A maior explicação do tempo é a morte. Muitos falecem sem resposta de nada. Só adquire sabedoria quem busca o caminhar; esperar sempre é justificativa para o acaso. (Paulo Sales)
Frases de Dr Paulo Sales (Poeta e Escritor)
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TRANSFORMAÇÃO (PAULO SALES) Folhas caídas, árvores despidas,
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TRANSFORMAÇÃO (PAULO SALES) Folhas caídas, árvores despidas, Como verso de bravura. Desenraizar as inverdades que carrega consigo, É preciso apontar. Necessário que suas almas sejam enroupadas. Fantasmas da desconstrução, Consciências culpadas, Fogos dos remorsos, Faz necessário apagar. Prepotentes, em lastimáveis ofícios, Em assédio de espíritos assaltantes, A exortar ao fracasso, Prejuízo ao próximo, Devaneio a si próprio. Imensurável esforço, Lutas árduas, incontáveis. Obreiro sincero, humilde, Estatuído de moral, É o ensinamento do insigne mestre nazareno, Para rechaçar o mal. Vigiai, A prece é o remédio, A fé a cura. Vida perfumada terás, Risonha e eterna, O amor persistirá, Aspirando a própria natureza, Ao som da fraternidade.
Solidão Paulo Sales Solidão.
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Solidão Paulo Sales Solidão. Simples, sóbria e cálida. De calma só a ilusão, Inerte. Generosidade do destino, Inevitável enganar o coração, Ou a tristeza em saudade, Uma moldura em pedaços. Sonhos meus, Que não os conhecia, Fortes são as cicatrizes. Ao despir a memória. Restaurar, pela última vez. Se diluiria a dor, sem explicação. Sopro único ou instinto. Dividir o espaçoso lugar. Repartir o silêncio, A luz do luar, Comungar de línguas infinitas, Voltar a amar.
Apenas um Menino (Paulo Sales) Vagando pelas ruas anda um menino.
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Apenas um Menino (Paulo Sales) Vagando pelas ruas anda um menino. De pé no chão, sem residência ou moradia, Incapaz, impúbere, Sonhos primitivos, distantes ou distraídos, Hipnotizante, latente e penetrante. Invisível para muita gente. Desprezado e sem amor, Compaixão ou fraternidade. Com fome, frio e sede. Pede pão, a quem só sabe dizer não. Não ao social, não a cultura, não ao irmão. Para saciar a sofreguidão, A cola vem como ilusão, O furto para suprir a penúria, à alimentação. No enredo diário, Cenário comum, Sofrimento, que não chama atenção. Morre, assim, o menino, nasce o ladrão. A sociedade acorda, Num simples olhar, Que mancha a terra, Retrata o choro, Por ter se feito calar. Desde tormento, Concedido de bandeja pela corte, Ao despertar, desconfiado, De um estampido, Ouve-se um tiro, Morre o menino, E o futuro da nação.