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Frases de Dedicado a: Ivaldo Milhomem Roland e Antenor Barros Leal

1 frases

A vida é breve Quão breve é toda vida humana, Já que de toda a multidão
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A vida é breve Quão breve é toda vida humana, Já que de toda a multidão Que trouxe a estas praias, Nenhum viverá dentro de cem anos.1 Palavras de Xerxes, como Dario E Ciro, reis da fabulosa Pérsia, Poderosíssimos homens em seu tempo, São apenas lembrados em livros de história. Sim...A vida é mesmo breve, O poder é mesmo efêmero, Implode em ambição mordaz, O tempo consome a memória Pouco tempo após. O acúmulo de riquezas gera poder, O poder pelo poder, E tantos assim tiveram, Quem foram, o que fizeram? Não há poesia no poder. Além da vaidade, Apenas árido dever. Salvo o florentino Lourenço De Médicis, alavancou seu tempo Com a arquitetura e as artes, A virtuosa fortuna, sua poesia, A humanidade agradece. Digam-me outro nome. Os feitos superam o homem, Assinam no tempo seu nome E logo vem à cabeça O testemunho do Parthenon, Coliseu, As colunas da Grécia, Expressão de um apogeu! O tempo é fugaz, Exaure o homem e a riqueza, Mas se satisfaz Quando persiste a beleza! A que leva a vida de ostentação? De nada adianta ostentação de fortunas, Pois a ninguém o torna ilustre, Precisam de mais exemplos Do a vida já mostre? Nada mais fútil do dinheiro a riqueza, Sempre ou desde o tempo primeiro, Nada mais sórdido que a avareza, Árida vida de cultuar dinheiro. É a grande frivolidade humana, Seu grande equívoco, Achar mesmo que nós Sobreviveremos Apesar de todo o ouro que temos. Diz Heráclito, o fragmentado Discurso, Presença física não estabelece comunidade, E que pobre é toda cidade Se não persegue este espírito, E saber que só em Florença Hão todos aqueles imortais. Não há poesia nas fortunas, Fortunas de apenas fortunas De homens ocos com a face do vácuo. De nada adiantam estátuas, Nomes em ruas, bustos em pedestais, Se à vida nada trazem de novo, Não dizem valor à alma de um povo, Qualquer fortuna, a face nos jornais. Deste mundo suas razões, Do homem a vaidade, A mais pueril das paixões. Não é filha do tempo, A personalidade, Mas do homem a postura, A excelência de sua obra.2 Conta Plutarco que Alexandre Com exército não numeroso, Mas excepcional, As falanges da Macedônia e um reino, Tinha à mão Tebas e Atenas, Reinos vizinhos...A Pérsia...A Ásia! De tudo se desprendeu Em doações as posses reais, Sem ser tentado pelo ouro e seu tédio,3 Ao que inquiriu Pérdicas, o amigo general: -E para ti, rei, o que conservas? -A esperança! -Pois a compartilharemos contigo, Nós, teus camaradas de armas!4 Nem o vinho, nem o sono, nem o espetáculo, Nem o amor eram capazes de detê-lo. Prova-o sua vida, extremamente curta, Digna dos heróis da Ilíada, Digna da pena de Homero. Preencheu sua vida inteira Com uma profusão de grandes ações, Da nossa cultura helênica, sua proteção, De todos os feitos o mais belo. Nada tem valor Se não há a paixão, Se não é verdadeiro, Se não brilha por inteiro, Se no homem não há encanto, Se não se projeta com o coração. Grandes homens, por que grandes? Dedicaram seus dias Por causa nobre, por isso grandes. Abnegados ou enfrentaram a intolerância, Mas viveram momentos épicos. O tempo tarda Mas faz jus à poesia De seus nomes e seus dias. Mas não bastam que seja pura E justa a nossa causa. É necessário que a pureza E a justiça existam dentro de nós.5 Por mais prazerosa Que seja sua vida, Se você não sente Que está construindo algo, Não se tornará feliz.6 É preciso sobreviver Para atingir a idade da realização, Para ser feliz. Não vale sair Antes do jogo terminar.7 É preciso trabalhar Na beleza que perdure,8 Pois que a vida é breve, Todo poder é efêmero,9 A alma é vasta.10