MADALENA Não era em toda a sua completude, a alma inexorável de uma mulher resistente
Continuar lendo
MADALENA Não era em toda a sua completude, a alma inexorável de uma mulher resistente e vencida perante o tempo. Caminhava com sua pequena bolsa de saudades por todos os lados, com seus papéis de bombons, cartas pela metade e fotografias manchadas pelo tempo. Seus pés pairavam entre o arrasto e o escorrego dos dias sem propósitos. Mas um dia, caiu de cara na ladeira e seus papéis voaram ao vento as palavras ficaram sem eco no olhar de quem estendeu a mão para amaciar o seu tombo implacável. E aí raiou o sol na janela alugada de um cubículo colorido. A porta abriu, e como um roteiro presumível foi-se o olhar perdido com as sacolas vazias que o vento levava