Os olhos do Lince O que passou... Passou como vento que varre ruas vazias...
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Os olhos do Lince O que passou... Passou como vento que varre ruas vazias... Foram tempos de descobertas, dores e aprendizados. Houve risos que ficaram na memória e lágrimas que caíram no silêncio de noites longas... O que passou nos moldou, nos quebrou e, de certa forma, também nos refez. Mas já não está mais aqui... vive apenas na lembrança. O que continuamos vivendo... É um reflexo do ontem, carregado de perguntas que ainda não têm resposta. Há uma pressa em seguir e uma pausa que insiste em nos frear. Vivemos entre esperanças e repetições... tentando encontrar sentido no meio do caos e da rotina. Cada dia é um recomeço disfarçado de continuidade. E mesmo cansados, seguimos. E então vem a solidão... Não a ausência de pessoas, mas aquela que habita dentro, mesmo em meio à multidão. A solidão de não ser completamente compreendido, de sentir demais, de esperar demais. Ela se senta ao nosso lado quando as luzes se apagam e o barulho cessa. E ali, no silêncio mais cru, somos só nós... com tudo o que fomos, o que ainda somos, e o que, talvez, nunca seremos. Darwin Melo