Droga. Olho no espelho de novo e lá está: uma casca vazia. Já foi algo lindo, cristalino, como água brotando de uma nascente pura, como uma floresta intocada. Agora? Nada. Só vazio. A floresta queimou, a nascente secou. O que sobra é uma casca cheia de buracos, apodrecida, como um ninho de cupins abandonado. Que inferno.
Hoje sou um corpo estendido no caixão da vida, sem sentimentos, sem força, preso a um destino imutável. Não jogue flores, não derrame lágrimas por mim. Essas escolhas foram minhas, escolhas que agora me enterram, me esmagam, como uma tampa de arrependimentos que não me deixa respirar, como um fardo de culpa que me afunda ainda mais.