“São profundos os teus olhos, óh menina! Quando olho dentro deles enxergo o infinito Como a linha que separa o mar do horizonte.
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“São profundos os teus olhos, óh menina! Quando olho dentro deles enxergo o infinito Como a linha que separa o mar do horizonte. Por que tem olhos tão vivos, óh menina? Enxergas o irreal ou é recoberta de magia? Pálpebras e versos A retina ao inverso A pupila um binóculo Como é linda a menina dos teus olhos! Fechados são como um teatro vazio Luzes apagadas… Cortinas fechadas… Cadeiras vazias… Esperança louca de se encantar com mais uma maravilha! E se abrem ressonantes… Reflete o que vê num espetáculo! O que observas de tão belo? Não sei o que dizem, mas acredito neles. Deixa-me ver! Deixa-me ver, óh menina! Espera algo? Por certo vem de longe… Ouço o som dos teus olhos… Lindos olhos… Uma mina”!