Os passos dados com honestidade, num mundo onde todos gladeiam contra todos, muitas vezes parece não se justificar, mas, a nossa persistência no bem fazer, nos torna diferentes entre os diferentes.
Frases de Edgar Fonseca
1.136 frases
A vida que vem depois que morremos, não se manifesta antes que os nossos olhos se fechem, mas, imaginamos tudo o que nos tornaremos, quando não mais estivermos perto do nosso corpo mortal.
Nada do que possamos fazer na vida, será suficiente para que não nos olhem como culpados pelo sofrimento de muitas pessoas no mundo.
Definimos a nossa vida sobre a qualificação dos olhos de outras pessoas e, não nos damos a oportunidade de nos aceitarmos tal como somos e vivemos.
Vivemos no mundo em busca de felicidade, mas, no nosso dia a dia caminhamos pela vida como meros peregrinos em busca de prazer sem sentido.
Já reinamos sobre o castelo nobre de corações apaixonados, numa única forma de viver, dei por mim sublime, sentado no trono do amor oferecido pela vida.
Já vai o tempo decorando o céu com as suas cores reluzentes sobre o espetacular cair do sol e, numa alegria inexplicável, dou a minha alma ao vento para me deixar embalar numa paixão sem igual.
Deixamos o mundo invadir a nossa vida por excesso de confiança e logo de seguida, descobrimos que somos seres abandonados dentro do nosso próprio eu.
A pior de todas as batalhas de nossas vidas, travamos com o nosso próprio ser, pois, quando pensamos que nos conhecemos o suficiente, descobrimos que pouco ou nada sabemos de nós mesmos.
Passo pelas marcas de um rio que me sufoca, sem me aperceber, dou por mim entregue ao abismo de uma vivência quase sem sentido.
No final dos meus dias na terra, existirão ondas no mar profundo da minha alma, que jamais o tempo irá sarar.
Traçamos um caminho para nossa vida, mas, nunca conseguimos cumprir nem metade do caminho traçado.
Esgotados pelas armadilhas da vida, percebemos que o melhor que a gente tem a fazer a seguir é nos deixarmos partir entre a luz e as trevas do sono profundo.
Em meio de muitas mágoas, a nossa condição de meros humanos nos transforma em seres cada vez mais amargos para a vida.
Morremos antes mesmo de nascermos, por isso, procuramos a nossa alma instalados em corpo humano, que para muitos, o melhor que fazem passa por alterar as características do corpo em que habitam.
O dia em que nascemos, deveria ser acompanhado da certeza que existiriam seres no mundo dispostos a nos ajudarem a caminhar pelas calçadas da vida.
Não renunciamos a nossa existência, com medo de nunca mais voltarmos a conhecer o mundo tal como ele nos parece ser hoje.
De tempos em tempos lembramos que temos uma alma, num abrir e fechar de olhos, descobrimos que não passamos de um sopro, cuja vida nos deu a possibilidade de suspirar o ar que nunca nos pertenceu.
Os nossos pés pisam a terra leve que nos guia até ao infinito, sobre uma estrada sem sinalização, caminhamos em direção ao início da nossa existência.
Sabemos que estamos no mundo, mas, não sabemos porque motivo existimos de facto.
Exigimos as pessoas a entenderem a nossa existência, quando nós mesmos nem sequer nos entendemos o mínimo que seja.
Gastamos tempo para nos identificarmos com o mundo, mas, o mundo não nos reconhece como seres ligados a si, por isso, morremos em busca do meio em que pertencemos.
Um dia acabamos nos apercebendo que existimos apenas para servirmos de muletas para a vida de outras pessoas, pois, quando precisamos de apoio, nos damos conta que estamos sozinhos.
Vivemos mortos em corpo adaptado de um humano, mas, não nos preocupamos em buscar o vivo que habita no nosso espírito.