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Frases de Denis Santana

15 frases

Ser feliz é complicado mundo gira, cada passo voa cavalo alado, algemado
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Ser feliz é complicado mundo gira, cada passo voa cavalo alado, algemado cantando, perder o compasso. Cantarolar em dor maior dor que prende num bemol sentir no peito dó maior agonizo na espera dum sol. Sinto caminhar, sem chegar molho lábios em brisa nebulosa saio em prantos, corda, sufocar sou filme de noite conflituosa. Se por vezes teu caminho odiei pois fui cão na corrente de sua mão ingenuo no tanto que te bajulei me enterro no meio da solidão. Sou árvore e tu minha poda mas cresço, em cada estação eres carro e eu sua roda zombas, pisas no coração. (No meio da solidão - Denis Santana - 2015)

Pobre coração que se engana que se comporta como tolo bandido e traidor quando ama
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Pobre coração que se engana que se comporta como tolo bandido e traidor quando ama só mente e causa dolo. Se não estiver tudo bem como sabes que esteve pois de ti fui refém e ninguém me deteve. Ficou tudo mais claro sigo a trilha do medo levando objeto raro revelando segredo. Como sabes vou estar aqui misturado na multidão se conseguires me ver segure a minha mão. Desabando bem profundo uma espada no coração rejeitado em teu mundo sou cego na escuridão. (Traidor - Denis Santana - 2015)

Com um jeito bonito e acanhado é um riso tímido que encanta muito mais do que eu havia sonhado
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Com um jeito bonito e acanhado é um riso tímido que encanta muito mais do que eu havia sonhado meu coração transborda e canta. Pele clara, um cheiro cobiçante seus cabelos, minha morada entre meus dedos, és viajante fito, apalpo, poeira dourada. Penso, que me absorves no peito? olhar, simples no lugar a que foi feito uma selva primorosa para o leão uma música fabulosa para o refrão. Linda, seus passos e sombra pela rua vida, sol e lua, se encantam ao ver flores, um perfume, presença sempre sua sem ar, tortura, meus sentidos vou manter. (Riso - Denis Santana - 2015)

Já não parece ser tão longe seu coração de onde estou bela, como este horizonte
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Já não parece ser tão longe seu coração de onde estou bela, como este horizonte suspirante, meu suspiro herdou Olhando pelo canto da janela reflete no vidro o seu desenho te encosto, dou um beijo com cautela seu gosto, meu amor, sou eu quem tenho Seguro forte, te olho deste jeito feche os olhos, quero te ver sorrindo Minhas mãos deslizam no seu peito sussurrando, como o vento bramindo És meu calor, princesa fabulosa és madeira, e eu seu artesão delícia, uma pedra preciosa eternamente, guarde minha confissão. (Confissão - Denis Santana - 2015)

Uma voz chamou Cristine mas ela não respondeu não há lua que ilumine
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Uma voz chamou Cristine mas ela não respondeu não há lua que ilumine estou perdido neste breu. Não negue que me amou Cristine, me dê uma razão não me digas que cessou o calor do seu coração. Simples, cale meu olhar me deixando na tristeza teu respirar é meu lugar súdito de sua nobreza. Eu preciso ter razão caminhar com mais destreza pensar com o coração? suspiro com muita incerteza Cristine, eu preciso ir ainda não me respondeu estou a beira de falir eis que o dia amanheceu. (Cristine II - Denis Santana - 2015)

Desisto do coração vou pensando seriamente jogar no calabouço
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Desisto do coração vou pensando seriamente jogar no calabouço proteger avidamente Desisto de me entregar olhos fechados pra riqueza não tenho para dar sem barco em Veneza Desisto de me encontrar não quero me entender é impossível que me vejas frio intenso a viver Desisto de rimar as palavras são avessas quando tento te falar entre trilhas tão espessas Desisto de mentir ter coragem, me enganar eis a vida que é tão seca deserto vou nadar Desisto disso aqui em meu quarto vou ficar não tenho para onde ir medo, medo de amar. (Desertor - Denis Santana - 2015)

Entorpece no sono flamejante folhas secas viram carvão mato queima, fumaça chiante
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Entorpece no sono flamejante folhas secas viram carvão mato queima, fumaça chiante errei, mas peço perdão Queixo trêmulo e soluçante imploram por mera absolvição nesta escravidão sou reinante tenho em mente uma bifurcação Dum amor fui resignante como pássaro num alçapão perdido, animal rastejante me prendes negando decisão Águia sábia de ataque farsante tu és bela mas ages como camaleão viajando pela flora verdejante passeia enganando a paixão Estreante dum caminho estrelante não preciso de prova e certidão és uma louca diva alucinante brincando de colecionar coração Sigo aqui quieto e zelante apostando num cavalo azarão sentimento cruel e tratante que exala pura descompaixão. (Resignante - Denis Santana - 2015)

Desisto, não sou kamicaze desespero, rota de colisão ferida se fecha com gaze
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Desisto, não sou kamicaze desespero, rota de colisão ferida se fecha com gaze não caio, tenho um corrimão Nos olhos de mero andante sorri e bebi dum vulcão sofri como manada berrante sufocado de uma erupção Não posso, sou renunciante nas mãos, me envolve um vento caio em prantos, dor torturante não tem jeito, sou puro lamento Tão vazio está este pátio no silêncio ruge um leão há vozes e no fundo um rádio que figura, morrer por arpão Respiro, desejo que arde confesso, ouvir sua dicção insisto, não sou kamicaze sincero, sou seu guardião. (Kamicaze - Denis Santana - 2015)

Fico perdido, mão trêmula olho para o céu, vejo azul teu cheiro como bússola
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Fico perdido, mão trêmula olho para o céu, vejo azul teu cheiro como bússola inebria, costas para o sul No caminho, chuto pedras cabisbaixo com o fracasso arando, caindo na cratera fogo forjando em pedaços Me resta amizade, fantasiosa apenas no rosto, mais um beijo contato queima, pele vertiginosa faísca, risco e fuga, devaneio Um nome, não sei, talvez Lola no peito, com L num brazão canto, danço, numa gôndola tristeza fim, aspiro abolição. (Lola - Denis Santana - 2015)

Este som que me incomoda quase sempre de madrugada um desejo que implora
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Este som que me incomoda quase sempre de madrugada um desejo que implora minha linda namorada Se mistura no seu beijo seu suor, respiração selvagem no cortejo sou firme na paixão Sou amante aspergindo em teu peito o meu sangue amor que vem sentindo mãos na pele, excitante Lua nova me ilumine luz esquenta meu verão uma voz chama Cristine neste céu sou gavião.

Pairar com o sofrimento tapete mágico da paixão ponteiro estalando lento
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Pairar com o sofrimento tapete mágico da paixão ponteiro estalando lento tempo contado em grão. Apostar num jogo de azar sabendo duma decisão guilhotina a degolar vida dum atento coração. Se fria quiseres me arrancar com força que tens nas mãos prefira de uma vez me matar a judiar lentamente em corrosão. Sabes, meu sorriso é falso por dentro, pura solidão estrela dum brilho fraco sozinha, nessa imensidão. (Corrosão - Denis Santana - 2015)

Há tanto tempo não escrevo certas coisas que preciso ouvir razão qualquer, talvez medo
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Há tanto tempo não escrevo certas coisas que preciso ouvir razão qualquer, talvez medo acordando dum sonho a sorrir. Sou pássaro a fugir da gaiola que passou a vida em segredo não aprendi a voar mundo a fora quando arrisco sinto ofegante o peito. Andante sou, andarilho com asas tenho algo que não, não sei usar coração, uma vontade que falha momento, dum sentimento mostrar. No caminho de tantos cascalhos fito meus olhos na fina lua nova poeira de ondas, delicia de orvalho aspergindo ouro num céu que renova. Uma vida que vai, noutra vida que vem chuto ventos, fingindo não me entregar num querer dum respiro daquilo que tens fragrância dum beijo de pássaro encantar. Sigo a pouco escrever, sem ter sentindo meu próprio canto ecoar num corredor, de mãos como asas sou ave migrante, buscando lugar. (Pássaro - Denis Santana - 2015)

Como escrever sem você aqui? me vejo cair de uma imensidão vendaval, levando longe daqui
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Como escrever sem você aqui? me vejo cair de uma imensidão vendaval, levando longe daqui respiro e queima, febre, redenção. Como, por fim, descrever o nada? mundo escuro, ficou meu coração assim perdido, minha mente falha sou ferro forte, triste, em corrosão. Como, bela, seguir em frente sem ti? dona das flores, cheiro no rosto sua orelha, bela, arrepio sentir mesmo abstrato, sabor dum gosto. Como andar adiante sem lembrar? se tudo que tenho é tua possessão? se do meu corpo inteiro fiz o teu lar? e do teu ar é que vivem meus pulmões? (Como escrever - Denis Santana - 2016)

Sinto frio, envolto nos pés tocando areia molhada fugindo tensão e revés
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Sinto frio, envolto nos pés tocando areia molhada fugindo tensão e revés horizonte, moldura pintada. Quando você foi, dia feito hoje um medo de voltar sozinho como filhote longe do ninho me lembro, dói triste feito hoje. Rio que desce, correndo olhos vento que leva, entalha cristais amarga meu sono, pingos no solo bela menina que laços desfaz. Eis que não caiu somente sobre mim chuva fina, nos conduz em solidão lá fora, pétalas, havia um jardim embaça vidro, desenha coração. Para mim, cheiro jasmim, carmim, sim para ti, resilição, relação de ilusão, não sem você, tenho medo, me ajude, querubim por você, sou forte trovão, encaro um dragão. Enquanto a chama arder, me sinta sabes bem, olhe pra dentro, repita coração e mente, vida, momento estou aqui, no frio, escuro, relento. (Relento - Denis Santana - 2016)

Tem dias que boa noite te afasta, e bom dia te ilumina; boa tarde te faz ver.
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Tem dias que boa noite te afasta, e bom dia te ilumina; boa tarde te faz ver. Tem dias que boa noite ilumina, e bom dia, chuva fina; boa tarde, se esconder. Tem dias que boa noite me fascina, e bom dia, pra menina; boa tarde, meu querer. Tem dias, doces dias, coloridos, e dias frios de arrepios; belas noites estreladas, cantarolando assobios! (Dias - Denis Santana - 2016)