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Frases de Edgardo Xavier

35 frases

Sei Sei-te noite dentro forma quente no escuro
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Sei Sei-te noite dentro forma quente no escuro corpo indiferente e vazio estátua do que procuro Sei de linhas e de voltas bocados de um outro fazer da maciez dos recantos aos roteiros do prazer Toco e logo te quebras como pedra que se fende a golpes de marreta solta-se o corpo em festa não há fome como esta nem fogo que nos derreta

Desejo Quando nos descobrimos com sede E nos bebemos
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Desejo Quando nos descobrimos com sede E nos bebemos Quando famintos nos saciamos Na lava que nos acende Deixa que corram os sentidos Nessa louca dança do viver Deixa que o sangue também corra Aos borbotões Pelas nossas veias em festa E antes que se acabe o que resta Deste universo de sedes e corações Ama-me outra vez.

Violeta Pressiono-te com o olhar Botão de nada e roxo
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Violeta Pressiono-te com o olhar Botão de nada e roxo Na fofura do verde Mudo-te a luz Mato-te a sede E espero Desejo Quero Que sejas já amanhã A certeza A cor O aroma A beleza. E tu, amor, tardas Demoras Pedes tempo para a perfeição. Para abrir a camisa Anil e lisa Do teu coração. Hoje é o dia Da euforia Da aclamação E tu, Flor Com F grande e todos os estames Quero que me chames Com o teu grito amarelo Ai música linda Ai violeta ainda Sem paralelo

Pelas Palavras Navego pelas palavras Rio calmo
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Pelas Palavras Navego pelas palavras Rio calmo Voz de sempre E corro da foz à nascente Para sentir-te É no limite que acontece a mudança que me transforma de homem em criança Água Vento E onda que estremece Sóis são os teus olhos ao cair da noite sóis são os sons que ardem nos teus lábios quando me segredas o nome O sol? Existe quando não estás

Porque me olhas Porque me olhas Voo sem medo
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Porque me olhas Porque me olhas Voo sem medo Por lugares que não sei Ouso a altura Nos teus braços Meus miradouros do mundo Meus caminhos de ir e vir Meus Sítios de estar e de ser Cinza e labareda Flor, pó e pedra E esta fome de distância Esta sede de chegar Ao âmago de ti. Onde queres o negro da noite Estojo das mais belas estrelas? E o meu olhar a arder Como lembrança de outros voos? Diz-me de que fonte é a água e o céu que te apetecem.

Fala -me de ti Fala-me de ti com acentos de mar
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Fala -me de ti Fala-me de ti com acentos de mar e jeito de vento Fala-me com a doçura dos beijos queimando a minha pele na ânsia do tormento em que me gasto expectante As minhas palavras de amor escreveste-as na areia e perderam-se as que me vieram de ti ainda correm no meu sangue como emocionada lava ardente Fala-me de ti com o peso dos silêncios Porque inúteis são todas as palavras no arrepio de vontades e sedes ou quando te recupero das redes do amor e te gasto combustando-me no teu fogo Fala-me de ti.