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Frases de Demétrio Sena - Magé-RJ.

1.828 frases

PROFESSORINHAS Demétrio Sena, Magé - RJ. A dose certa de afeto
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PROFESSORINHAS Demétrio Sena, Magé - RJ. A dose certa de afeto na fala mansa e pautada, extrai o pólen mais doce; mais delicado e secreto que a professora conduz... ... ... ... Que vai na luz de seus olhos dentro dos olhos em flor... ... ... ... Achando amor e aconchego, são feito balas de neve, açúcar fino e suspiro, nos doces dons que remetem... ... ... ... Professoras derretem no céu-da-boca...

Não há bicho doméstico mais frio do que o gato. Frio e interesseiro. Ele não se apega exatamente ao dono. Gosta mesmo é da comida e do sofá. Do conforto proporcionado por quem o cria e pode a qualquer momento ser arranhado ou levar uma bela mordida, caso o contrarie, por exemplo,…
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Não há bicho doméstico mais frio do que o gato. Frio e interesseiro. Ele não se apega exatamente ao dono. Gosta mesmo é da comida e do sofá. Do conforto proporcionado por quem o cria e pode a qualquer momento ser arranhado ou levar uma bela mordida, caso o contrarie, por exemplo, com afagos em demasia. Ninguém se iluda com as esfregações do gato entre suas panturrilhas nem com outra possível manifestação de afeto. Gato é prostituto. Vende-se pelas mordomias e vantagens ao seu alcance, na casa que o acolhe. No entanto, não hesita em trocar de casa e dono, sem qualquer nostalgia, se outra casa lhe abrir as portas e oferecer mais fartura e conforto material. Em no máximo três dias, o ex-dono de um bichano pode se tornar completamente estranho para ele, mesmo depois de uma vasta convivência. É triste, mas nesse aspecto, a espécie mais parecida com o gato é o ser humano. Pessoas adoram quem lhes dê vantagens; rodeiam sempre os que podem lhes proporcionar acessos, ascensões, indicações, status, lucros. Tratam com menos deferência, respeito e carinho aqueles que nada podem oferecer de vantajoso. De alguma forma leiloam seus afetos e preferências e constantemente renegam a quem deixa de ser interessante, quer seja como patrão, empregado, bajulador, mecenas e tudo o mais que represente ganhos. Não importa que tipos de ganhos. Podemos concluir dessa particularidade, que o rico também bajula o pobre, quando o ato significa a chance de utilizá-lo para se dar bem. Numa coisa o ser humano é pior do que o gato: ao passo que o bichano apenas busca o melhor para si, gente quer muito mais... Quer o pior para os outros, a eliminação da concorrência, e vai muito além da esfregação entre as panturrilhas: dá rasteiras; derruba o próximo em beneficio próprio. Que o digam, de forma especial, os políticos partidários com os quais lidamos... mas olhe: não são apenas eles.

As entregas que a vida cobra de quem renega o vazio não têm que ser sofridas, como sempre ocorre nesses casos de vidas que se juntam. É uma regra básica das questões de fusão sentimental e dos encontros amorosos tecidos pela sorte. Urge que as tais entregas de fato sejam trocas.…
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As entregas que a vida cobra de quem renega o vazio não têm que ser sofridas, como sempre ocorre nesses casos de vidas que se juntam. É uma regra básica das questões de fusão sentimental e dos encontros amorosos tecidos pela sorte. Urge que as tais entregas de fato sejam trocas. De nada adianta esse velho doar que faz doer pelo quanto se flagra solitário. Pelo que se percebe num aquário tão triste quanto belo. Esse tal “a dois”, eivado de vantagens para só um, antecipa o vazio que se nega pelas palavras e, no entanto, rega o caminho dos que sobram dessas vantagens. Daí se faz necessário que a verdade se muna do amor que nos une a outra pessoa. Faz-se de fato imprescindível que ninguém ame se não for para ser feliz. Amor não combina com infelicidade, sob pena de não ser amor, mas uma grave patologia.

Ficar em cima do muro tem contexto muito mais amplo do que tentamos impor, na maioria das vezes. Geralmente, o contexto é político e social. Posso ser seu amigo e de quem o detesta, desde que eu não tenha problema com ambos. O que não posso, é ser democrata e ditador ou nem democ…
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Ficar em cima do muro tem contexto muito mais amplo do que tentamos impor, na maioria das vezes. Geralmente, o contexto é político e social. Posso ser seu amigo e de quem o detesta, desde que eu não tenha problema com ambos. O que não posso, é ser democrata e ditador ou nem democrata nem ditador; comunista e capitalista ou nenhum dos dois; bandido e mocinho nem um pouco de cada. Muito menos não amar nem odiar injustiças ou desigualdades, para não correr o risco das consequências. Questões fúteis não exigem conceitos, filosofias nem lados. Portanto, não merecem preocupações ou esforços para sairmos do equilíbrio, que é sem muro, e cairmos no campo de uma batalha que não é a nossa.

Em desespero, a mãe decidiu que a criança precisava de um “pissicólogo”. É. De um pissicólogo, para deixar bem claro. Como fazem os adultos que sempre contratam “adevogados” ou trocam “peneus”. Sua justificativa esdrúxula era simplesmente a mudança contínua de comportamento da me…
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Em desespero, a mãe decidiu que a criança precisava de um “pissicólogo”. É. De um pissicólogo, para deixar bem claro. Como fazem os adultos que sempre contratam “adevogados” ou trocam “peneus”. Sua justificativa esdrúxula era simplesmente a mudança contínua de comportamento da menina, ora bem comportada, ora birrenta e voluntariosa, e algumas vezes até desaforada. Muitas mães não suportam constatar que os filhos crescem, tornam-se crianças ou adolescentes com temperamentos próprios, vontades pessoais, o que significa não serem mais tão cordatos ou obedientes. Uma variação normal, se não houver extremos como aqueles que transformam nossos filhos em pequenos tiranos ou até minipisicopatas. Afinal, a criança um dia se descobre pessoa e não aceita continuar dominada mesmo em seus pensamentos, os sentimentos e a personalidade. Na verdade, a mãe da pequena jamais levou a filha para fazer o tratamento. As coisas foram se amoldando aos trancos e contra sua vontade. Não que ela passasse a julgar a ideia inicial desnecessária, mas porque a imagem do tratamento “pissicológico” dava preguiça. Demandaria mais trabalho que o já então vício de arrancar os cabelos, dar gritos histéricos, solavancos na menina. Um desempenho que mais tarde acabou por fazer com que a parentalha a convencesse de que ela, sim, a mãe, teria de procurar não um psicólogo, mas um “pissiquiatra”, pois o neurologista falhara. Verdade, ainda, que aquela mãe tinha, entre outras coisas, a profunda frustração de nunca ter se livrado da infância reprimida, sem voz nem vez, mesmo nas questões aparentemente mais simples. Questões como as que envolviam a disposição de seus brinquedos (se é que os tinha), o gosto pelas roupas mais adequadas ao seu critério infantil e o desejo de brincadeiras que sujassem ou molhassem as roupas. Preocupante mesmo seria ter um filho que jamais questionasse, nunca fizesse uma birra nem dissesse um desaforo do tamanho de seus poucos anos. Comportamento invariável, sempre cordato e maduro não combina com criança. Aliás, o adulto precoce de hoje pode ser a criança infeliz e até perigosa de amanhã. Tal criança, sim, precisa e continuará precisando de acompanhamento profissional.

MULHER DE VERDADE NÃO APANHA Demétrio Sena Um homem bater na sua mulher não é tão grave quanto a mulher apanhar de seu homem. Se esse homem é covarde, machista e tantas outras coisas, essa mulher é covarde, parasita, viciada e nula de amor próprio. Somando-se às "tantas outras…
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MULHER DE VERDADE NÃO APANHA Demétrio Sena Um homem bater na sua mulher não é tão grave quanto a mulher apanhar de seu homem. Se esse homem é covarde, machista e tantas outras coisas, essa mulher é covarde, parasita, viciada e nula de amor próprio. Somando-se às "tantas outras coisas" de quem a espanca, tudo isto funciona como aquele bordão, bastante sábio, de que o povo tem o governo que merece. Afinal, foi esse povo que lhe deu o poder. Se houve corrupção eleitoral e a posse contraria o desejo popular, dá no mesmo: Esse povo contrariado poderia destituí-lo e não o faz. Portanto, sofre merecidamente. Mulher alguma tem de viver sob o jugo da violência e das ameaças de um homem. Existem leis que a protegem; ela tem o direito de ir e vir; a polícia é uma instituição real, tanto quanto o judiciário. A liberdade é um direito que provê cidadãos e cidadãs honestos, e não existe um só machão que não trema perante qualquer autoridade, seja policial ou de alguma outra instância. Das mulheres que apanham de seus homens, as que têm filhos são as mais desprezíveis. Além de covardes, parasitas e nulas, elas são regidas pelo egoísmo. Não pensam nos filhos, que são os que mais sofrem, nem naqueles que sofrem por seus filhos, por amá-los mais do que as mães. Acho, enfim, que a mesma lei que pune o agressor da mulher (e dos filhos) deveria punir também a mulher agredida mais de uma vez, por violar tanto a si mesma. Essa violação atinge a todos que a prezam e pouco podem fazer, de fato, se ela não tomar a decisão de ser uma mulher de verdade.

Minha boca sabe que amordaça... A causa deste silêncio é a timidez. Também sinto que amortalha o corpo inteiro de angústia e pavor da solidão. Apesar de tudo, este sentimento é contraditório... Quando mais dói, parecendo isuportável, percebo que amortece. Acalma o todo e sempre…
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Minha boca sabe que amordaça... A causa deste silêncio é a timidez. Também sinto que amortalha o corpo inteiro de angústia e pavor da solidão. Apesar de tudo, este sentimento é contraditório... Quando mais dói, parecendo isuportável, percebo que amortece. Acalma o todo e sempre me faz querer um novo caso,se mais um se acaba. Com seu conjunto indecifrável de nuances, o mais cultuado entre os sentimentos tem suas armadilhas. Amo e me deixo amar, mas não ignoro que amorfina, mesmo sem encerrar o ciclo da vida. ...Sempre haverá uma amoreira no meio do caminho, apesar da pedra, para reabastecermos o desejo e a esperança do amor perfeito; verdadeiro; eterno... Sem amorragia.

Ela dorme depois da dipirona, sua muito e seu rosto se abateu, este ateu quase reza ou se flagela
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Ela dorme depois da dipirona, sua muito e seu rosto se abateu, este ateu quase reza ou se flagela numa zona sombria e conflitante... Gostaria de achar essa fé pop que saltita nos templos destes tempos, nos entope do clima entorpecente de alegria dormente ou convulsiva... Meu amor se derrama sobre ela em desvelos, silêncios, atenções, na capela das minhas esperanças... Peço ao caos, ao silêncio, à solidão, palavras de condão pra sussurrar e fazer com que a febre "vá de retro"...