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Frases de Edilson Alves

194 frases

Não vi fruto, valia a sombra.
O NOME NÃO DIZ TUDO Em um final de tarde, estando eu, a passear pelas rua do Recife, fui atraído por um vendedor de livros. O sujeito começou a me mostrar os livros mais antigo, percebendo o meu interesse, abriu um grande baú, de onde tirou vários títulos. O titulo que me chamo…
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O NOME NÃO DIZ TUDO Em um final de tarde, estando eu, a passear pelas rua do Recife, fui atraído por um vendedor de livros. O sujeito começou a me mostrar os livros mais antigo, percebendo o meu interesse, abriu um grande baú, de onde tirou vários títulos. O titulo que me chamou a atenção foi “ESPALHA BRASAS”de um escritor Paraibano de nome José Cavalcante. Folhei-o lentamente, e dei de cara com os seguintes versos: Eu sou José Cavalcante Conhecido por Zé bala Moço, fui bicho elegante Velho, foi-se minha gala Mulher a de pouco siso Que me chamam de pidão Eu peço por que preciso E elas porque me dão. Comprei, paguei cinco reais por uma obra tão rara, esse é o valor do escritor brasileiro. Continuei meu caminho, vinte minutos depois, esteva na praça dois irmão, eis aqui um lugar que deveria ser cuidado pensei! Cuidam nada! esses caras querem, é só gastar o dinheiro do povo. Isso eu só pensei, quem repetiu meu pensamento, foi um jovem casal que passava ao meu lado. (até parecia que lia meus pensamentos). poucos minutos depois, estava assentado em um antigo banco de metal, debaixo de uma grande arvore. Em vão procurei algum fruto, afim de identificar a arvore, isso mesmo, frutos, só identifico a arvore pelo fruto, e isso não é um principio bíblico, é falta de conhecimento mesmo. Se tem manga, repito: essa é uma mangueira, se eu vejo goiaba, já a identifico imediatamente como sendo uma goiabeira, e da ir por diante. Não vi fruto, valia a sombra. Fui a leitura, agora com mais calma, sendo interropindo as vezes, por uma mãe raivosa. -sai daí menino, deixa o animal quieto! -mãe, ele quer me morder! Lia, e absorvia cada pagina! Eu sou um tipo de animal que não morde crianças. Ou mordo? Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade. O pensamento cria asas. Passaria o resto da minha vida ali. Aquele banco de ferro, ou era de bronze? Não sei. Só sei que faria dele o meu mausoléu, tal qual Manoel Bandeira. Percorreria as mesmas ruas. Visitaria aquela criança doente. "Em uma casa, a mãe embala uma criança doente". Faria uma reforma na "Ponte Buarque de macedo, indo em direção a casa agra" E como Augusto dos Anjos, "Assombrado com minha sombra magra" Construiria a minha tese em cima dos versos de Mario Quitana. Todos aqueles que atravessa meu caminho Eles passarão Eu, passarinho. Ou simplesmente releria as ultimas estrofes de Zé Cavalcante: Eu peço por que preciso E elas por que me dão. Tudo seria possível, se não fosse aquele grito, que parecia vir do além. Cruel, ou Cruel! Vem aqui por favor! Fui tentado a sair do meu transe momentâneo, e me transporta a vida real. O grito de alguém, chamando outro alguém, eram insistente, Cruel, ou Cruel. Fui forçado a me virar. Mais não fiz isso de forma brusca, agi como que estar em câmara lenta, estava mas curioso em saber quem era Cruel, do que, em quem chamava. Seria algum animal? se fosse, o animal, seria da raça Pit-Bul, sendo assim, seria melhor eu ser cauteloso em meus movimentos. De repente, passa por me um jovem, não era do tipo negrão, Galegão, ricardão. Era apenas um jovem. Era magro, muito magro. fixei meu olhar naquela figura. Seus traços finos, voz suave. No seu andar, tinha a leveza da brisa. Mãos na cintura. Caminhava devagar. Quase parando. Chega até sei interlocutor, poe-lhe a palma da mão no ombro, sacode a cabeça e pergunta: -Que queres? Passavam das seis horas. Levantei. Sair caminhando lentamente, enquarto pensava: O nome não diz tudo.

DEVOÇÃO Não vivo eu, a devoção dos santos Nem tenho em mente a liturgia, feita
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DEVOÇÃO Não vivo eu, a devoção dos santos Nem tenho em mente a liturgia, feita Nas catedrais, que minha fé rejeita Ao pé do altar, na ilusão dos mantos. Não quero ouvir, os rituais em cantos Cobrando juras, de quem não aceita Falsas promessas de uma santa eleita Intercedendo pelos fies em prantos. Se vou a missa aos domingos, e choro Fico em silêncio, e sem ter fé imploro À cada santo, a soluçar eu clamo Não quero o céu, este temido fórum Nem purgatório, que me lava em cloro Vi vê somente a mulher que amo.

LIBERDADE Venho de longe trago marcas nos pés
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LIBERDADE Venho de longe trago marcas nos pés deixo rastros imperceptível sobre as pedras do caminho A minha armadura é de papel Vejo-a, sobre o reflexo sepulcral das águas Dizem que sou estranho E eu, contemplo em silêncio Essa fileira de gravatas Que cercam meu subordinado ser A consciência humana É cercada deste arbítrio livre Que não me deixa dormir. Prendem-me nesta imensurável cruz Enquanto eu grito Liberdade!

QUERENCIA Nada melhor do que querer. Bom mesmo, é quando esse querer, vira
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QUERENCIA Nada melhor do que querer. Bom mesmo, é quando esse querer, vira querencia Querencia de ver Querencia de estar perto. Passam-se as horas O querer aumenta Nada substitui a falta do outro. Querencia todo querer por bem querer vira Querencia. A verdadeira querencia ver os erros sabe que eles existem, porém perdoa. Querencia é quando não se consegue ficar longe É pegação É ligação Alienação sadia. Vontade que vira realidade Realidade que gera aproximação. É bom querer por querer. Deixar ser levado Amar ser amado. Querencia é chorar na despedida E acima de tudo É ter a certeza Que o bem amado Vai fazer de tudo Para está perto Outra vez.

ABSTRATO Nosso amor Tornou-se abstrato.
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ABSTRATO Nosso amor Tornou-se abstrato. Maltrato a rima. Parece difícil Pior... Até no seu pensamento Torno-me abstrato Me mato. Já fui gato Retrato Imediato A jato. Hoje, abstrato Fato Ingrato Rato. Seu trato Fez-me abstrato. Eu não acompanhei Os fatos Por isso me mato. Maltrato a rima. Mas não me furto A difícil tarefa De lhe trazer à mente. E dizer que meu amor Abstrato Vai além deste conceito. E, a cada dia Te quero mais.

AMANTES. (Doces aventuras) Com você
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AMANTES. (Doces aventuras) Com você Vivi a mais linda aventura. Adicionei à vida seu nome. De repente o encontro O desconhecido fez parte De nossa vida. uma aventura, um romance proibido. Dois seres descarados e sem juízo. vivendo na contramão do amor. se amando sem nenhum pudor. amantes incendiados por uma paixão ardente. descobrindo os mais loucos desejos e fantasias Amantes perfeitos de prazer e sedução, cama e colchão, praia e carro. frio e calor, fogo de amor. Depois os xingamentos. Os teus pejorativos O homem que sou A mulher que sabe fazer o que poucas sabem. Desfaz tudo com um sorriso. Eu poderia ter previsto Que uma aventura Com uma mulher bonita Como você Não se esquece nunca.

HISTÓRIA CURTA ▪▪Negrito ▪▪ Texto com cenas fortes.
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HISTÓRIA CURTA ▪▪Negrito ▪▪ Texto com cenas fortes. Negrito. Sempre pensativo Mãe cafetina Passava horas jogando pedra na água. Cigarro de maconha Na mão, um sorriso maroto nos lábios. Negrito, menino bonito Pele morena. Olhos vivos. Sempre acompanhado por seus amigos. Aroudo, 16 anos Batista, 15 anos Eliza, 14 anos. Praticando peguenos furtos. O silêncio da noite Era sempre interrompido Com o grito de pega ladrão. Os becos escuros serviam de esconderijo. Pega ladrão Pega ladrão Pega ladrão. Correria... A loja arrombada Uma joalheria. Tiros. Estilhaços de vidros O guarda foi baleado. Pegaram o ladrão? Mataram o ladrão. Dois tiros nas costas. Negrito Menino bonito Pele morena. Em seu sepultamento Sua mãe, a cafetina Alguns bêbados. Nenhum lamento.

HISTÓRIA CURTA •••••Gilberto••••••• Tinha foguete nos pés
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HISTÓRIA CURTA •••••Gilberto••••••• Tinha foguete nos pés Era isso que os amigos diziam. Quando descia a ladeira Era tão rápido Nenhum dos amigos Conseguia alcança-lo! Aroudo, o amigo mas velho. 15 anos. Negrito, 13 anos Batista, 14 anos Eliza, 13 anos. Gilberto, o mais novo 12 anos. Visto pelos outros Como o mas esperto. O mais rápido. Quem conseguia alcança-lo? Ninguém. De repente a ideia do roubo. Cabia a Gilberto a função De deixar a porta da loja aberta. Os amigos chegariam em seguida. Dito e feito. Gilberto, foguete nos pés. Deixou a loja aberta. Chegaram os amigos Aroudo, Negrito, Batista e Eliza. Gilberto, corpo franzino Pernas finas, rápido na corrida. Esperou, esperou... Dormiu. Os amigos chegaram Não viram Gilberto. Pegaram o que puderam. Na saída, Aroudo, o mais velho. Deixou o gás do fogão ligado. Pela manhã... Ao abrir a porta A explosão... Entre os destroços O corpo franzino de Gilberto.

EU CHORO Eu choro Choro por tudo.
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EU CHORO Eu choro Choro por tudo. Choro de raiva De tristeza De felicidade E de saudade. As lágrimas me fazem entender Me fazem perdoar Ou sofrer. As lágrimas libertam Meus maiores sentimentos. Liberta também Tudo aquilo Que não digo. Eu choro por tudo Porque Eu sinto tudo.

VIVA A ESCRAVIDÃO! O dia hoje foi corrido, cada vez que pensava em parar um pouco para descansar, vinha em mente os compromissos de final de mês. Afinal de de conta, as "contas" só aumentam. Quer saber, até pensei em fazer aqui uma lista de tudo aquilo que tem nos tirado o sono…
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VIVA A ESCRAVIDÃO! O dia hoje foi corrido, cada vez que pensava em parar um pouco para descansar, vinha em mente os compromissos de final de mês. Afinal de de conta, as "contas" só aumentam. Quer saber, até pensei em fazer aqui uma lista de tudo aquilo que tem nos tirado o sono. Achei melhor não. Vivemos atualmente em uma sociedade de civis que não fazem nada sem pensar em uma possibilidade de lucros, e isso tem sido um motivo para tirar o sono de muitos. A cada dia, nós nos escravisamos em um sistema de corruptos, e achamos tudo muito natural. Participamos de caminhadas, erguemos nossas bandeira (ou quase nossa), já que não sabemos por que ou por quem estamos infiltrado nesses cenário criado por outros que não conhecemos, e se conhecemos fingimos que não estamos nem aí. Aceitamos tudo que nos é imposto, vivemos passivamente a corrupção, e assim nos alienamos aos corruptos. Acredito que está na hora de mudarmos nossa bandeira. Eliminando assim, algumas legendas. Ao invés de: "Governo não pode dá educação, porque educação derruba o governo". Seria mudando para: "Fora os corruptos, o povo merece respeito". E por aí vai. Infelizmente, nós não saímos às ruas para bringar pelos nossos direitos, apenas somos usados por um bando de auto assalariados, que se escondem nos escritórios das grandes faculdades, manipulando e tirando o direito de quem já não tem nada para chamar de seu. Um povo que se deixa ser roubado, e ainda defende o ladrão, merece continuar escravo. Um país cujas leis são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo é escravo por natureza. A tempo que deixei de dá milho aos pombos. Os ratos chegam primeiro, levando não somente o milho, mais também os sonhos.

E A BANDA NÃO PASSA... Ainda sou do tempo em que se assetavam na cauçada, para ver a banda passar. Estava atóa na vida o meu amor me chamou...
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E A BANDA NÃO PASSA... Ainda sou do tempo em que se assetavam na cauçada, para ver a banda passar. Estava atóa na vida o meu amor me chamou... Cada um dava conta dos seus afazeres. As mine-saias tremulavam ao vento. Os homens tiravam o chapéu, ao passar em frente a matriz. Se éramos felizes? Talvez. Até que o poeta resolveu avisar. Felicidade foi embora... Hoje, já não temos esperança de ver a banda passar. E nem coragem de assentar à porta, o ladrão passa primeiro. Na verdade, nem dentro de casa estamos seguros. Os corruptos, estão sempre a nos empreitar. Cada um deles, querendo levar vantagem em cima de uma crasse, que ao longo dos anos vem perdendo até mesmo a vontade de sorrir. E a banda não passa... Também não passa a nossa vontade de anular os votos da última eleição. Eu, particularmente, prefiro esperar mais um pouco, só não vai ser na praça, jogando milho aos pombos.