquei, chamei… mas era como tentar alcançar o vento. Voltei até a porta. Insisti mais uma vez. Nada. Então desisti. Voltei para a cama. Sentei ao meu lado e, meio irritada, meio rendida, falei: — Já que não consigo sair… vou ficar aqui, esperando você acordar. E esperei. Sem saber o que havia lá fora, sem saber se alguém poderia me ver, sem saber, sequer, onde eu realmente estava. Depois… acordei. Como se nada tivesse acontecido. Mas, aos poucos, as lembranças foram voltando — como ecos de um lugar onde ainda existo. Nunca entendi por que fiquei presa naquele dia. Mas entendi outra coisa: eu vou. Vou a lugares, tempos, dimensões… E, às vezes, nem preciso estar dormindo. Sempre vivi entre dois mundos. E, por muito tempo, tentei negar isso. Fingir. Me encaixar. Ser outra. Hoje, não. Outro dia, disse a uma das minhas Pessoas Favoritas: — Eu sou assim. Ou me aceita… ou não. Ela ficou. E, desde então, não questiona mais — admira. Talvez porque, no fundo, todo mistério só assuste até encontrar quem não tenha medo de olhar. E eu aprendi: não existe calmaria sem a coragem da verdade.🌙

Talvez nunca tenha sido depressão… Sempre pensei que a depressão fosse excesso… sentir demais, transbordar por dentro.
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Talvez nunca tenha sido depressão… Sempre pensei que a depressão fosse excesso… sentir demais, transbordar por dentro. Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto: a falta. E, de repente… fez sentido. Atualmente, todos se veem como depressivos… E muitos estão apenas no lugar errado, entre pessoas que não sabem acolher… como um peixe fora d’água, tentando respirar onde não há vida. E tudo o que querem é que o afeto que oferecem um dia retorne. São almas gentis, que não se encaixam em um mundo onde a hipocrisia virou costume. Porque, às vezes, não é sobre sentir muito — é sobre sentir o suficiente em um universo pequeno demais. Com seres presos em uma caixa de autossuficiência… onde não enxergam o próximo. E, então, se decepcionam… principalmente quando são esquecidas, ignoradas, diminuídas. Mas, lá no fundo — bem no íntimo — sabem. Sabem que são luz. E talvez doa justamente por isso: porque sentem quando tentam apagá-las. Sentem tanto… que, às vezes, nem conseguem entender o que se passa dentro de si. E é nesse silêncio confuso que nasce o chamado: aproximar-se de Deus. Não como fuga — mas como reencontro. Porque há um despertar acontecendo, mesmo que doa, mesmo que pese. E todo crescimento… carrega um pouco de sacrifício.

Quando o Tempo Se Revela Nem tudo o que você viu aconteceu agora… algumas coisas só chegaram antes do tempo.
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Quando o Tempo Se Revela Nem tudo o que você viu aconteceu agora… algumas coisas só chegaram antes do tempo. Uma clarividência… um sopro do futuro atravessando o agora. Às vezes vem perto, em minutos que ainda nem chegaram… outras, se estende — décadas à frente, silenciosa e inevitável. Como se fôssemos viajantes do tempo, presos em um mundo onde passado, presente e futuro não caminham em linha reta… apenas se encontram. E então, é preciso cuidado. A mente precisa ficar atenta, firme — para não se perder do agora. Agir naturalmente… mesmo já sabendo o desfecho. Ensaiar surpresa para algo que o coração já reconhece. Fingir normalidade — como quem guarda um segredo grande demais — porque o mundo… ainda não está pronto para saber. 🌙

Final? As pessoas estão pedindo um desfecho… Imagino que este seja o fim:
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Final? As pessoas estão pedindo um desfecho… Imagino que este seja o fim: um contrato onde ela voltaria, pisaria novamente aquele solo — e assim foi feito. Não se trata de um filme de ficção, com guerras e efeitos especiais. Às vezes, só é preciso energia, a frequência, o brilho que emana da alma… e isso basta. Não com estrondo, nem com sinais nos céus, mas como a luz que atravessa frestas: discreta, inevitável… impossível de conter. Não era luta, não era espetáculo. Era ajuste. Pouco, talvez, para um mundo sedento de ilusão — mas suficiente para equilibrar uma situação. Porque o verdadeiro embate nunca foi visto, nunca foi narrado. Afinal, as maiores batalhas não ocorrem neste plano… E talvez — só talvez — isso ainda esteja longe de acabar. 🌙

O muro Em cima do muro me vejo pensativa...
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O muro Em cima do muro me vejo pensativa... Se devo mesmo descer ou ficar aqui... Olho para um lado e para o outro... E lá não vejo, não me encontro... Talvez no muro eu pudesse viver, erguer algo sólido e nunca mais descer. Não carrego dúvidas, nem guardo rancor, mas é aqui, no alto do muro, que encontro meu valor. É a minha forma de me proteger: não me ferir novamente e ainda sobreviver. No muro vou me equilibrando... Segurando-me na vida para não cair. E assim permaneço, tentando descobrir, enquanto o tempo passa, uma maneira de ser feliz.

Ansiedade O meu coração calado antecipa a chegada...
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Ansiedade O meu coração calado antecipa a chegada... Sem poder se conter, entra em desespero... Uma saudade insana, em busca de compreensão... Condena o tempo, que não percebe as suas ações... Julga o Criador e as criaturas por todos esses sentimentos... O passado, o presente e tudo o que pode vir pela frente... Imensa indecisão para uma só opção... E tamanha é a aprovação que expande a esperança... A devoção grita no peito e a certeza desse amor verdadeiro.

Em Seus Braços Deve haver um lugar para mim que seja como em seus braços,
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Em Seus Braços Deve haver um lugar para mim que seja como em seus braços, onde eu consiga ficar em paz. Que seja parecido com você, onde o silêncio me abrace e eu não precise me perder. Um lugar quentinho, como o seu abraço, onde os meus sonhos se acalmem e o meu coração se sinta em casa. Um canto quente e protegido feito o teu aconchego, onde os sonhos fazem ninho e o amor vence o medo. Deve haver um lugar pra mim com cheiro do teu abraço, onde o tempo anda devagar e o silêncio não é cansaço. Um canto manso pra deitar os medos que eu não digo, onde o sonho aprende a ficar e a saudade dorme comigo. Deve existir esse lugar, mesmo longe do teu olhar, onde o meu peito faz morada até você voltar. Se for preciso, eu vou por caminhos sem direção, só pra encontrar o calor que acalma o meu coração. Deve existir, sim, esse lugar em algum canto, mesmo distante, para que eu permaneça até que eu te reencontre.

A Mãe e o Olhar Edineurai SaMarSi Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
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A Mãe e o Olhar Edineurai SaMarSi Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino. Eu a observava. Sempre fui boa nisso. Depois disso, ela nunca mais foi a mesma. A casa seguia arrumada, as portas abertas, o café no horário. Mas os olhos… ah, os olhos… Eram fundos. Vazios. Fazia tudo como antes. A vida seguia. Mas, em seus olhos, algo havia mudado. Não tinham mais alma, não tinham mais vida… As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar. Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava: “Logo isso passa.” Não passou. O tempo andou. Cresci. Tornei-me adulta. Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia. Como se a alma tivesse saído devagarinho e ido atrás dele. Eu não entendia… Até ser mãe. E perceber que há dores que não enterram só um corpo — enterram o mundo inteiro dentro do peito de quem fica. E alguns dias… simplesmente não passam.