Eu quero matar teu desejo,
em todas as formas que entendes,
que sabes ou imaginas,
onde o querer se faz infinito.
Te dar o beijo mais quente,
fazer meu calor e energia
pararem teu raciocínio,
tirar-te o juízo, sem saída.
Que meu cheiro fique em ti,
na tua memória a persistir,
a ponto de procurares algo
próximo, quando estás a partir.
Que teu corpo deseje o meu,
a ponto de tuas pernas tremerem,
sentadas, só de lembrar
da química que nos aquece,
quando ocupamos o mesmo espaço.
Entre Lençóis e Silêncios
Hoje:
Eu só queria me recostar nas tuas curvas, como um lençol;
Lembrar o quão seguro é a leveza de uma noite de sono;
Daquelas que nem vemos chegar, sem cobranças ou julgamentos.
Acariciar tuas costas sem intenções, mas com diversas interações;
Interações que, nos refletem no íntimo, no inconsciente;
Daquelas que quando nos damos conta, o riso fácil, doce e despretencioso toma nossa face,
Face esta que esconde muito de tudo, mas demonstra pouco de quase nada;
A guarda baixa; a frieza na barriga do desejar, querer ser ou estar;
Disponivel a tí ou para tí;
Mesmo que fosse pra recobrir tuas costas com o lençol,
O mesmo que, ao amanhecer é testemunha de uma noite de sono,
Mal ou bem dormida;
De dores, amores, insônias e pensamentos longínquos,
Mas que, diferente de mim sempre tem o privilégio:
De nas tuas curvas se encaixar...
Sua ausência física aqui...
Em minha frente; a meu lado; me olhando no olho, agindo, interagindo e reagindo.
Me beijando, delicadamente e gentilmente me acariciando.
Não apenas por 20 minutos…