“Passei dez minutos observando os quadros do expressionista abstrato Jackson Pollock; a conclusão a que cheguei é que são como os Tribunais de Contas brasileiros: muito caros, fora da realidade e não fazem o menor sentido”
Frases de Delegado Adriano Peralta
113 frases
“Nada é totalmente bom ou ruim. A geada que destrói os campos e as plantações também extermina as pragas e deixa a terra preparada para uma safra futura e abundante”.
“Não vejo divergências de pensamentos e de princípios entre um serial killer e um indivíduo que sente prazer em criar pássaros em gaiolas”.
“Se tem uma coisa que acompanha o ser humano no início e no final da vida é um par de sandálias do tipo papete. “
“Sei que preconceitos são politicamente incorretos, mas em se tratando de culinária brasileira, adquiri preferências e restrições. Pamonha e Curau só aprecio se forem feitos por goiano ou mineiro. Sagu e cuca, para serem bons tem que ser preparados por sulistas. Agora, o verdadei…
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“Sei que preconceitos são politicamente incorretos, mas em se tratando de culinária brasileira, adquiri preferências e restrições. Pamonha e Curau só aprecio se forem feitos por goiano ou mineiro. Sagu e cuca, para serem bons tem que ser preparados por sulistas. Agora, o verdadeiro arroz tipo “Maria Izabel” só cuiabanos e piauienses sabem cozinhar.”
“No intervalo de um programa de debates sobre a reforma da previdência tem sempre um banco ou uma agência de investimentos exibindo os comerciais”.
“Se Deus só me deu uma vida, seria burrice gastá-la morando numa cidade ruim”.
“Prepare-se para o último assunto – sempre que alguém dis¬ser que tem mais de uma pauta para tratar contigo, saiba que a conversa iniciará da forma mais light e a parte mais complicada ele vai deixar para o final. É mais ou menos assim: seu filho liga dizendo que tem duas coisinh…
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“Prepare-se para o último assunto – sempre que alguém dis¬ser que tem mais de uma pauta para tratar contigo, saiba que a conversa iniciará da forma mais light e a parte mais complicada ele vai deixar para o final. É mais ou menos assim: seu filho liga dizendo que tem duas coisinhas para falar contigo; a primeira é que ele encontrou o Osvaldo na faculdade que é filho do seu Tião e mandou lembranças para você e a segunda é que falando em faculdade, a mensalidade sofreu um reajuste de 20% já no próximo mês.”
“Para um delegado e uma mulher bonita ninguém dá nada de graça, sempre haverá uma segunda intenção”.
“O primeiro sinal do Apocalipse você verá quando ligar a TV num daqueles programas religiosos viciados em dinheiro e encontrar o líder da igreja lendo Mateus 19:21; nessa passagem Jesus manda o jovem rico vender tudo o que tem e dar aos pobres para que alcance o reino dos céus.”
“É perturbador quando a vida da gente chega naquela fase do meio dia pra tarde e ainda não conseguimos compreender um monte de coisas como: trindade, utilidade do controle remoto no som automotivo, necessidade dos Tribunais de Contas, intervalo comercial nos programas de vendas…
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“É perturbador quando a vida da gente chega naquela fase do meio dia pra tarde e ainda não conseguimos compreender um monte de coisas como: trindade, utilidade do controle remoto no som automotivo, necessidade dos Tribunais de Contas, intervalo comercial nos programas de vendas pela televisão ...”
– O SHERLOCK HOLMES DE MATO GROSSO – Lá pelo início da década de 90, vários delegados estavam con¬cluindo o curso de formação na Academia de Polícia. Como é comum entre colegas de turmas, a maioria acaba recebendo um apelido, que muitas vezes coincide com o local de procedência…
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– O SHERLOCK HOLMES DE MATO GROSSO – Lá pelo início da década de 90, vários delegados estavam con¬cluindo o curso de formação na Academia de Polícia. Como é comum entre colegas de turmas, a maioria acaba recebendo um apelido, que muitas vezes coincide com o local de procedência do aluno; e assim, dentre os formandos estava o “Dr. Maringá”. Na distribuição das lotações das cidades Maringá saiu prejudicado e recebeu uma cidade de garimpo, violenta e de difícil acesso na regional de Alta Floresta. Lamurioso e inconsolado, seguia con¬versando com um e com outro, mas todos os diretores lhe diziam a mesma coisa: “você foi sortudo demais, foi lotado na cidade onde está o agente Golias, o melhor policial de Mato Gros¬so; qualquer crime que tiver, basta entregar na mão dele que será resolvido facinho!” E assim foi que Maringá se apresentou em Alta Floresta para receber a portaria e seguir para o novo desafio. O chefe regional foi mais um dos que enalteceu as qualidades do agente Golias. Junto com a lotação Maringá recebeu algumas notícias: a cidade onde iria trabalhar estava enfrentando disputas de áreas entre garimpeiros e nos próximos meses só poderia con¬tar com o auxílio de dois investigadores novatos, pois o afamado Golias tinha acabado de requerer licença-prêmio. Assumiu a delegacia, passou o primeiro, o segundo, o terceiro dia, e no quarto: pronto! Mataram o irmão do prefeito. Aque¬la anarquia, aquela confusão, todo mundo na porta da delega¬cia querendo solução: cadê o assassino? Por que é que ainda não prendeu? Queremos ele preso! Foi tanta pressão que não teve jeito, Maringá determinou a um dos novatos que fosse atrás do Golias que estava pescando e o trouxesse com a urgência devida (urgência urgentíssima = uniforme dobrado, na gíria policial). Logo depois do almoço chega o Golias todo sujo e prestativo dizendo que não se incomodava em interromper sua licença e que estava disposto a ajudar. Ufa! Além da satisfação em conhecer aquela figura lendária, Ma¬ringá passou a observar passo a passo as atitudes de Golias para aprender os dotes daquele que seria o maior detetive das terras de Rondon. Golias pediu a chave da viatura e saiu em alta velocidade cantando pneus, e uns 10 minutos depois chegou ele conduzindo um rapagão de uns 2 metros de altura contido pelo colarinho e dizendo ao novo delegado: “aqui tá a solução!” “Quando acontece alguma coisa nessa região é só prender o Zoião, porque ou foi ele ou ele sabe quem foi”. E foi assim que Maringá descobriu os segredos investigati¬vos da “Lenda”, que muito se assemelhavam aos do Capitão Louis Renault, o chefe de polícia de Casablanca que diante de qualquer crime determinava: “prendam os suspeitos de sempre!”.
“Nesse interior do Brasil tem muitas cidades boas para os outros morarem”.
“Quando a aposentadoria é farta os filhos se digladiam para cuidar dos pais; com pouco dinheiro o asilo é o destino dos ancestrais.”
“Já ensinava Churchill, o primeiro ministro: tem negócio que é muito sinistro. O povo deve ser poupado de saber como são feitas as salsichas, as eleições de mesas diretoras, as indicações para os Tribunais de Contas, as privatizações das estatais, os detalhes dos editais e outros…
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“Já ensinava Churchill, o primeiro ministro: tem negócio que é muito sinistro. O povo deve ser poupado de saber como são feitas as salsichas, as eleições de mesas diretoras, as indicações para os Tribunais de Contas, as privatizações das estatais, os detalhes dos editais e outros segredos mais.”
“O velório do `Zé Moage`, foi de grande simplicidade. A viúva não serviu nada, faltou eletricidade. Na sala o sofá rasgado, disputado por tanta gente. Mantendo a tradição, dona Neuza do salão, chorava copiosamente. Manelito contava piada e ria no corredor, e o Leno na entrada da…
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“O velório do `Zé Moage`, foi de grande simplicidade. A viúva não serviu nada, faltou eletricidade. Na sala o sofá rasgado, disputado por tanta gente. Mantendo a tradição, dona Neuza do salão, chorava copiosamente. Manelito contava piada e ria no corredor, e o Leno na entrada da casa com seus causos de pescador. A certa altura da madrugada, com a conversa silenciada, a coisa deu uma desanimada. Inventaram uma vaquinha, pra comprar uma cachacinha. E assim vararam a noite, e assim chegou o dia, com o carro da funerária apressado igual cutia. Na avenida da cidade, passou com velocidade e o enterro no cemitério não teve nenhum mistério. Com a pá na terra vermelha o coveiro enterrou o defunto, e o povo ia saindo e assim esquecia o assunto. Inventário não foi preciso, pois não tinha o que arrolar, e a viúva no prejuízo, não achou com quem casar. Pouca gente nessa terra, se recorda do “Zé Moage”. Esqueceram de sua alma, apagaram sua passagem. Foi a sina do pobre homem, é a sina do homem pobre. “
“JOÃO E SEUS PÉS DE FEIJÃO. Na pequena propriedade, e com certa dificuldade, vendia na cidade o fruto da produção. Ouviu de um alcoviteiro, que isso não ia vingar, porque não dava dinheiro e que num tempo venturo, no banco devia emprestar. Com a escritura na mão, pro banco seguiu…
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“JOÃO E SEUS PÉS DE FEIJÃO. Na pequena propriedade, e com certa dificuldade, vendia na cidade o fruto da produção. Ouviu de um alcoviteiro, que isso não ia vingar, porque não dava dinheiro e que num tempo venturo, no banco devia emprestar. Com a escritura na mão, pro banco seguiu o João e de lá saiu animado, deixando consignado o seu pedaço de chão. Porém, na safra seguinte, a chuva não foi parceira e deixou o pobre coitado, perdido e abandonado - sem dinheiro na gibeira. Com o fim da parceria, mudou pra periferia, de favor na casa da tia. Foi pro bico de boia fria, e de tanto pensar na desgraça, João se entregou à cachaça e migrou-se pro banco da praça. Hoje vive no submundo, maltrapilho e sujismundo e ainda lhe deram a pecha de preguiçoso e vagabundo. Seu sítio foi a leilão e quem comprou foi um “João” , que é dono de uma empreiteira e de uma família bacana e que da mesma desfruta em algum final de semana. De uma mesma terra brotou dois “João”: o que faliu trabalhando e o que lucrou descansando.”