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Frases de Dolandmay Walter

136 frases

MENTIRAS Não precisa dizer que ama Seu olhar já não engana
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MENTIRAS Não precisa dizer que ama Seu olhar já não engana Nem mesmo os seus sorrisos Ao seu rosto meigo e lindo Faz mentir o seu amor. Não precisa esconder paixão Neste peito grandioso Que ao seu corpo tão gostoso Não domina o coração. Dos encantos, que você é flor Das bocas, dos seus beijos Nas verdades e desejos Não faz mentir o seu amor.

PARA SEMPRE... Em mim, não há amor maior que o seu! Que, portanto, o que eu sinto vou cantando
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PARA SEMPRE... Em mim, não há amor maior que o seu! Que, portanto, o que eu sinto vou cantando Nas promessas que te vou debulhando Aos desencantos do que nunca me viveu... Em mim, tudo o que se passa vou amando Sem engano ao teu querer, que se ergueu Dentre o meu peito, que antes, ao teu Nada era de amor, nada era me encantando. Pecados maiores eu não haverei de amar, Pois, contudo, orgias que em mim vive, Encontra-se no que em ti se põe a edenizar. Amor maior que o meu não haverás de viver, Pois, de mim, há em ti o que nunca tive; Não há amor no mundo que nos possa ser!...

TEMPO DE CRIANÇA Se num momento passado Tudo era esperança...
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TEMPO DE CRIANÇA Se num momento passado Tudo era esperança... Em uma criança o que se busca É um amor eternizado... Se num mundo imaginado Tudo é de cor azul, Aos céus se faz mover Os trovões emaranhados... Se em cada voz o cantar É de felicidade e promessas... Desde tudo às faz passar O Deus da vida, o bem amado... Se das estrelas pingarem Lágrimas de amor enfeitado, De inocentes pedintes O afeto dos céus é brotado... Mas se por luas dormentes O branco não for de paz, Nasce da voz pequenina: Das noites se tenha cuidados... E assim se vão ao tempo De cantos brindando o mundo, De cada gesto em segundo Ganhando os céus sem pecados...

DOS PLAGIATOS Das vezes de quem me escreve, uma inteira contrafação.
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DOS PLAGIATOS Das vezes de quem me escreve, uma inteira contrafação. Momentos, do qual me padece, faz-se morrer meu coração. Não sinto qualquer coisa minha a vaguear dentre as estrelas... Notas, que eu já tinha, perderam-se, não posso vê-las. Pobrezinho: um santo amante, que não me convém um só amor. Faz-me, num pouco instante, um sentimento, sem mesma dor.

NA LUZ DOS ALTOS No dia em que eu nasci à imensidão, Um notado azul feito o do mar
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NA LUZ DOS ALTOS No dia em que eu nasci à imensidão, Um notado azul feito o do mar Fulgiu em meu peito: cor de coração Não é vermelho se não é amar. Rugiu em mim, o fantasma escuro, O qual eu encontrei às trevas-além: Dos meus céus, sou um servo-zen, Como um santo real e de verso puro. Vagueando notas, avejão prisioneiro, Na escuridão sem voltar à cor: Da voz da estrada o luar mais cheio. Dos meus ais, sou inseguro e triste, Mas desse notado o que existe, No buscar da vida o meu cerne-amor.

O QUE IMPORTA Os pássaros voam Sem saber como voam
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O QUE IMPORTA Os pássaros voam Sem saber como voam Eu te amo sem saber. Tanto tempo já passou E eu ainda não sei Caminhar sem te querer. Tudo poderá ser belo Como a estação das flores Nada é lindo sem você. De tudo está em mim Esse seu jeito de sorrir O seu jeito de viver. O seu coração pulsante Meu amor, tão insano É o que faz enlouquecer. Tudo me poderá passar Paixões e dias de luar O que importa sem você?

O VELHO POETA Depois que me deste o entendimento, mudo, Sem se quer mover a tua boca
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O VELHO POETA Depois que me deste o entendimento, mudo, Sem se quer mover a tua boca P’ra escrever o febril poema, da musa-louca, Oh, Poeta, tanto me fez sonhar de tudo! Ansiedade absoluta! De sol e de luar, contudo, Estranha no meu peito, essa voz rouca Que gritas ao mundo: rosa-viva, alma-mouca; Ruiu ao nada, — amor sem conteúdo! E cantas, o desejo da paixão tristonha Aos meus ouvidos, sem quer um carinho solto De fragrância, me deixando a ermo... E no silencioso mito que por vozes sonha Vagueando à noite, reprimido e morto; À poesia, já rústicas as velhas mãos eu tremo.

MELANCÓLICA (A Poeta de Rio Claro) Rogas!... aos fantasmas que eleva à vida
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MELANCÓLICA (A Poeta de Rio Claro) Rogas!... aos fantasmas que eleva à vida Da sua ilusão! E entorpeces as magias Do medo, que aos versos fazias Indagando, gélida, de alma que não lida! Pelos teus prazeres! De voz entorpecida Nas trevas, que outrora, às melancolias Postou o teu corpo, vil, que não lias Dentre os teus mistérios, flor ensandecida! Rogas!... ao teu Deus, o seu engano de dor Sem lágrimas... no saber exaltar Os teus passos, presos, sem tanto amor! E rústica, cantas os teus sons em desfalecer O seu temor, descrendo, seu vozear Nas verdades, e nas crenças do teu viver!

UM SÓ CORAÇÃO A paixão nos deixou p’ra trás Esquece o meu amor e vai
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UM SÓ CORAÇÃO A paixão nos deixou p’ra trás Esquece o meu amor e vai Que o destino me será melhor. E quando estiver distante No lembrar do meu amor Um outro não será tão mais. No desejo d’um só coração Tudo se torna em vão D’um só beijo nada faz querer. No lembrar do que ficou Na desventura do seu amor Qual outro te fará viver? A paixão nos deixou p’ra trás Esquece o meu amor e vai Que o destino me será melhor.

Amor incerto Tudo o que eu te fiz foi inconstante, Por tempos fui o teu amante
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Amor incerto Tudo o que eu te fiz foi inconstante, Por tempos fui o teu amante Para depois você jogar tudo fora. Passo os meus dias lamentando, Minha alma já tão pobre está vagando, Meu coração as mágoas já devora. Como posso fazer os dias clarearem Se aos breus não vejo a sua imagem, Meu destino não enlaça mais o seu. Ah, se eu pudesse te ver na escuridão Faria tudo o que nos foi em vão, Todas as verdades do amor que é teu. Mas me diz qual amor é teu, que sentir, O último antes de você partir Se verdade foi de ser seu sentimento. Tudo o que me fez, diz também Como pode ter sido incerto, meu bem, Se te vejo me olhar com tão lamento?

O AMOR COM VOCÊ O amor por viver Num sentir de ilusão
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O AMOR COM VOCÊ O amor por viver Num sentir de ilusão Tudo é triste O amor sem sofrer Num sentimento profundo É o que tanto busquei Com você Nesse mundo. Meu amor, que esta paz Não nos deixe mais E que nos possa querer Para sempre assim Sem solidão pra viver O amor, dentro de mim Com você.

POLÍTICA SUJA Enganosos, corruptos, abutres da celulose mística do poder. Nações são condenadas à destruição
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POLÍTICA SUJA Enganosos, corruptos, abutres da celulose mística do poder. Nações são condenadas à destruição por ambições decorrentes às suas glórias. Ações e firmamentos a uma única prova: "Força absoluta." (Miseráveis do bem, e anjos do mal) Que fosse a honestidade e a tolerância o trabalho de todos os homens que governassem o mundo.

CANÇÃO INDIFERENTE Um amor tão forte assim, Não pode ser!
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CANÇÃO INDIFERENTE Um amor tão forte assim, Não pode ser! O que dentro de mim Faz por te querer? Ah, amor, eu não sei dizer... Eu não sei a distância Que te encontra o mundo, Nem por qual importância Que me vê cantar... O que te faz provar Esse amor profundo? Nada eu sou de tudo, Mas de absoluto eu sou amar. Mesmo o teu amor, distante Da paixão que sente, Do teu desejo, indiferente O meu sentir é esplendor. Desse amor desencontrado Sem quer nós dois, lado a lado Eu vou vivendo a minha dor.

LIBERDADE DE ENGANO Vai, quando um dia você voltar Quem sabe ainda possa encontrar
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LIBERDADE DE ENGANO Vai, quando um dia você voltar Quem sabe ainda possa encontrar O amor que aqui você deixou. Quem sabe um dia tão longe Sei lá, eu sei lá, pra onde você for Não possa existir um outro amor Como o que aqui você achou. Vai, pode ir, oh meu amor Sei que pra você foi tudo ufano, Que esquecer não custa nada Um sentimento de engano. Vai, que pra partir têm liberdade, Mas só que antes de você ir Eu quero te pedir somente um beijo, Somente um beijo de saudade. Vai, que vou guardar essa paixão Porque sei que um dia você vai voltar E quem sabe o meu coração Não tenha esquecido de te amar. E só pra terminar, oh meu amor Vou esconder por você a minha dor, A dor que me fez passar Para que ninguém possa encontrar Quem por você se enganou!

MURMURAM... (O Poeta e a Luz) Como seres benditos que desceram
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MURMURAM... (O Poeta e a Luz) Como seres benditos que desceram Sobre a terra dos pecados, malditos, Vagueiam desesperados... E aflitos Subjugam a santidade que perderam! Anjos que às maldições se renderam! Anjos que adormecem os espíritos Em teus fólios de cristais, e fictos, Sob a luz que desce me envolveram! Julgam-se aos meus olhos claridade... Por amor, e de paixão, e de vaidade, Por trovador, embriagado, e absorto! Os teus olhos são caídos à minh’alma... Frios, por se esquentar a noite calma Na falsa e morta luz do meu conforto!

UM GRITO DE ESPERANÇA Num dia de sol, de lua, tão triste este dia. A vida, o desespero, a saudade. Dor n’alma
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UM GRITO DE ESPERANÇA Num dia de sol, de lua, tão triste este dia. A vida, o desespero, a saudade. Dor n’alma que faz sentir um amor. Oiro celeste. Uma alvorada fria, uma noite ao vento. Pede-me calma dos sentimentos nostálgicos que me deste. Uma estrela, saudosa luz, estranha força e magia. Talvez um miserável entre os anjos do céu! No mar as lágrimas dos dias santos na terra, a euforia, e nas tempestades um lírio branco, o vento, o ar! Talvez um pedinte em dor final, a pedir esperança no corpo nu que me cobre a alma. Um véu terno, plumas ao tempo, folhas secas, talvez lembrança à abrir a contagem da existência entre o céu e o inferno. Amor seja tu amor, tão alegre, tão infinito... Mesmo que te roguem tristeza a viver, mesmo à dor, mesmo à saudade, que seja em plenitude o teu grito, que sejas em ti à cobiça, o meu mesmo amor.

AMOR DE ESPETÁCULO Se o amor vem de seu olhar Como não poder amar
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AMOR DE ESPETÁCULO Se o amor vem de seu olhar Como não poder amar Se a paixão se faz em você Como não deixar viver Você é o pulsar você é o instante Que me eleva o coração uma consoante Um desembarque louco d'euforias A me prender no querer as orgias Dentre os fascínios de seu esplendor Amar que de você é espetáculo A fazer preencher os espaços Do infinito em que se clama o amor