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Frases de Danillo Spíndola

8 frases

Anistia aos detalhes Que toda pressa seja condenada por negligência e falso testemunho
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Anistia aos detalhes Que toda pressa seja condenada por negligência e falso testemunho Que sejam condenados pela lei do uso e desuso ao cárcere anestesiante do sentir os que julgaram e utilizaram do que eles chamam de medida “preventiva" para disfarçar o medo de se fazer cumprir o mandado que todo sem juiz(o) busca Os que apressados proferiram injúrias e emitiram pareceres pelo que a contento lhe parecia ser Os que se colocaram como preposto diante dos autos da sua própria felicidade e negaram qualquer apelação da outra parte que não sabia pra quê servia tanto “decoro” Só sabia que não podia habrir seu corpus e entregar todos seus órgãos que foram cúmplices do coração pois tudo poderia e foi usado contra eles Julgados e condenados a revelia por aliciar a boca a cometer o crime de ser boca. Que o lento tempo na solitária faça entender que presos estão os que condenam por olharem rapidamente e não perceberem a liberdade dos pequenos nadas de cada um e que no caso dereincidência se adote uma ação cautelar para que não fique apenas em última instância Cada cor, cada hora, cada cheiro…cada cuidado.

cafés da manhã A ressaca do acordar traz a sede de satisfação e de calor para quebrar o gelo solitário da manhã. Seus instintos imediatistas a levam ao empoeirado boteco da esquina.
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cafés da manhã A ressaca do acordar traz a sede de satisfação e de calor para quebrar o gelo solitário da manhã. Seus instintos imediatistas a levam ao empoeirado boteco da esquina. Copo barato, que na noite passada serviu de alguns goles, na tentativa de tirar o amargo do peito com o amargo da cerveja, mas a trava da garganta não se tira com álcool, apenas se disfarça por alguns instantes, peito pede sangue, boca pede saliva e o corpo pede outro corpo... esquece, hoje é o dia seguinte, outro propósito, outra história. Enquanto a boca mastiga um pão seco com manteiga, quase um tira gosto, o café lhe sacia de calor e ânimo suplicado por cada célula. Naqueles poucos segundos entre um gole e outro, sua mente pede mais, a vontade grita, pensamentos balbuciam seus demônios, mas entre flashes de consciência eu estou por lá, aliás sempre estive. Não lembra mais de mim? acho que mudei desde que nos conhecemos… ou foi você que me mudou? sei que em algum momento eu servi pravocê. Amanhã talvez de novo… uma pergunta inquieta minha já embaçada mente. o que você me fez de mim? Eu sou o copo quase vazio de café frio que você deixou em cima da mesa, esquecido até que alguém me lave por dentro e por fora, me renove, se eu não quebrar nas mãos descuidadas de qualquer um que me manipule posso servi outra boca, não escolho muito, mas só espero quero que venha com sede, pra que me seque e me sugue por completo, melhor do que largado pela metade ficando morno com o resto de mim que ninguém quer.

Me mataram hoje Eu sorri Perdi o que não tinha
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Me mataram hoje Eu sorri Perdi o que não tinha Estranhamente o nada faz falta Sorri de novo Parece que eu queria o que não gostava Não gostar diminui a incerteza Define alguma coisa Coisa... Eu consumia paredes para me referenciar Livre, eu não sabia ser Só sabia covardia Tinha medo de morrer Mas morri Essas palavras são póstumas Na morte desanuviamos Nuvens são nadas que parecem alguma coisa Mas esse nada consegue molhar e apagar teu giz legado Na morte teus pecados não contam mais Açoites e culpas são despejados O mandado de desintegração de posse se cumpri A carne se desfaz Eram só átomos invisíveis ligado por ideias Ideias de viver retroalimentadas por Wal Disney e seus amigos multicoloridos Viver é morrer as poucos E de pouco eu já tô vazio Vivendo, você somente consegue estar Morto você é E se é pra ser, que seja Viver é o dogma de quem quer ser alguém Escute um conselho de quem já é ninguém Morra todo dia Palavra de defunto

Nú de pensamentos, agasalhado só de pele e querer. Deixando tuas palavras me tatearem da forma que vierem. Sem nenhuma derme de pré idéias.
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Nú de pensamentos, agasalhado só de pele e querer. Deixando tuas palavras me tatearem da forma que vierem. Sem nenhuma derme de pré idéias. Meu intento é te entender em um cheiro, degustar teu frio e teu medo, escutar tua insegurança e teu amargo, nú olhar admirar tua timidez e tua distração. Não existe lógica por trás dos braços dos teu abraços, só passagem de ida e desejo de abismo. Percebo o teu "ser" e ignoro teus "porquês". Minha ciência se baseia apenas no que não se pode descrever. Eu te provo e tu saboreia, que na prática do caos dos encontros, apenas o sentir faz sentido.

Sonhos, riscos e carros Olhos correm a velocidade Banco de trás, passageiro passivo
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Sonhos, riscos e carros Olhos correm a velocidade Banco de trás, passageiro passivo Cidades cúmplices do desrumo Morro atos, ladeiro consequências Ficção da realidade de Morpheu Vida do espelho de Narciso Sinto des segurança Solto, amarras do destino Pedais pisam harmonias anárquicas Impotência ao caos Espectador do silêncio O nada de sempre A muda da estação Lixão de belezas naturais O big bang se reorganiza A desordem faz sentido Tudo tem pra quê O porquê Deus não visualizou ainda

Vírgula, Começo depois da pausa que você não leu. Não interrogue meus pretéritos. Dois pontos já prenuncia uma nova história, seja em parágrafos ou versos livres.
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Vírgula, Começo depois da pausa que você não leu. Não interrogue meus pretéritos. Dois pontos já prenuncia uma nova história, seja em parágrafos ou versos livres. Ser ponto sozinho no final, te deixa mais próxima da oração seguinte, com seus novos adjetivos e predicados, mas desta vez não será mais subordinada a mim. O verbo que escolhemos é irregular e não se conjuga no presente. Por hoje não exclamo nada, apenas lhe ofereço minhas sinceras reticências…