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Frases de David Libal

24 frases

depois do temporal veste em seda teus negros olhos,
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depois do temporal veste em seda teus negros olhos, rega a semente de uma breve ideia, tão curta como a vida e a saudade vai lá; tão perto, e tão longe mira o céu que cabe na imensidão de uma vida.

Ao grito pede-se paciência
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Ao grito pede-se paciência pega a gota cata escorre sangra o peito jazia quieto mente que mente ao ser errado erroneamente estardalhaço mania fática de se ilustrar dizendo que céu pode ser mar

Debruçava-me em uma janela Nessas que a solidão constrói dentro de nós D'onde apenas poderia sentir o vento
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Debruçava-me em uma janela Nessas que a solidão constrói dentro de nós D'onde apenas poderia sentir o vento E a chuva amornada que a tarde trazia Certamente poderia ser um inicio de partida Na qual nenhuma dessas tolas preces me salvaria Transfigurava-me ao deparar com céu nublado Que refletia a tal da mente sã iluminada Nunca havia me sentido tão sossegado Lembrava do cortejo E do primeiro riso desabrochado Esse qual enfatiza meu maior desejo E hoje Eu escreveria um poema com teu nome.

Mas quem lhe deu coragem de viver às realidades do mundo também lhe da vontade
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Mas quem lhe deu coragem de viver às realidades do mundo também lhe da vontade de amar pelos segundos nos restam folhas árvores outonos nos restam vidas olhares e um pouco de sono de pés no chão e consciência admirável mas que por si só se fez silêncio que tua saudade se pareça com a minha pra que meu abandono não pareça tão imenso

BEM-TE-VI SE TE VI PLANAR
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BEM-TE-VI SE TE VI PLANAR EM CIMA DO MEU TELHADO MAS NÃO QUIS ME INCOMODAR POIS GOSTA DE MIM UM TANTO QUE SEQUER ME CHAMOU A PIAR SOOU ENCANTO VOOU PRUM CANTO MAS SE SENTIR SAUDADE PODE VOLTAR

Somos intactos como deuses emaranhados
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Somos intactos como deuses emaranhados como seres que se esbarram entre si temos vontades como todos a realidade de alguns outros é a que me acometi a verdade é que não preenche nem metade mas pela frente me parece belo será que se perdeu? perdidas pernas olhares, corações perdidas às naus que afundam sem emoção um ascendente me contou que daquele lado é visível o desespero continuo pela prorrogação da tua ida quem paga por isso és tu mesmo moeda por moeda sem promoção tua vontade protelada fingida de esperança é pura enganação cada ideal gritado ININTERRUPTAMENTE é a certeza de alguma imortalização seja por folha; por boca ou lembrança de ancião que cada ruga desse mesmo se torne linha de uma prosa atoa para que à moça da descendência suspire e sorria ao ouvir ah, meu deus ser poesia me parece uma coisa tão boa

Moça que cresce que vem e que tece tão fina escrita
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Moça que cresce que vem e que tece tão fina escrita poetisa sabida minha tarde invadiu sem mesmo saber e nem conhecer ao som do piano da valsa brasileira dançou no ouvido uma leve brisa com cheiro de terra que a chuva trazia chorei na cidade cinza meu peito não enrubesci no teu olhar sequer olhei no amargo da boca do forte café se fez doce a palavra que na mente proferia preferi nada fazer o domingo vazio não matou esse homem a guerra continua mas nem tão fria nem tudo é desgraça na vida só queria te contar que descobri essa poesia

Da luz que atravessa a janela do quarto meio morto meio torto eu era, da lonjura que era minha vida de outras do frio que adormecia meus pés, do medo e do café morno
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Da luz que atravessa a janela do quarto meio morto meio torto eu era, da lonjura que era minha vida de outras do frio que adormecia meus pés, do medo e do café morno da praticidade de uma pena em mão, um termo em grão do chiar da noite lá fora, meia noite lá fora ela passeava entre os outros que eram meus outros eus da loucura entre estar consciente e estar presente da folha que caia das árvores no parque do cão que respondia aos pedidos de socorro da cidade e o terror do silêncio quando a vontade é gritar com o piscar dos olhos e a vontade ausente agradecer o nascer do sol e ao poente ao vinho barato, pra conter às tristes alegrias o exagero de rimar palavras vazias do ser que ama o mar e prefere só admirar do sorriso da moça, cuja boca já não me sorri mais de alguns anos atrás, que para trás queria andar às vezes do som que vem de fora, vem da forma que o sal escorre da barba feita, e o nojo da roupa bem arrumada o bicho do mato, ô, bicho, eu não mato o brilho da parede verde, e das histórias pra contar de quando tu me falava pr'onde ia viajar essa fumaça na minha cara, era o bom senhor da alma em praça, que acalmava a minha da chuva de setembro e em ser teu acendente da manhã morta em mim, morrendo os domingos um pouco mais disso, daquilo, um quilo de solidão um tanto assim de nós que em nós morava fechava a porta mas não se despedia do chão quadriculado, da grama e da flor o pouco se importar não é normal talvez ninguém seja, ou não quer dos prazeres que parecem pagamentos salda mais uma das minhas parcelas de culpa da vontade de não escrever mais parei

Vinha Maria cheia de segredos na capela escondia
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Vinha Maria cheia de segredos na capela escondia seu grito soprano mas quem era Maria; se não a faca e o queijo? que corta e alimenta os mais finos desejos por Maria era sina de adolescente carente na frente da mãe se fazia de inocente ah, Maria, sei eu de seus planos! a quem me recorria como se fosse um padre ah, Maria, sei lá dos teus sonhos! não sou travesseiro pra te confortar nos seus prantos de tão pequena que era se escondia do assunto de querer ser grande se jogava no mundo sabe lá deus pr'onde ninguém se importava tampouco Maria que virava passarinho quando a vida lhe cobrava ah, Maria deixe de ser assim menina o presente, agora a vida fere o futuro, lá longe quem quer, conserte pois leva tempo pra que aprenda certas coisas que lhe falta tanto

Um poema para Cristina _ Foi o bem que à fez assim; calmaria menina, moça ou já mulher
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Um poema para Cristina _ Foi o bem que à fez assim; calmaria menina, moça ou já mulher sonho de bailarina quem sabe dança de certa paz na onda lança um sonho bom tecendo o apara dor como aranha bordadeira cozendo frases de amor mas quem te fez assim; puro poema? diga-me, quem lhe fez assim; grande e pequena? para certas coisas faz muito bem pr'outras melhor não tem e quem diria menina, moça ou já mulher que um dia meu preâmbulo cairia tão bem

Levantou-se para sentir o vento que ao pé do ouvido sussurrava: -Não é só lamento,meu bem, não é só lamento.
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Levantou-se para sentir o vento que ao pé do ouvido sussurrava: -Não é só lamento,meu bem, não é só lamento. era a poesia que a vida recitava Quando se fez menina tinha manias doces quando, por vezes, moça coleciona amores E o mundo, inquieto desta, se fez tutor lhe ensinou a ver o pecado a gostar, e conviver com a dor

veste o mundo como quem veste uma roupa a ginga da morena contagia até os breves olhares se passasse pela minha rua, eu até cantaria
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veste o mundo como quem veste uma roupa a ginga da morena contagia até os breves olhares se passasse pela minha rua, eu até cantaria óh, és moça tão linda, de pura poesia, da cabeça aos pés quando noite, aparece por cá, e até a lua se anima pois és moça tão bela, que a neblina se dissipa só pra noitada ver a morena passar