O QUINTO DOS INFERNOS Essa expressão vem da época do Brasil colônia, quando 20% eram exigidos de toda atividade econômica para manter a Coroa Portuguesa.
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O QUINTO DOS INFERNOS Essa expressão vem da época do Brasil colônia, quando 20% eram exigidos de toda atividade econômica para manter a Coroa Portuguesa. Quando comecei nesse ramo, no começo dos anos 90, nossa carga tributária era de 28,8% do PIB. Hoje estamos em 35,5%. Isso explica 7 pontos porcentuais de redução nas margens dos 30 a 40% que ouvia falar naquele tempo para os atuais 0 a 15%. Mais um final de exercício e não falei com nenhum empresário, e foram muitos, que não tenha destacado a queda de suas margens. Diria até que, pela primeira vez, com uma dramaticidade inédita. Teorias que expliquem esse fato podem amparar teses e mais teses. O que quero aqui e ser mais pragmático. Esse é um fato. Não há sinais de reversão. Isso posto, o que fazer? Num pais como o nosso e no nosso segmento, não podemos nos contentar com menos que 8%. Acho que durante um bom tempo deveríamos perseguir os 12 e comemorar 15. Passei os últimos tempos pregando a evolução gerencial de nossas empresas via adoção de indicadores que medissem a eficiência da nossa gestão. Uma nova postura estratégica. Uma visão mais atualizada no nosso negócio dentro de um contexto mundial novo. A luta diária pela produtividade. A integração de negócios como meio de ganhar força, mercado, eficiência, ou até mesmo a simples sobrevivência. Não estou presunçosamente indicando a “coisa certa a fazer”. Apenas apregoando mudanças as quais, acredito, se não resolverem, mal não farão. Agora, quanto a essa carga tributária..., só no voto e olhe lá! Como deviriam ser bons os tempos dos quintos dos infernos.