Soando o som da vida. O som do coração... Pobre coração, que com tanto esforço guardou-se, fez uma construção. Pensou que estava protegido de bandidos, das pessoas.
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Soando o som da vida. O som do coração... Pobre coração, que com tanto esforço guardou-se, fez uma construção. Pensou que estava protegido de bandidos, das pessoas. Iludiu-se No som da gaita que soava o som da vida escutaram, som de machados. Alguém quebrava seu muro, sua proteção, tirava do castelo. E te trazia pro mundo, o som da gaita aumentava. A vida aumentava Agora não havia muros para atrapalhar a visão, estava tudo diante de si, A dança, o cheiro, o tono da voz, as cores ganharam vida, E a gaita aumentava a vida, E o passo diminuía, diminuía e depois de sentir a vida, dois rodeios... A queda Não havia mais proteção, nem muros e quem a tirou da construção, partiu. Estava perdida num mundo que não conhecia, que se protegia A queda, a gaita, Não havia mais som, Não há mais o som da vida. A ausência causava dor. E o som morria dentro de si.