Não confunda paciência com submissão. Paciência não é permanecer onde você desaparece. Não é aceitar o desrespeito em nome da esperança, nem chamar de maturidade o hábito de engolir o que machuca. A paciência continua de mãos dadas com a dignidade. Ela sabe esperar sem se aband…
Frases e pensamentos de
Douglas Duarte de Almeida
Leia e guarde suas favoritas
1 a 24 de 24 frases no catálogo.
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar. Fale. Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições…
O ordinário, quando apreciado, torna-se extraordinário.
Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?
A falsidade tem uma estranha capacidade de tranquilizar. Ela preserva versões, protege personagens e adia encontros inevitáveis. A sinceridade faz o contrário. Ela abre as janelas, deixa o ar entrar e revela a poeira que aprendemos a chamar de normalidade. Talvez seja por isso qu…
A análise é o lugar onde a fala deixa de servir apenas para explicar a vida e começa, finalmente, a transformá-la.
Há lugares que não aparecem nos mapas, conversas que desmontam certezas e experiências que a imaginação nunca ensaiou. Só as encontra quem atravessa o desconhecido sem pedir garantias e recusa o hábito preguiçoso de julgar o livro pela capa.
Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.
Nem toda demora é atraso.
Algumas coisas precisam de tempo porque ainda estão encontrando a forma possível de existir. E você não precisa se machucar para provar que está avançando.
Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro.
Tenho a impressão de que os olhos também colecionam memórias. Cada paisagem bonita amplia o repertório da alma. Depois de contemplar certos reflexos, certas luzes e certos horizontes, voltamos diferentes, não porque o mundo mudou, mas porque carregamos dentro de nós mais maneiras…
Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.
Existe uma violência em se obrigar a chegar antes de estar pronto.
Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.
Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.
O espelho não devolve apenas feições. Devolve escolhas. Cansaços. Contradições. Devolve a distância entre quem acreditávamos ser e quem estamos nos tornando enquanto ninguém está olhando.
Agimos como gostaríamos de ser porque, quando há tempo para pensar, escolhemos a versão de nós que queremos apresentar ao mundo. A ação comporta cálculo, linguagem, educação, desejo de reconhecimento. Mas a reação acontece antes da diplomacia do pensamento. Ela atravessa nossas…
A soberba nasce da necessidade de provar. A soberania nasce da capacidade de ser. Quem é soberbo fala para ser admirado. Quem é soberano escuta sem se sentir diminuído. Um precisa vencer disputas invisíveis, o outro já fez as pazes consigo mesmo. A soberba procura aplausos. A sob…
Suportar o caos até encontrar o cais.
Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro. Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de de…
Às vezes, passamos a vida procurando um lugar para pertencer, sem perceber que o verdadeiro endereço sempre foi interno. Há casas enormes onde a alma permanece sem abrigo, e espaços pequenos capazes de acolher uma existência inteira. No fim, lar não é o lugar onde repousa o corpo…
A psicanálise não cura pela explicação, cura pelo encontro.
Algumas dores não pedem mais resistência. Pedem tradução. Às vezes, um processo terapêutico não muda a vida inteira. Mas pode tornar-se o lugar em que a sua dor deixa de falar sozinha.