Pular para o conteúdo

Frases de Edilon Moreira

62 frases

⁠SANTUÁRIO Eu sou na vida um emissário... Dono do apropriado destino
Continuar lendo

⁠SANTUÁRIO Eu sou na vida um emissário... Dono do apropriado destino Que se abriga em santuário Que é algo surreal e divino... Esperando os novos dias... Sem conter nenhuma dor Um aspirante de alegrias Por onde esteja ou for... Rabiscando novos versos... Que na poesia eu explicito Se há esforço? Não o meço Trago paz em meu espírito... Sendo grato a cada instante... Por contemplar a natureza O pôr do sol tão radiante O vem e vai da correnteza... Tendo mar em frente à porta... Em seu frenético movimento Com minha morada exposta À mercê de qualquer vento... (SANTUÁRIO - Edilon Moreira, Abril/2025)

⁠TODOS OS DIAS EU VEJO O MAR Todos os dias eu vejo o mar... Vez ou outra, sinto os ventos
Continuar lendo

⁠TODOS OS DIAS EU VEJO O MAR Todos os dias eu vejo o mar... Vez ou outra, sinto os ventos Quase sempre posso versar O que há nos pensamentos... Algumas noites namoro a lua... E mando beijos às estrelas Todas as noites a mão sua Aquiescida pelas centelhas... Na beira do mar é que resido... E acordado prolongo o sonho E para cada verso desmedido O que em mim há, eu disponho... (TODOS OS DIAS EU VEJO O MAR - Edilon Moreira, Outubro/2022)

⁠O SER SENSÍVEL Amo tanto o ser sensível... Que se despe quando fala
Continuar lendo

⁠O SER SENSÍVEL Amo tanto o ser sensível... Que se despe quando fala Que se recobre e é visível Enquanto a verdade exala... E tanto amo a boa música... Quanto a simples poesia Ao juntá-las, fica lúdica Dando uma linda cantoria... Para dedicar a quem amo... E a quem não amo também Pois todos de amor chamo Para que me queiram bem... O ser sensível que procuro... Há de estar n'algum lugar E me deixará mais seguro Se seu amor compartilhar... Em meu tímido romantismo... Nenhum estresse o escurece No fundo... Traz o otimismo Que gratuitamente oferece... (O SER SENSÍVEL - Edilon Moreira, Maio/2022)

⁠ SE TODO POETA MORASSE NO MAR Se todo poeta morasse no mar...
Continuar lendo

⁠ SE TODO POETA MORASSE NO MAR Se todo poeta morasse no mar... Jamais lhe faltaria a inspiração Pois tudo que veria ao acordar Era o horizonte em tridimensão... O sol, a lua, o vento, a maresia... Desfilando em frente à varanda As águas agitar-se noite e dia Conforme fosse sua demanda... Veria milhões de estrelas no céu... Criava poemas de vivo encanto Faria um extraordinário fogaréu Para iluminar o negro manto... (SE TODO POETA MORASSE NO MAR - Edilon Moreira, Maio/2025)

⁠TODO MUNDO TEM UM AMIGO Todo mundo tem um amigo... Mas tem um que é especial
Continuar lendo

⁠TODO MUNDO TEM UM AMIGO Todo mundo tem um amigo... Mas tem um que é especial É aquele que te dá o abrigo Quando sente-se bem ou mal... Um amigo é algo precioso... É às vezes mais que irmão Pois nos ouve silencioso Em qualquer estado de aflição... Há quem viva sem ter muitos... E quem diga que tenha poucos Reafirmando quando juntos Momentos grudados ou soltos... (TODO MUNDO TEM UM AMIGO - Edilon Moreira, Julho/2024)

⁠TODA MÃE MERECE UM POEMA Toda mãe merece um poema... Que enalteça suas qualidades
Continuar lendo

⁠TODA MÃE MERECE UM POEMA Toda mãe merece um poema... Que enalteça suas qualidades Que compreenda seus dilemas Os seus medos, suas verdades... Toda mãe merece uma reverência... Toda mãe merece ser compensada Pela sapiência de sua vivência Pela coragem em sua jornada... Essa mãe heroína, gari ou atriz... Estrela de cinema, professora Cozinheira, faxineira em Paris Delegada, policial ou doutora... Cada uma com sua importância... Cada uma com sua singularidade Cada uma com sua exuberância Tendo menos ou bastante idade... (TODA MÃE MERECE UM POEMA - Edilon Moreira, Maio/2024)

⁠PLANTE AMOR, COLHA FELICIDADE Tendo menos ou mais idade... Não importa sua classe ou cor
Continuar lendo

⁠PLANTE AMOR, COLHA FELICIDADE Tendo menos ou mais idade... Não importa sua classe ou cor Plante amor, colha felicidade Que a vida repõe o que gastou... Fazer o bem sem olhar a quem... Devia ser uma lei na sociedade Sem o desrespeito a ninguém Exaltaria a sua humanidade... Pois há um propósito em tudo... Cada um recebe a sua missão Se a executa bem... É sortudo! E terá sempre a compensação... Não se vem ao mundo para sofrer... E nem tampouco ser humilhado No fundo é para somente obter O que reciprocamente é trocado... (PLANTE AMOR, COLHA FELICIDADE - Edilon Moreira, Fevereiro/2024)

⁠TODO ESCRITOR É POETA? Todo escritor é poeta? Todo poeta é escritor!
Continuar lendo

⁠TODO ESCRITOR É POETA? Todo escritor é poeta? Todo poeta é escritor! A sua poesia é honesta Perante olhos do leitor... Em toda noite tem festa? Nem todo dia faz calor! Quanto de tempo resta? A visitar-me, meu amor... Se o céu é uma linha reta... Ele tem a cor que o dou Nasce lá uma rosa ereta E nasce todo tipo de flor... Há no universo, uma fresta... E ninguém por lá passou É onde o verso atravessa É onde o poeta tem louvor... (TODO ESCRITOR É POETA? - Edilon Moreira, Novembro/2019)

SEM FRAGMENTAR O PRÓPRIO SER Perdurando a jornada da vida... Uns e outros a gente conhece
Continuar lendo

SEM FRAGMENTAR O PRÓPRIO SER Perdurando a jornada da vida... Uns e outros a gente conhece É gente feliz... É gente sofrida E gente que não se esquece... Cruzando nossos caminhos... Ou se distanciando de nós Aquecendo os seus ninhos Àqueles que sintam-se sós... Trajetos fáceis para alguns... E trajetos a outros, árduos Em objetivos quase comuns A brancos, pretos e pardos... Que buscam uma realização... O direito de existir, pertencer Mantendo a relação de união Sem fragmentar o próprio ser... (SEM FRAGMENTAR O PRÓPRIO SER - Edilon Moreira, Junho/2025)

⁠LINDAMENTE Eu quero ficar somente... Debruçado à janela
Continuar lendo

⁠LINDAMENTE Eu quero ficar somente... Debruçado à janela E tudo ver lindamente O mar, o céu, a caravela... Quero o dia iluminado... Quero a meu bem, viver! O meu bem mais amado Ao meu lado sem sofrer... Que tudo seja completo... Sem nada mais a pedir Nesse cantinho seleto O que resta é existir! E brindar pelo momento... Com pedido em oração Que vai no pensamento Mas contém-se no coração... (LINDAMENTE - Edilon Moreira, Dezembro/2020)

⁠DE PÉS DESCALÇOS Meus pés descalços me levam... A outra caminhada matinal
Continuar lendo

⁠DE PÉS DESCALÇOS Meus pés descalços me levam... A outra caminhada matinal E nos pulmões se revezam O tal puro oxigênio e o sal... No caminho traço curvado... Que vai beirando o mar Pelo Criador desenhado Em seu perfeito modelar... Sem pressa vou-me contente... Comigo a pequena tristeza De ser assim tão somente Eu e a primitiva natureza... Em um momento de refletir... Atento dou os meus passos O meu peito sempre a pedir Encontros de mil abraços... (DE PÉS DESCALÇOS - Edilon Moreira, Agosto/2019)

TODA COR TEM A SUA BELEZA Toda cor tem a sua beleza... Toda raça tem importância
Continuar lendo

TODA COR TEM A SUA BELEZA Toda cor tem a sua beleza... Toda raça tem importância Quando se sente a nobreza Bem distante da ignorância... Tanta gente há no mundo... Cada qual com o seu papel E só no ambiente fecundo Não se perpetua ser cruel... Cada um tem o próprio jeito... Sua maneira de se expressar Seu amor quando é perfeito Nada tem o que questionar.... Cada indivíduo tem talento... E do sucesso é merecedor Brilhante no seu momento Gozando dele pleno valor... (TODA COR TEM A SUA BELEZA - Edilon Moreira, Novembro/2022)

⁠RETRATO DE FRIDA KAHLO Passeia o delineante pincel... Por cima da tela em branco
Continuar lendo

⁠RETRATO DE FRIDA KAHLO Passeia o delineante pincel... Por cima da tela em branco E recria-se como num painel A trajetória de dor e pranto... Extraordinária mulher! Infiel... No autorretrato... Seu encanto! Na delicadeza do cru, cruel Sem melancolia sem espanto... Foi uma admirada guerreira... Expôs a sua pintura pioneira Lutou com as próprias armas... Superando-se nos acidentes... Entre amantes e inconfidentes Viveu o glamour e os karmas... (RETRATO DE FRIDA KAHLO - Edilon Moreira, Abril/2021)

POESIA MUNDANA A minha poesia mundana... Não fica parada ao vento
Continuar lendo

POESIA MUNDANA A minha poesia mundana... Não fica parada ao vento Viaja por longeva semana Buscando desbravamento... Vagueia pelo breu do céu... E passeia sob a luz do dia Às vezes é doce tal o mel Ou somente sal da maresia... Vivaz como toda criança... Tem a calma de um ancião E traz a cor da esperança Realçada na imaginação... Na beira do mar, nasce, vive... Atravessando as 24 horas... E lembra-me onde estive Preservando boas memórias... (POESIA MUNDANA - Edilon Moreira, Agosto/2022)

⁠CANTORIA DE POETA A cantoria de poeta... Começa bem devagar
Continuar lendo

⁠CANTORIA DE POETA A cantoria de poeta... Começa bem devagar Atingindo a sua meta O verso fica a vibrar... Não tem dia ou certa hora... Quando quer reaparecer Por dentro dela revigora Só o que tem a aquiescer... Poeta escreve em versos... Uns rimados outros não Os delicados os perversos Dependendo da situação... Metade da vida fui música... Que deu paz ao meu sentir E a outra metade tão lúdica Que brinca assim de existir... (CANTORIA DE POETA - Edilon Moreira, Junho/2023)

⁠O NOVO DIA Quando nasce o novo dia... Também nasce a esperança
Continuar lendo

⁠O NOVO DIA Quando nasce o novo dia... Também nasce a esperança Que o Criador nos envia Com a força duma aliança... Para que ninguém desista... Que o viver é bem querer E tudo mais se conquista Quando se sabe agradecer... Nasce em cores enigmáticas... Entre as pratas e as douradas Essas tais nuances fantásticas Que não podem ser copiadas... Tem na sua beleza única... Os traços tão definidos A imortalidade tônica No apuro dos sentidos... É presente que se recebe... Para se celebrar com vida E com honra se concebe Toda chegada, toda partida... (O NOVO DIA - Edilon Moreira, Novembro/2020)

⁠UMA PAUSA Uma pausa para o descanso... Que traz um bem necessário
Continuar lendo

⁠UMA PAUSA Uma pausa para o descanso... Que traz um bem necessário Uma pausa no meu recanto Num extraordinário cenário... Uma pausa para ver o mar... Sem fazer um movimento Uma pausa para meditar E elevar o agradecimento... Uma pausa para ver a lua... Juntamente com as estrelas Numa pausa... A colmeia recua Para o desespero das abelhas... Pausa para ouvir um pássaro... Surpreender-se com o beija-flor Ou reavivar um antigo laço Que durante a vida formou... Pausa também para a poesia... Que não tem linha de produção Existe a cada hora em novo dia Em quem a mantém no coração... Uma pausa longa nesse dia leve... Como em tantos outros vividos Uma pausa para quem escreve A formular os novos sentidos... (UMA PAUSA - Edilon Moreira, Novembro/2021)

⁠NO SILÊNCIO DO POETA No silêncio do poeta... A palavra fica pausada
Continuar lendo

⁠NO SILÊNCIO DO POETA No silêncio do poeta... A palavra fica pausada Esperando a hora certa E então ser expressada... O poeta quando se cala... Emudece todo o mundo Não há verso e nem fala Que rompa este segundo... Podendo ser de tristeza... Ou da falta do que dizer Por não perceber beleza Na existência de cada ser... Já tendo a própria missão... De exaltar o que é singelo Ou só dá uma informação Fazendo conexão ao elo... (NO SILÊNCIO DO POETA - Edilon Moreira, Março/2024)

⁠DEPOIS QUE O SOL SE LEVANTA Depois que o sol se levanta... Tudo passa a ascender
Continuar lendo

⁠DEPOIS QUE O SOL SE LEVANTA Depois que o sol se levanta... Tudo passa a ascender A tristeza, logo, espanta Deixa à vontade o viver... Depois que o sol se levanta... Desperta a mim e a você Presente de ponta a ponta Para toda planta e todo ser... Depois que o sol se levanta... Em seu reinado de aquecer Qualquer terráqueo se encanta Com tão enigmático poder... (DEPOIS QUE O SOL LEVANTA - Edilon Moreira, Setembro/2021)

⁠ESSE SER ESTRANHO Eu sou esse ser poeta... Sou esse ser estranho
Continuar lendo

⁠ESSE SER ESTRANHO Eu sou esse ser poeta... Sou esse ser estranho Levo uma vida discreta Cultivando cada sonho... Escrevo sem hora certa... Toda rima tem tamanho E cada verso me liberta Minha alma eu exponho... E sendo obra incompleta... Toda palavra eu reponho Alguma há de ser a certa A deixar-me mais risonho... O amor é a grande meta... E por ele, eu me assanho Solto fogos! Faça festa! Pouco perco... Tudo ganho... (ESSE SER ESTRANHO - Edilon Moreira, Setembro/2022)

⁠HOJE Hoje eu quero ver o sol... Na sua ostensiva beleza
Continuar lendo

⁠HOJE Hoje eu quero ver o sol... Na sua ostensiva beleza Retirar-me do fino lençol Com raios de delicadeza... Hoje eu quero ver o mar... Mais ainda do que ontem E amanhã quando acordar Lembrarei do anteontem... Despertar e ficar de pé... Levemente pisar a areia Antes de tomar um café Ou desejar a outra ceia... Hoje eu quero mais um dia... Quero um dia como antes Para exprimir a viva poesia Exaltando-se aos instantes... (HOJE - Edilon Moreira, Maio/2021)

⁠NÃO HOUVE O ENCONTRO DE ALMAS Não houve o encontro de almas... Que por longo tempo desejei
Continuar lendo

⁠NÃO HOUVE O ENCONTRO DE ALMAS Não houve o encontro de almas... Que por longo tempo desejei E nada me fez manter a calma Só angústias em mim cravei... E nem tenho como bater palmas... Se no campo do amor fracassei Tendo culpa pelo que ambiciei Restaram a soma dos traumas... Sendo intolerante a tanta dor... Um pouquinho melindroso sou Se é tensa a contínua jornada... Só há na incompreendida missão... A grande lacuna em meu coração Que ficou sem ser completada... (NÃO HOUVE O ENCONTRO DE ALMAS - Edilon Moreira, Maio/2025)

⁠A POESIA QUE HABITA EM MIM A poesia que habita em mim... Não se tem como expressar
Continuar lendo

⁠A POESIA QUE HABITA EM MIM A poesia que habita em mim... Não se tem como expressar Traz meu lado bom e o ruim Disputando um mesmo lugar... Ora sou calmo ora elétrico... Ora sou alegre ora sou triste Ora sou doce e ora patético Ora controlado ora sem limite... Mas há a gratidão no verso... Bem maior que o meu ser É esse sol no meu universo Que se deixa transparecer... Eu trago num entra e sai ano... Tudo o que me é envolvente E é só no amor que emano O que tenho de consistente... (A POESIA QUE HABITA EM MIM - Edilon Moreira, Outubro/2021)

⁠SERMÃO Não quero aqui citar tristeza... Nem justificar o meu sermão
Continuar lendo

⁠SERMÃO Não quero aqui citar tristeza... Nem justificar o meu sermão Com minha sutil delicadeza Sem dela ter que abrir mão Pois em tudo existe grandeza Enquanto maior é o coração... Não cobro mais nada da vida... Nem implico com a má pessoa Mas tento dá qualquer guarida A quem de mim se afeiçoa Metade da jornada já vivida A outra passada onde ecoa... Com o tempo não brigo mais... Que venceu-me pelo cansaço O meu esforço não foi capaz De usar tais nervos de aço Mas espero em nome da paz O conforto dentro do abraço... E que então me traga a sorte... De partilhar de um pleno amor Que dizem ser construção forte Sem ter um preço mas com valor Que dá um sentido, um aporte Mas sem causar nenhuma dor... (SERMÃO - Edilon Moreira, Abril/2024)